colaborações publicadas
Poema sobre a mais nova preocupação científica.
+
O quadro de Rembrandt - Aula de Anatomia do Dr. Tulp - deu-me o título e o tema do meu poema. Apenas uma homenagem à poesia e aos poetas.
+
Em 2009, visitei o cárcere de Bárbara de Alencar, no centro histórico da cidade de Fortaleza. Em casa, vendo as fotos do lugar, não pude me furtar a lhe dedicar um poema. Há uma força estranha que se emana dali, um grito da história e da dor humana. Muitas vezes, lembrando-me do cárcere, incomum, à flor da terra, mas de pedra, pesado, vi-me murmurando: “O túmulo de Bárbara...”...
+
Todo autorretrato é falso. Resta a boa intenção. Fiquem com ela: os meus votos de Feliz Ano Novo.
+
A gata artista pintou de ouro o telefone.
Ao Alcanu, que se preocupa com os meus bichos submissos (?) ao Ibama
+
Poema ilustrando a foto de um bode chupando manga.
+
Poema-antologia feito com versos do livro Memória da Terra, 2010.
+
Para o dia das mães. Antes que me esqueça. Por isso que em Portugal o dia é hoje.
+
Poemas ilustrados, imagens & palavras, poesia.
Clique na imagem para ampliá-la (e ler o poema).
+
No dia 8 de abril de 2009 vi uma das mais belas mainfestações de minha vida.
Em Fortaleza, praia do Meireles, Volta da Jurema, 600 meninos carregando cruzes, denunciando o abandono das crianças de rua.
Fiz então este poema, que não mostrei a ninguém. Mostro aqui, agora, para participar da denúncia desse grave problema humano.
+
Visita à Nascente do São Francisco é o rascunho-plano de uma longa crônica que postei aqui há dois anos e pouco narrando a minha viagem à nascente do rio São Francisco. Humilde como o rio que vai nascendo e como o São Francisco que comemoramos hoje, ficou esquecida. Penso que a sua simplicidade vale a pena de ser apreciada.
Ah, essa foto foi batida na nascente do Chiquinho.
+
IMANÊNCIA E TRANSCENDÊNCIA NA POESIA DO MESTRE BRANDÃO
Prefácio de O Silêncio de Deus, de J. C. M. Brandão, por
Luiz Vitor Martinello*
A Poesia brota dos dedos de Brandão. E como disse certa vez: “palavras que são coisas, com o saber de experiência feito, com os mestres, a quem chamamos clássicos, aprendida.”
A Poesia brota dos dedos de Brandão, iluminada:...
+
Brincadeirinhas. Em frente à Casa do Poeta Trágico, na Pompeia destruída pelo Vesúvio, lia-se numa tabuleta: CAVE CANEM, cuidado com o cão.
Nas Ilhas Canárias, que têm esse nome não por seus belos pássaros, mas por suas matilhas de cães selvagens, foi brincadeirinha.
Mas não posso deixar de lembrar a frase de Elias Canetti: “O poeta é o cão do nosso tempo”. Então, não é só brincadeirinha.
Adorno...
+
Publiquei este haicais ontem no meu blog: poesiacrõnica.blogspot.com
Vou compartilhá-los com mais amigos aqui, nesta minha triste homenagem.
+
O Encantador de Cabras é um poema meio antigo, meio esquecido. Saiu defeituoso, mais com a cara de um Manoel de Barros do que com a minha. Não se encaixa em nenhuma das coleções de meus poemas. Apresento-o aqui para os meus leitores: espero que se divirtam com o meu louquinho.
+
Curta-metragem do GRUPO BONEQUINHO, com roteiro e câmera de Amanda, namorada de meu filho, Aran, responsável pela edição e trilha sonora (banda bonequinho), com o ator Hesso Maciel, e de quebra um poeminha meu, do livro Exílio, 1983. Inverno, 2009.
+
Foto tirada na Gruta dos Palhares, em Sacramento, MG. Naturalmente, pela Sônia.
+
*“Obama e a mosca... ou de como o poeta fazia seus poeminhas quando a política e suas mixórdias se intromete na poesia, na figura do imperador com os chifres e sua real sensatez, que fulmina a pobre de uma mosca com um golpe fatal, durante uma entrevista no dia 17 de junho”
+
Hoje, 23 de junho, comemoro o meu 1º aniversário de entrada no Overmundo. Nada melhor - será? - do que o meu testamento, em que me descrevo com uma fidelidade espantosa. Quem não me conhece pessoalmente, terá a honra aqui. Embora quem me conheça vá dizer que eu não sou bem assim.
É preciso dizer que não penso em morrer? Pretendo começar a pensar depois dos oitenta, vai demorar......
+
Dia 12: show de aniversário de Fortaleza, 283 anos. Imaginava Fortaleza mais velha, mas é bela. Mona Gadelha, por falta de uma Mona Lisa, introduz o show. Mona Gadelha é a imagem de Fortaleza, juventude, vitalidade da juventude, e beleza.
Ednardo entra e comove o público por quase duas horas. Ednardo não deixou Fortaleza: leva-a no coração. Fortaleza não deixou Ednardo: canta...
+
Falei no IPA (Instituto Penal Agrícola) que a poesia não morre. Nasceu com o homem. Enquanto houver o homem, haverá a poesia. Um carisma social. Existencial.
Em casa, por acaso, escrevi um necrológio da poesia. Por acaso, porque não estava programado. Não me sentei para escrever.
Escrevi o oposto do que falei? Creio que não.
+
Um poema à maneira de João Cabral de Melo Neto, blocos de quadras de versos de oito sílabas, métrica preferida do poeta, que, assim, queria um ritmo mais próximo da prosa, menos musical, principalmente menos sentimental.
+
Foi Paulo Francis quem me apresentou a idéia da Revolta dos Bárbaros. A civilização chegou a tal estado de saturação, que os miseráveis, os excluídos, os párias sociais um dia “desceriam” (de onde?, dos morros?, por que “desceriam”?, não poderiam subir dos esgotos?) e tomariam as cidades, “os homens de bem”, e destruiriam tudo que encontrassem pela frente.
Seria o caos. Única...
+
Aos amigos paulistanos, no 455º aniversário de São Paulo.
Crônica selecionada pelo Prêmio Biblioteca Mário de Andrade de Literatura, entre as 50 publicadas no livro "São Paulo / 450 anos / crônicas" lançado na Bienal Internacional do Livro, em abril de 2004.
O livro, afinal, teve distribuição restrita e ficou desconhecido, praticamente inédito. Por isso, republico esta crônica...
+
Homenagem a Edgard Allan Poe, no bicentenário de seu nascimento (19-01-1809).
+
A copaíba estava no caminho onde se abriria a avenida Getúlio Vargas, em Bauru. Sacrificar a árvore? Nunca. A copaíba continua lá, no centro da avenida. Porque não é uma simples árvore, mas o símbolo da cidade. Um monumento vivo. Contra a farinha da morte. Esbanjando o seu sangue verde, como que fertilizando esta terra.
+
Uma crônica. O gênero "crônica" tem a grande vantagem de, ao mesmo tempo que se submete ao tempo, ser feita em primeiro lugar para passar o tempo. É uma brincadeira, sem compromisso. Deveria ser praticada pelos poetas e humoristas. Pelos poetas, para apenas criar beleza, mas aí já teria um compromisso. E pelos humoristas... Lembremo-nos de que M. Assis era humorista. Nelson Rodrigues...
+
Autorretrato é o meu último poema de 2008 e primeiro na nova ortografia.
Auto-retrato é um justamente famoso poema de Manuel Bandeira. Agora rebaixado a Autorretrato. Deveria haver um adendo nas leis ortográficas: não mexer no título das obras consagradas, aliás, em nenhuma palavra do texto. Nem nas maltratadas ou esquecidas pelo tempo, esse juiz implacável, às vezes injusto, como...
+
"O velho está morrendo!", lamentava meu pai todo final de ano. "Quem?", todo mundo perguntava, como se a piada fosse nova. A piada era nova.
Rei morto, Rei posto. Feliz 2009 para todos!
+
Chico Mendes foi assassinado há vinte anos (22-12-1988). Lutou pela preservação da Floresta Amazônica, pelo extrativismo. Foi derrotado há vinte anos e hoje: seus sonhos continuam por terra.
+
Conto do Natal de 1965. Como sou velho, como era fácil escrever, que saudades daquele tempo...
+
- ... mas é um poema de amor!
Antes que me falem: é isso mesmo.
Aproveito para desejar muita paz, muito amor a todos os amigos nesta festa do Natal de Jesus.
Um grande abraço.
+
"O homem nu" é uma crônica de Fernando Sabino. Eu nunca escreveria um novo "O homem nu". Basta o original. Mas o assunto se me impôs. "Estou aqui", ele me dizia. Afinal, não é todo dia que se vê um homem nu na rua.
Por outro lado, nem era preciso dizer, nada de anormal: não viemos nus ao mundo? Não é tal a nossa nudez que queremos ocultá-la com panos e moralismos, tradições e fundamentalismos?...
+
Poemetos de ternmura e melancolia.
Li quando adolescente os "Poemetos de ternura e melancolia" de Ronald de Carvalho. Costumo lembrar o título, mas, embora carregue muita ternura e melancolia nos ombros, os meus poemetos, não.
Mas pensem neles como poemetos de ternura e melancolia.
+
“Alba” é a minha leitura de “Mattina”, o poema mais famoso de Giuseppe Ungaretti (1888-1970). “Mattina” é a prova de que poesia é intraduzível. Como recriar em outra língua a beleza e a amplitude de visão daquele punhadinho de palavras?
Quem não se lembra de imediato (e para quem se lembra, para se deliciar mais uma vez com o encantamento dessas palavras), o poema é isto:
Mattina
M’illumino
d’immenso.
Um...
+
Crônica de nossa aventura às margens do Tietê, a Sônia e eu andando no mato na beira do rio, na ponte sobre o rio, sob o céu, as estrelas e a lua. De lá, as fotos da Sônia: http://www.overmundo.com.br/banco/luas-1
+
A ESSÊNCIA DA POESIA
Poesia é síntese.
Sou suspeito para falar da poesia da Sônia, minha mulher, mas ninguém pode contestar essa afirmação: poesia é síntese. É a imagem concentrada no mínimo de palavras. Quando não sobra nada. Permanece apenas a essência da poesia.
Ezra Pound encontrou num dicionário alemão-italiano a tradução de ditchten, fazer poesia, como condensare....
+
A foto é de 03-07-08.
A crônica é de 2003, quando a cachoeira estava quase seca, poucas águas, até as pedras estavam tristes.
+
Escrevi quarenta poemas de amor para meu quarto livro, mais um, que é a dedicatória. Alguns poemas ficaram de fora, como "A palavra amor", porque falava do meu pai, e não da minha mulher; e este "A bunda", que fez sucesso na época (1999), mas achei por bem não incluir no livro. Apresento aqui para o deleite (ou para a desaprovação, quem sabe) dos amigos do Overmundo.
+
Para o Cristiano.
Para a Raiblue.
Para o Dan.
Para todos os arautos do espírito do Overmundo, que não rastejam pelos supermercados do consumo.
+
"Os fantasmas do chapeleiro" é nome de um romance de Georges Simenon. Eu o havia lido, mas a idéia do poema veio-me muito depois, sem nenhuma relação com o romance além do título.
+
Faz mais de vinte anos que escrevi este poema, mas ainda dói.
"O menino é pai do homem", disse Quincas Borba. Mas esse menino se torna homem contemplando o pai, vendo-se no pai como num espelho. Morto o pai, estamos irremediavelmente órfãos. Irremediavelmente, chegamos à maturidade.
+
A Graça Graúna.
A Mirian Sofiatti, que primeiro gostou deste poema, quando o escrevi, há uns trinta anos, lá em Santos, onde morávamos.
À Sônia, que gostou de "Mavutsinim" e do que ele simbolizaria, mais do que eu, que sentia alguma resistência a algo de imperfeito em sua composição.
+
A foto é uma imagem da Caverna do Diabo, que fica no Vale do Ribeira, SP, entre os municípios de Eldorado e Iporanga. Pertence ao Parque Estadual do Alto Ribeira - PETAR.
+
Crônica-síntese de um ensaio sobre Manoel de Barros.
Todas as citações são tiradas de "Gramárica Expositiva do Chão (Poesia quase toda)", Editora Civilização Brasileira, Rio, 1990, de Manoel de Barros.
+
Em memória de Rubem Braga, o sabiá da crônica.
(Me tiraram, vê se pode. Eu certo de que tinha postado certo: como texto de não-ficção. Peço desculpas aos amigos que já me leram e comentaram. Juro que não sou culpado - mas o condenado sempre jura inocência...)
+
Bato sobre a mesma tecla? O poeta só conhece as teclas da poesia.
Acontece que o texto anterior suscitou (boas) reflexões, e me lembrei de vários outros que tratam do mesmo assunto. Este foi escrito em 15 de janeiro deste ano. Diz quase a mesma coisa que o outro.
Diz o que o título diz: que a poesia é magia. Costumo advogar uma poesia mais racional; cansado de ver poemas...
+
O Absoluto é uma série de quinze poemas sobre, justamente, o poema.
Quinze?! Alguns – ou todos? – tão mínimos que é difícil chamá-los de poemas.
Não importa. A poesia é o que mais importa para o poeta: por isso tanto poetar sobre o poema.
Tenho uma vantagem: curto, não canso. São muitos? Leia dois ou três.
Responda: qual agradou mais?
Se nenhum, não importa: Nada acontece...
+
A flor nos lábios era uma série de poemetos sobre o motivo da flor - a beleza, o efêmero, o êxtase. Penso que pode ser lida, também, como um só poema.
+
Homenagem aos cem anos da imigração japonesa.
Homenagem a Nempuku Sato, que veio do Japão e se radicou em Bauru, de onde começou a difundir a arte delicada do haicai,
e a Masuda Goga, que continuou o seu trabalho.
O último haicai tem o kigo da primavera no Japão em homenagem a Masuda Goga, que se encantou no dia 29 de maio último, primavera na terra do Sol Nascente.
+
Poema em homenagem ao Dia dos Namorados. Foi composto lembrando o poema Namorados de Manuel Bandeira (que tem um poema chamado Arte de Amar), em que o namorado diz para a namorada: “Antônia, você parece uma lagarta listada” e pouco depois conclui: “Antônia, você é engraçada, você parece louca.” Ah, a quantas doces loucuras, a quantas gostosas esquisitices não nos leva o amor!
+
Memória da infância perdida, como tudo que se viveu, mas guardada no fundo da alma. Ah, se todos os fantasmas que assombram os homens fossem tão doces com os da minha infância - encantada num Paraíso Perdido, o Matão, no município de Dois Córregos, SP.
Morei os primeiros oito anos da minha vida no Matão. É de lá que eu falo. Saudades do Matão.
+
Era o dia 2 de novembro de 2007 - era Finados! - e eu subia e descia as ladeiras de Ouro Preto, quando senti arfar atrás de mim uma sombra que me seguia. Na frente da Igreja de São Francisco, a sombra assim me falou:
Deixei os pedaços da minha carne nas ladeiras de Ouro Preto.
Entre as pedras do calvário das ladeiras de Ouro Preto
Deixei os pedaços da minha carne e dos meus...
+
Uma crônica sobre a cor local como parâmetro de uma obra de arte.
+
Poema-homenagem a Mário Quintana.
+
A Caverna do Diabo fica no Vale do Ribeira, SP, entre os municípios de Eldorado e Iporanga. Pertence ao Parque Estadual do Alto Ribeira - PETAR. Escrevi esta crônica há um ano, quando a conheci. Hoje está fechada à visitação pública. Uma pena. Peníssima. É uma das mil maravilhas do mundo.
+
Como já diz o título, homenagem a Mário de Andrade no dia dos 60 anos de sua morte.
+
Vou conhecer a nascente do São Francisco. Começo por São Roque de Minas, a entrada da Serra da Canastra, berço do rio. Vejo logo o porquê do nome: as montanhas em forma de uma imensa canastra de couro. Saberei que por mais que ande não verei as anfractuosidades próprias das serras: as montanhas se juntam suavemente, harmoniosamente, sem nenhum conflito. Estamos numa geografia...
+
Quando digo que sou de Dois Córregos, logo, querendo elogiar-me como poeta, dizem: “Só podia ser!” Tudo isso por causa do meu amigo José Eduardo Camargo, que inventou uma Usina de Sonhos para produzir poesia, elemento em falta no mundo de hoje. Não vou explicar o que é a Usina de Sonhos porque não sou a pessoa mais indicada para fazê-lo, sou até a menos indicada, tanto que impliquei...
+