colaborações publicadas
O projeto Suriname surge da necessidade de irmos ao encontro do desconhecido, percorremos nossas raízes, futuro, semelhanças e dessemelhanças.
O que sabemos sobre o Suriname? o que sabemos sobre nossos vizinhos? quem é o Outro? O Suriname é uma metáfora pra nosso obscuro e tacanho conhecimento, sobre nossa preguiça, sobre enterrarmo-nos em nossos umbigos, plenamente satisfeitos.
O...
+
Show de Cinval
O Cinval Coco Grude toca amanhã, às 09h/10h, na rua do Livramento (perto da Dantas Barreto, do Pátio de São Pedro, Mercado de São José), para a gravação do documentário/projeto experimental que estou realizando como conclusão do curso de jornalismo (UFPE). Quem puder comparecer, por favor, compareça.
O show vai ser free, no meio da rua, pra morrer de dançar!
abraços...
+
Ousar novos gestos. A idéia de criar, vivenciar novas formas de organização social perambula a todo instante por minha cabeça, tanto no plano da literatura, quanto da minha própria vida. Venho gestando uma história pra experenciar isso literariamente, acrescido de um quê autobiográfico e de delírio, sonho.
Penso nisso como um romance, minha primeira grande aventura na prosa,...
+
Fiz essa três quase-canções.
Estou rumando, ampliando o repertório para além da poesia e da prosa.
Estou postando aqui no overmundo para ver se encontro quem se interessa e pode por música nessas letrinhas de quase-canções.
===========================
meu bem
meu bem, meu bem /
eu fico zen /
dançando sem /
você
a noite vem /
não fico sem /
voar /
você...
+
a chuvaaa
não cai
a chuvaaa
sai
de si
+
coisas da pele
do azul
a fresta
a farpa
ver com o corpo
o corpo iluminado
azul
somente
+
Árvores
do cinza
do pó
cidades
no incêndio
do sonho
+
horizonte
vermelho
o poente
das máquinas
+
útero
ninho da palavra:
máquina/corpo.
O homem.
+
os olhos
da máquina
estão
em toda parte
+
"O Grande Espírito
riscou uma bola de fogo no alto
depois fez coisas azuis
e furou pontos brancos
e fez os corpos
e caiu na Terra
que acabara
de criar"
O livro das palavras
+
vejo
o céu
como quero
a noite
se abisma
sobre mim
estrelas
dentro e fora do corpo
+
um espelho
na frente
de outro
o cérebro
é auto-referente
e eu só sei de mim
+
sem querer
soltei
os gafanhotos
do meu bolso
era noite
e eles engoliram a lua.
+
o mundo
é bola
suspensa
no abismo
e os pilares
sustentam
a vida
+
do outro lado
o mundo está
do outro lado
é por isso
que reviro a linguagem
+
por trás
das janelas
o dia sangra
+
quando
o sol cai
em silêncio
+
fica
o que eu quero
ponho o dedo
e decido:
isto!
+
maças
no vento
leves
e vermelhas
como o tempo
+
a porta
só isso.
para os raros
sol isso.
+
cores
dançam
l-e-n-t-a-m-e-n-t-e
clouds
+
apenas
engrenagens
pra girar o mundo
não escrevo nada
sobre eles
fico mudo
+
permaneço
no azul
por vontade
+
não sei do cosmos
o que eu vejo
é a floresta
se dobrando
sobre si
como uma cobra
que engole
as sombras
+
a chuvaaa
não sai
a chuvaaa
cai
do sol
+
a chuvaaa
não cai
a chuvaaa
sai
de si
+
raios
rios de reis
roem
roem tudo
a visão
ruído
de ver
+
cortam a noite
com seu sangue violento
eu vi
na parede
do velho templo vizinho
eu vi
eu vi
+
A cidade sangra
e as ruas são dementes
como os passos
de um menino
+
folhas
dispersas
pelo vento
dos olhos
+
preto e branco
como um filme barato e antigo
como os prédios
como os prédios
+
"tudo
sobre os pés
eu leio
nos tapetes"
O Livro Do Caminho - Sheng Li Po
+
o sangue jorra
e estanca
+
a noite é violenta
como a noite
é violenta
como a noite é
violenta
+
"todos estão
bem próximos.
todos estão
na voz"
+
" A fonte (da vida)
está
no meio
das pernas"
Tanta # 7
+
a manhã
é violenta
como a manhã
é violenta
como
é violenta
a manhã
+
(...) que o tempo sucede
de maneiras variadas
para cada geração"
+
da noite
eu só sei
o azul
+
geometria
de acaso e vontade.
geometria
de brincadeira
tudo
por diversão
e afeto
+
imagem-vertigem
mergulho-desejo
pares de poros
despretencioso desenho
de criança
+
Um pássaro
ou o que for
brincadeira com tinta (virtual)
viagem, sem pretensão.
+
O amor define o humano – e é por este definido. Essa máxima que parece um disparate à primeira vista pode servir para encontrarmos as razões de fundo da existência humana; pode funcionar como um vetor que dota de sentido o jogo errante das vidas dos “bípedes implumes”, os seres humanos. Poderíamos escolher outros sentimentos para averiguar o caráter dos Homo sapiens e seríamos...
+
A anti-menina dos olhos
Tempos de exceção propiciam o aparecimento de arranjos sociais e criações artísticas ímpares. A década de 1960 parece ter sido a época que mais materializou essa máxima. A contracultura na América do Norte deu um salto por sobre os muros do conformismo e da tradição. Em pouco tempo vimos surgir o sexo livre, o movimento hippie, a literatura beat, o consumo...
+