colaborações publicadas
Salma põe o belo vestido de formatura de lado sobre a cama. Olha o passaporte anexado à passagem de avião para a França, com certa desconfiança. Havia recebido de Leon na noite anterior, junto a uma proposta de viverem aquele amor tão tardio, longe de qualquer empecilho. Mas agora Salma se vê diante de uma grande dúvida.
Ela pega a passagem, confere o horário, a data e o lugar....
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Por durante anos, Isabelle foi minha única e verdadeira amiga. Fazíamos de um, tudo. Desde o balé ao dever de casa.
Lembro-me que foi na sua companhia que dei o primeiro beijo. Assim como chorei a morte de Ross, minha cadelinha poodle.
Aos treze, fizemos um pacto: nunca uma iria substituir a outra em toda a vida. Mas um dia, não muito distante, o pacto foi...
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Você foi importante para mim,
tão importante quanto o sol aquecendo minha pele fria nos finais de tarde de inverno.
Você foi importante para mim,
porque era a sua voz que eu ouvia me dizendo que, ao meu lado, a sua vida era menos difícil e vazia.
Você foi importante para mim,
pois seu beijo sempre aliviou minh'alma nos momentos de angústias... Momentos meus, que só você conhecia...
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Nunca fui uma rosa, apesar de seus espinhos, ela tem uma beleza exuberante.
Nunca fui o mar, ele é grande demais. Sua imensidão é bastante admirável.
Nunca fui soldado, ele recebe ordens. E ordens devem ser cumpridas!
Nunca fui professor, ele costuma saber mais do que os alunos.
Nunca fui um elétron, ele é tão pequeno, mas tão pequeno, que não é percebido.
Nunca fui...
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Com o fim do namoro com Lia, Eric fez uma longa viagem para o litoral. Lá, reavaliou a conturbada relação que tivera com ela. Cada detalhe foi deprimente para ele. Como pudera deixar algo tão bonito que construíra com Lia se transformar numa lavação de roupa suja? Por que deixara seu namoro com uma pessoa tão especial virar um furacão de desavenças? Por que não ficara...
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Foi curto o tempo em que Lia e Eric ficaram juntos. O romance entre eles tomou um rumo já esperado por todos. Era óbvio que seria eterno enquanto durasse.
Depois de um período se conhecendo, os dois decidiram firmar o compromisso. Mas com o tempo o romance teve fim. Foi desgastado por idas e vindas. Nem se sabe na verdade quem tomou a decisão, porém,...
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Apesar de aquela não ser a primeira aventura sem rumo que fazia o pessoal do cursinho que Lia freqüentava, era a primeira vez que ela se envolvia numa peripécia daquele tipo.
O grupo costumava fretar um ônibus, chamar uns amigos conhecidos e rumar para algum lugar que lhes proporcionasse diversão garantida. E Lia, dessa vez, gostaria de embarcar nessa loucura. Mas ela não sabia...
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Para fugirem de seu líder carrasco, três sentimentos decidiram descobrir algo que pudesse tirar o temível soberano do poder. Para isso, deviam entrar no bosque proibido por ele. Lá estavam todos os segredos daquele ser tão desprezível por todos na vila. O Medo não quis ir de imediato, estava com medo, mas logo foi convencido pela Decisão. Já a Solidão achava melhor ir sozinha, pois...
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“Socorro”
Desde sempre, ouve-se dizer aos filhos que “Homem não chora”. Mas eles sempre acabam chorando em algum momento da vida. E até quando os pais vêem. Porque chorar faz parte da vida. Mas não importa, lágrimas são uma forma de expressar algo ruim; nesse caso, a tristeza.
Foi difícil vê-la ir embora. Quanta emoção naquela cena cruel e dolorosa em que ela dizia...
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Diante daquele vazio, Anita buscou por ele, mas encontrou apenas lembranças. Uma delas foi quando seu amor foi embora, deixando-a com lágrimas nos olhos, apenas com uma expressão de adeus na face dura. Sem um último beijo, última carícia ou momento consumado, ele simplesmente partiu.
No instante seguinte, Anita sentou-se numa poltrona no escuro da sala, não conseguia entender...
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A cada três meses do ano, Úrsula, uma mulher extremamente religiosa, organizava o “Simplesmente Divida”, um projeto social que reunia pessoas que sentiam o desejo de compartilhar com os humildes o que lhes sobrava. Dividia-se um pouco de tudo. Desde cobertores, livros, alimentos, CDs, roupas velhas (e novas também), a órgãos, sangue ou até uma palavra de consolo. Com sua iniciativa,...
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Uma cidade, um povo... uma verdade:
Partir sem dizer adeus, é morrer sozinho.
Mas despedir-se, é cortar a própria carne.
É sentir dor e depois chorar.
Melhor é ir e um dia, bem distante, retoirnar...
Morrer mesmo... só de saudade.
Nostalgia de um lugar ou de pessoas; um
Dia passa. Aliás, tudo passa.
Passam-se as manhãs, as tardes e as noites.
Com elas...
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O agito começa bem cedo. É no amanhecer que todos parecem racionais, dispostos a ir à luta. Lutar pela sobrevivência. Manhãs frias. Nenhum silêncio. Porque é durante a noite que se ouvem os gemidos de culpa, enquanto todos dormem.
Pessoas vão ao trabalho. Desde os primórdios da existência humana. Alguns por necessidade, outros obrigação, poucos por prazer.
Mas há um Homem-Imortal...
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Cartas: isso me faz
acreditar em seu poder,
pois quem lê
não deixa de compreender,
por mais cheias de questões
ou metáforas que possam ter.
Elas podem vir cafonas
Ir polidas ou mal-escritas,
só quero que seus desejos
possam ser atendidos.
Mesmo que essas cartas
não sejam respondidas,
quero que elas sempre
sejam lidas e relidas.
Cartas picadas, amassadas
ou mal-interpretadas,
são...
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O brilho de dezembro terminou
Sempre no final da tarde, dava aquela vontade em Analu de espiar da sua janela, o grande espetáculo que é ver os faróis iluminados dos automóveis da avenida Jorge Amado. Carros velhos, novos, grandes, pequenos, bonitos, feios... passavam por ali todos os dias. Mesmo horário e pressa.
Do parapeito da janela, com a mão no queixo, Analu...
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O homem da minha terra era bruto
E vestia luto.
No meio do meu lamento
e do meu sofrimento,
encontrei um velho amigo,
o momento.
Onde estava aquele perfeito,
sem defeito,
meio sem jeito?
A minha terra estava sediada.
Tinha homens armados
Pareciam loucos, desalmados.
Então chovia
Todos os dias
Mas o homem mau da minha terra
não partia,
vivendo todos, uma profunda...
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O que somos?
Somos um símbolo. Um campo magnetizado. Sementes das futuras sementes. Somos a vida “robótica”, que não precisa pensar, apenas usar as informações que a nós foram dadas. Cada ser humano é um belga, vivendo um paradoxo. Um dia cheio de mentiras omitidas, onde cada um sabe a verdadeira verdade: somos frutos de um passado que finge florescer!
Somos um símbolo. Ninguém...
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Quando a máscara cai
Antes de ir morar em Campinas, quando ainda trabalhava na redação de Revista Escola Política, em Brasília, Ana Sofia Evaldi viveu grandes experiências como profissional nesta revista. Mas foi como pessoa que ela pode saborear cada gostinho das situações vividas fora dali.
Um dia, Ana Sofia e uma amiga saíram com dois rapazes que elas conheceram numa das...
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