colaborações publicadas
Volto a escrever, tentando revirar a vida pelas mãos da esperança.
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Para muitos que não podem fugir das suas dores, a efemeridade do carnaval continuará sendo a farsa de uma felicidade que não existe.
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Uma grande legião de bondosos e fiéis amigos insistiu, carinhosamente, para que eu tornasse breve minha volta ao Overmundo. Não se diz não, impunemente, aos braços da amizade, aos abraços do amor, aos olhares da cumplicidade e a tantos gestos absolutamente fraternos. A todos que me cercaram de tanta e imerecida ternura meu sempre muito obrigado.
Volto ao overmundo enviando uma...
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Deixo por um periodo indeterminado de escrever no overmundo. Não sei quando volto. Afinal a vida e o tempo são meus donos.
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Ausente por motivo pessoal, volto, olhando a vida pela porta entreaberta de um novo ano, quase pronto para iniciar sua caminhada pelas estradas do tempo.
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Da coletânea de crônicas sobre a VIDA E O TEMPO.
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Da coletânea de crônicas sobre a Vida e o Tempo
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Volto das férias, trazendo comigo um recado para as janelas da vida
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Sempre muitos emboscados pela vida estão muitos próximos das nossas almas, ao alcance das nossas mãos. Ver essas desventuras das ruas depende apenas da ternura do nosso olhar.
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Meu pranto sempre será por tristezas infindas, nunca pelo fantástico da felicidade.
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Olhando do alto, longe do mundo rés ao chão, a vida pode sempre nos parecer bela como o conforto de todos os céus.
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Após uma ausência forçada pelas verdades que não podemos mudar, retorno ao overmundo numa viagem sentimental.
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Os indigentes- da coletânea de crônicas sobre o TEMPO E A VIDA.
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Só Deus em sua bondade pode amenizar as saudades que sentimos de alguém que partiu para sempre. Somente ele pode riscar no solo árido um novo caminho para seguirmos em frente.
Da coletânea de crônicas sobre a VIDA E O TEMPO.
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Um sonho sobre o andar da vida.
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Um ensinamento da vida.
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Uma recordação de uma Belém antiga, no tempo das serenatas, que a sensibilidade das almas guarda para sempre nos seus esconderijos encantados. Tempo onde as cordas dos violões, mortas, espichadas, teciam poesias, fantasiavam a vida.
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Costumo dizer que Noélio A. de Mello é um poeta da
crônica. Um artista que transforma suas vivências e dores em flores;
e com elas pavimenta um caminho alternativo que leva a um novo
olhar para a vida. É um "psicólogo" que usa a poesia para abrir
caminho em nossos corações, a exemplo do que escreveu em sua
crônica BOM DIA, ONTEM: ... lágrimas derramadas em solo árido
jamais...
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Volto ao overmundo, solidário com as dores de todos aqueles que sofrem com a infelicidade de uma perda.
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A noite se escondeu rápida e a mãe debruçada na janela sentiu a alvorada incendiar ainda mais os seus olhos aflitos. Esperava a filha que saíra para essas andanças noturnas que só a ânsia incontida dos adolescentes sabe explicar seus caminhos e segredos. Notou que as contas do terço que apertava nas mãos brilhavam mais intensamente com o acelerar do sol.
Ela que rezava desde...
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Não é fácil explicar por que nos apaixonamos pelas grandes cidades. Como são feitas de tijolo e cimento, lembram logo a nostalgia do cinza, a insensibilidade, a frieza da pedra. Seus prédios inertes pouco se importam com o tempo, com o passar da vida. De repente, temos a sensação que as cidades são cópias umas das outras. Fotografias em branco e preto que nasceram das entranhas...
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Mesmo que a vida me pareça injusta, que o destino não se canse de escrever histórias que vivem a me sangrar o coração, que o tempo insista em me enganar diariamente com promessas que não pode cumprir, eu aprendi que preciso seguir em frente. Mesmo que eu seja somente mais uma testemunha de tantas misérias que andam pelas ruas e me acho impotente para minimizá-las sempre tentarei...
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