colaborações publicadas
De volta ao palco do Villaggio Café, onde esteve por quatro vezes em 2007, o paraibano Renan Barbosa apresenta o show "Bom-dia, Nordeste", no qual interpreta exclusivamente canções de autores nordestinos, num passeio que engloba várias épocas e vai de Luiz Gonzaga a Caetano Veloso, passando por Genival Lacerda e Lenine. Há xotes, baiões, frevo, canções românticas, todas com...
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MARTINÁLIA É O CARA
Sim, a filha de Martinho da Vila que se lançou já há alguns anos em carreira solo, é uma Cássia Eller do samba, embora tenha um talento e voz únicos, que não precisam de comparações... Martinália, apesar do jeito masculino e largado (ou isso seria parte do seu charme?), tem uma presença de palco incrível, é louca, assanhada, elétrica e eletrizante, alegre...
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Comemorando 18 anos de carreira, o cantor e compositor paraibano Renan Barbosa apresentará o show “Bom dia, Nordeste!”, no qual interpretará exclusivamente composições de autores nordestinos, incluindo forrós e canções românticas. Versátil, pretende dar às músicas um tratamento jazzístico, numa performance acústica que valorizará sua voz de timbre marcante, acompanhado pelos músicos...
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FRED MARTINS: NASCE UMA ESTRELA!*
Sempre gostei de prestigiar novos talentos (cantantes) e influenciar os amigos na mesma direção, por me colocar na situação dos primeiros (alguém precisa dar crédito no início para que o trabalho cresça e apareça!), e por um sentimento de vaidade particular: antes que eles explodam, toquem na Nova Brasil FM ou apareçam na Globo, guardo aquele...
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O AINDA-MAR
(Cassandra Véras)
TE TIRAR DE MIM AGORA
ARRANCAR A PRÓPRIA PELE
E NUM RISO SEM DESTINO
PARECER ALEGRE
DISTRAIR O CORPO E A SEDE
ENTREGAR O FRIO À NEVE
E NA DOR SEM MORTE OU CURA
PARECER ALEGRE
HÁ QUEM CUSTE ACREDITAR
O AMOR É TERNO
SEMPRE O MESMO ANTIGO BARCO
O AINDA-MAR SEM CAIS
HÁ...
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DESTINO
DOIS AMORES E UM DESTINO
DESENHADO NO CHÃO DURO DO SERTÃO
VOCÊ MULHER E EU MENINO
DOMINADOS PELO FOGO DA PAIXÃO
SOB O SOL, AS NOSSAS ALMAS CASTIGADAS
MESMO ASSIM A GENTE RI E FAZ AMOR
A ESPERANÇA E A FÉ, MESMO CANSADAS
SÃO UM BÁLSAMO PARA A NOSSA DOR
MEU CONSOLO SÃO TEUS OLHOS DE SERENO
QUE ME MOLHAM, ME DEVORAM: SEDUÇÃO
TEUS...
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A FÁBRICA
(EVANDRO NAVARRO)
SE TEU CORAÇÃO PALPITA
E PELO NÃO OPTA
É ÓBVIO QUE O ÓBITO
TE ESPREITARÁ
E NÃO HAVERÁ SUSPEITA
A COISA FOI BEM FEITA
POR ISSO NINGUÉM GRITA
ENQUANTO A FÁBRICA APITA
ENQUANTO A FÁBRICA APITA
A FÁBRICA FABRICA
A FÁBRICA NÃO BRINCA
A FÁBRICA NÃO DORME
A FÁBRICA...
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CREIO NOS AMORES
QUE VIRÃO
DEPOIS DO ESCURO
CREIO NA DOR DE
LIBERTAR-SE DE SI MESMO
E APRENDER
E DESCOBRIR
AMAR
ENCONTRAR A MÃE
DO QUERER
E O PRAZER
DE SE VER RECEBER
SÃO ONDAS NÃO TÃO
CURTAS
A VARRER
OS CACOS DO NÃO
SÃO VENTOS QUE LHE
FAZEM RASTEJAR
E AGARRAR-SE ÀS PEDRAS
NO AR
SELVAGENS ARDIS
O...
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Morava eu em Ribeirão Preto nos últimos 12 anos onde, por saudade da velha Campina Grande, resgatava algumas pérolas do nordestinês nos proseios com os amigos paulistas. E além dos ‘oxente’, ‘vixi’, ‘oxe’ e outras expressões tão caras a um nordestino auto-exilado, surgia inevitavelmente o ‘tá com a mulesta!’ ou o ‘tá com a bixiga!’. O que, por associação livre, me levava a descrever-lhes...
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A TRILOGIA DA CAIXA (ESCRITA PELOS IRMÃOS RENAN E VITÓRIA BARBOSA)
CONTO I: A POESIA DO HOMEM COMEDIDO
Nunca havia pensado ser capaz de escrever. Avesso à tecnologia, jamais imaginara que a tela do computador, fria e estéril aos seus olhos céticos, pudesse jorrar poesia com tanto vigor e fluência. Arriscara-se a enviar seus poemas para um daqueles milhares de sites dispersos...
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DESTINO
DOIS AMORES E UM DESTINO
DESENHADO NO CHÃO DURO DO SERTÃO
VOCÊ MULHER E EU MENINO
DOMINADOS PELO FOGO DA PAIXÃO
SOB O SOL, AS NOSSAS ALMAS CASTIGADAS
MESMO ASSIM A GENTE RI E FAZ AMOR
A ESPERANÇA E A FÉ, MESMO CANSADAS
SÃO UM BÁLSAMO PARA A NOSSA DOR
MEU CONSOLO SÃO TEUS OLHOS DE SERENO
QUE ME MOLHAM,...
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ESTAMIRA
Mire-veja: Estamira. Esta mira. Esta mirada. Este jeito de olhar. Esse modo particular de ver. A singularidade do ser. Para além dos delírios, dos sintomas, todos facilmente enquadráveis numa classificação epidemiológica, um discurso. Absurdo, mas não sempre. E não sem sentido. Ela repete freqüentemente seu nome: Estamira. E parece estar dizendo: mire-veja, ouça-me, encare...
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DEPOIS DO ESCURO
CREIO NOS AMORES
QUE VIRÃO
DEPOIS DO ESCURO
CREIO NA DOR DE
LIBERTAR-SE DE SI MESMO
E APRENDER
E DESCOBRIR
AMAR
ENCONTRAR A MÃE
DO QUERER
E O PRAZER
DE SE VER RECEBER
SÃO ONDAS NÃO TÃO
CURTAS
A VARRER
OS CACOS DO NÃO
SÃO VENTOS QUE LHE
FAZEM RASTEJAR
E AGARRAR-SE ÀS PEDRAS
NO AR
SELVAGENS ARDIS
O PORTÃO DE SAÍDA
FECHOU!
E...
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