Antes de tudo quero deixar claro que minha postura diante dos fatos é a de um cético. Porém, desde adolescente, procurei treinar minha mente para mantê-la aberta, não deixando que visões de mundo nela arraigadas me impedissem de interpretar os fatos da forma mais evidente na qual eles se apresentam. Creio que aprendi isto com um de meus ídolos da adolescência, Sherlock Holmes. Lembro-me de um filme em que alguém lhe pergunta: “Você acredita no sobrenatural, Mr. Holmes?” Sua resposta: “Eu não descarto a hipótese.” Tal neutralidade diante dos fatos me impressionou. Esta mesma postura aparece no último filme deste personagem, Sherlock Holmes (2009), [spoiler alert] quando um criminoso declarado morto emergiu de sua tumba e escapou pelas ruas de Londres. Watson pergunta se Holmes acha que isto realmente possa ter ocorrido. Sua resposta fica mais elegante quando dada em inglês: “The question is not ‘if’ but ‘how’.” [A questão não é “se”, mas “como.”] Watson, então replica dizendo a Holmes que ele tem admitir que uma explicação sobrenatural deve ser levada em conta naquele caso citando um estranho acontecimento que presenciou na Índia. Holmes concorda, mas diz que antes de teorizar devemos obter fatos, no contrário começa-se a distorcer os fatos para encaixá-los na teoria, ao invés da teoria para encaixá-la aos fatos.
Portanto, embora em princípio não acredite em teorias da conspiração e coisas afins, como Projeto Filadélfia, reptilianos controlando a humanidade, governos escondendo evidencias extraterrestres, Base 51 com artefatos alienígenas, ou mesmo em alienígenas voando pelos céus da Terra, procuro manter a mente aberta para aceitar qualquer idéia, por mais extravagante que seja, desde que me sejam apresentados fatos e argumentos convincentes para sustentá-la.
Esta introdução é necessária porque é muito comum, diante do assunto que iremos abordar, as pessoas refutarem a idéia colocando-a no grupo “teorias da conspiração” e encerrarem o caso sem sequer se darem o trabalho de analisar os fatos. Vamos então ao que interessa.
EXISTE UMA TEORIA mais “terrena” que já me havia sido proposta anos atrás e que eu não havia recebido com total descrédito, mas também não dei grande importância, e, como muitos, não me dei sequer o trabalho de analisar os fatos. Estou me referindo aos atentados de 11 de setembro de 2001, que ocorreram justamente no início da década que agora se encerrou, e, contrastando com a euforia dos anos 90, pode ter dado contribuição influente para todo o clima dos anos 2000.
A tese básica, que já chegou ao ouvido de muitas pessoas, é a de que aqueles atentados foram uma operação interna, isto é, não foram planejados por um grupo terrorista islâmico com intenções anti-americanas, e sim por algum grupo dos próprios EUA com outros interesses. Os motivos podem ser complexos e iremos discuti-los posteriormente.
Como este autor já comentou, esta idéia já a mim havia sido apresentada há anos, mas foi engavetada como uma hipótese permanecendo em um limbo de probabilidades que não valia a pena, ou não era possível, ser investigada. Na verdade, o que penso hoje é que esta parece ser uma idéia tão absurda e horripilante, que por uma questão de medo, de incômodo, de não aceitação da realidade, de ir contra todo o status quo — que ainda hoje, nas mídias, trata o fenômeno como um atentado fundamentalista islâmico contra os Estados Unidos —, eu tenha apenas classificado-a como uma hipótese, e, desta forma, não olhar para os fatos e deixar as coisas do jeito que estão.
Isto permaneceu desta forma até meados de 2010, quando, por algum motivo, um vídeo sobre o assunto no YouYube me chamou atenção. O que esse vídeo mostrava? Ele mostrava fatos, e, de acordo com a maneira com a qual havia treinado minha mente, não importava no que eu acreditasse, não importava meu modelo teórico, se os fatos não estavam de acordo, eu estava errado.
Este foi o gatilho para o início de minhas investigações, que me levaram a outros vídeos, documentos, e fatos. Conferências de professores universitários e engenheiros do MIT, experimentos feitos em universidades para testar a teoria apresentada no relatório oficial, análises do relatório oficial (disponível na íntegra na web) mostrando as absurdidades nele contidas, um vídeo de alguém que conseguiu “flagrar” o engenheiro chefe que elaborou um segundo relatório e lhe fez perguntas sobre algo que o deixou claramente embaraçado na frente da câmera, e negou um fato evidente e bem documentado por fotos, vídeos e testemunhas, mas que não foi mencionado em ambos os relatórios.
Existe uma enorme diferença entre considerar a hipótese dos atentados de 11 de setembro como uma operação interna, e saber que foi uma operação interna. Também compreendo que adotar esta segunda postura é difícil devido ao fato de que parece absurda, horripilante, e vai contra tudo o que é dito nas mídias e o status quo. O 11 de setembro se encontra enterrado no passado e modificar essas memórias implica em reformular tudo o que se acreditou a respeito do assunto ao longo dos últimos 10 anos. É mais fácil simplesmente deixar esta hipótese em uma nuvem de probabilidades sem ter que definitivamente comprometer-se com ela. Desta forma, as pessoas demonstram grande relutância, incômodo e até raiva quando esta idéia lhes é proposta.
Mas, como já ressaltei, existem fatos, e não podemos virar as costas para eles. Algum modelo teórico tem que ser elaborado para explicá-los, e, mais uma vez citando Holmes, após todas as hipóteses levantadas terem sido descartadas, a única que restar, por mais absurda que seja, tem que ser a verdadeira. E, de acordo com os fatos, até agora apenas uma teoria foi capaz de explicar como o World Trade Center pôde colapsar daquela maneira.
O que havia naquele vídeo no YouTube que foi o gatilho para o início das minhas investigações? Ele mostrava claramente que houve secondary explosions durante o atentado. Pode-se argumentar que fontes da internet não são confiáveis, mas o vídeo em questão era uma coletânea de noticiários de algumas das agências de notícias de maior credibilidade do mundo, como a BBC, CNN, entre outras. No arrebatamento do momento, com bombeiros, testemunhas e repórteres de campo transmitindo ao vivo para o mundo o que quer que lhes viesse à cabeça, foram relatadas a ocorrência de outras explosões além daquelas dos aviões. Nos dias posteriores, no entanto, o assunto foi completamente esquecido, e o relatório oficial não faz nenhuma menção quanto a ele.
O que foram estas explosões, por que elas desapareceram das mídias e da opinião pública, e por que elas não estão nos registros oficiais, são questões que deixaremos para depois. Mas naquele momento eu estava convencido de que explosivos haviam sido implantados nas torres e que algo suspeito havia acontecido por trás dos bastidores.
A idéia da operação interna não ficou completamente fora das mídias oficiais. Ela teve seu lugar ao sol em vários noticiários de grande credibilidade, incluindo, em 2009, a Fox News, que é reconhecida como de direita, mas foi tratada apenas como uma curiosidade, uma possibilidade, como já mencionei, e nunca levada adiante seriamente. A idéia oficial ainda hoje, reconhecida pela sociedade, é a de um atentado fundamentalista islâmico.
Mas felizmente, hoje em dia, as mídias “oficiais” — isto é, os telejornais, jornais, revistas, estações de rádio — não são os únicos meios de comunicação. A internet é uma terra de ninguém que nos oferece um meio de comunicação que subverte o controle de qualquer grupo. Através dela qualquer um pode expor suas idéias, e assim podemos encontrar uma ampla documentação, com argumentos sólidos e convincentes, a respeito do que realmente aconteceu naquele terrível dia.
PARA COMEÇAR, vamos nos voltar para a versão oficial. O colapso das torres ocorreu devido ao que foi chamado de pancake theory, ou teoria das panquecas.
Continua aqui.
Neste artigo são apresentados fatos que sustentam que é mais provável que os atentados de 11 de setembro de 2001 tenham sido organizados pelo governo dos Estados Unidos e outros grupos a ele ligados, que por grupos de terroristas fundamentalistas islâmicos.
O texto em PDF deste artigo está confuso. Ao invés de baixá-lo, vejam o artigo na íntegra, com ampla documentação fotográfica, assim como links para vídeos, no endereço:
http://www.ponto-omega.com/coisas/11-setembro.html
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