Há 365 dias eu expulso você de mim.
Conto os dias, vivo as horas.
Fecho as portas do meu coração
Para despistar as palavras…
e um “eu te amo” que pulsa em meu peito,
uma vontade que nunca morre de te ver,
saber, pelo menos, se ainda constrói seus castelos.
Efêmeros…
E assim vou, caminhando livremente,
Entre pedras, pernas e abraços
Entre sonhos, mentiras e enganos
Paranóias, beijos e ombros,
Mentiras circenses, erros incontáveis.
E assim vou, caminhando, abertamente
Acreditando ainda e sempre no amor
Aquele,
o único que eleva, transmuta e me fascina
E assim vou, conscientemente
Entre luas, lençóis, cheiros e rosas
noites vazias a provocar falsos encontros,
Para expulsar esse amor cheio de desencantos.
Fiz esse poema para extravazar a saudade que senti de um grande amor que se acabou. Para colocar além de mim as angústias, os enganos, os tropeços ao recomeçar a viver depois de um amor acabar.
Ilustração: moidsch.com
Doída a dor do amor... mas, quem ama corre riscos e viver a vida sem correr riscos não teria valido a pena.
Parabéns pela poesia.
Bjs.
E vai caminhando deixando um rastro de luz na beleza de seus versos. Parabéns e voto. Bjs
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 23/4/2008 05:13Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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