A ajuda do Céu ao bebê, num dia de outono.

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Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ
10/5/2008 · 137 · 36
 

- Capítulo III -
Um Dia De Outono

"Sempre fiz o bem e a muitos carentes ajudei"



Vento frio e cortante, folhas secas caindo, o conforto da fogueira de lenha e das roupas de lã...

Minha mente já me oferecia sensações junto às recordações. E estas de frio, um frio de outono, quase inverno, estavam muito longe do calor úmido e sufocante amazônico. Clima tão diferente, paisagem também. E as cores... As cores vivas da Selva Amazônica, o verde florescente das plantas e o vermelho gritante das aves cediam lugar à cores mais sóbrias, amenas, tons opacos, tudo anestesiado pelo ar denso do clima frio, o brilho e o choque das cores naturais sendo contidos pela geada noturna e a serração matutina. O único que ainda chocava era o contraste entre as paisagens. E entre os climas.
Mudavam as cores, as plantas, as roupas e as pessoas. A arquitetura também. E a cultura. Mas uma coisa não muda: a pobreza. Onde existe, a pobreza é a mesma. E nesse país, um país pobre, a pobreza está em toda parte a flagelar nosso povo.
Uma grande tristeza, num país tão belo.

No sul, quando eu era bem jovem, mal tendo passado a adolescência, eu quis levar conforto às pessoas que dele necessitavam. Para isso alistei-me na Missão Mórmon, onde servi por dois anos inteiros. Deixei para trás minha família, meus amigos, minha cidade - a belíssima Rio de Janeiro - e um emprego promissor que tinha na Light do Rio, tudo para atender esta tarefa divina de ensinar e difundir o Evangelho e levar calor humano e conforto aos que dele precisavam.
Eu não tinha salário, não ganhava nada por isso. A Missão supria minhas necessidades básicas, roupas, comida e moradia, mas era só. O que eu fazia, então, vinha de coração. E o que residia neste coração era o desejo de ajudar às pessoas. Ajudar como pudesse, levando palavras de paz e amor, a mensagem do Senhor às pessoas, dando sempre o melhor de mim para isso. Era um presente a Deus, um dízimo que eu pagava alegremente.

Em questão de segundos, minha mente me transferiu da Amazônia à cidade de Alegrete, no interior do Rio Grande do Sul. A transferência fora um choque. O frio fez-me arrepiar. Encolhi o corpo todo por dentro da blusa de lã que eu tinha por baixo da camisa branca e gravata que usava, meu uniforme de missionário. Eu ainda sentia-me deslocado, e olhei aos lados para me localizar no tempo e espaço. Vi Alberto, um jovem da Igreja local, que me acompanhava em seus momentos de folga, também se encolher de frio.
Ele me esticou a mão em despedida, o que queria dizer que eu deveria voltar pra casa. Os missionários devem andar sempre em dupla em seus trabalhos, e eu fazia dupla com Alberto. Como Alberto estudava a noite, ele devia retornar dos trabalhos mais cedo, e assim eu o fazia também. Recordei o local e a época. Pronto! Estou localizado.
Alberto deveria voltar pra casa, se preparar pra aula, e eu deveria retornar aos meus alojamentos. Estávamos na periferia da cidade, um lugar muito pobre, e como não usávamos de carro, deveríamos seguir de ônibus aos nossos destinos. Após a despedida, Alberto embarcou no dele. E eu permaneci de pé, sozinho no ponto, esperando o meu. Fiquei admirando seu ônibus até ele desaparecer na rua. Depois voltei meu olhar ao outro lado, esperei surgir o meu. Ainda era cedo, o dia ainda estava claro e eu não estava com pressa.
Pressa nenhuma, aliás. Exceto pelo frio. A idéia de poder me aquecer dentro de uma casa me tentava muito. Encostando no muro, eu fechei os olhos por um minuto e imaginei-me dentro do alojamento da Missão, uma cama macia, aqueles cobertores peludos do sul em cima de mim. Ah, que preguiça deliciosa eu senti.
Mas um vento frio açoitou-me as faces, fazendo-me abrir os olhos e retornar à realidade. "Como é que é, você acha que vai descansar hoje?", perguntou a brisa com os seus açoites.
Eu sorri em resposta: nada de trabalhos podia fazer na rua sozinho. E se nada houvesse a ser feito na Missão também - doce ilusão, sempre havia trabalho por lá - eu poderia me deitar, certo?
- Errado - murmurou a brisa, rindo às gargalhadas. Era cedo demais para eu dormir.
Daí, divertida, a brisa sacudiu com força os galhos das árvores, algo que eu gostava muito de vê-la fazer. Primeiro porque a cena era bonita, o barulho era relaxante. Depois porque, naquele frio, eu me sentia melhor ao vê-la sacudir galhos de árvores do que senti-la esfriar-me as orelhas.
Como era outono, várias folhas secas caíram ao chão com a sacudida. Deus não faz nada por acaso. As folhas se juntaram e acumularam na calçada, e, com o vento, começaram a voar pela rua, produzindo redemoinhos ao se movimentar.
Era tão bonito que gostei. Ri sozinho, como um bobo, da tentativa da brisa de fazer eu me mexer, e ri outra vez quando constatei que ela funcionara: eu estava de fato seguindo as folhas e os redemoinhos de vento, deixando o ponto de ônibus para trás. Ora, pra que ônibus, se eu posso voltar a pé, pensei naquele momento. E, com a brisa brincando e fazendo troça ao meu redor, aquela prometia ser uma viagem interessante.
Imagino hoje o que deveriam ter pensado de mim, um homem bem arrumado, usando camisa social e gravata no coração dos bairros pobres da cidade, a se divertir como um bobo, rindo e brincando com folhas carregadas pelo vento. Ainda bem que estas noções de realidade só vêm a nós depois, posteriores aos fatos. É tão bom voltar a ser criança e poder brincar novamente, vez por outra. Mais que compensa a ridicularização a que nos submetemos por isso.
Mas nem todos me olhavam assim, com olhares de censura. Seguindo a brisa e suas folhas secas, eu dobrei várias esquinas, fui levado a uma parte do bairro que não conhecia antes. E foi aí que vi a pobreza de fato. Como nas aldeias de palafitas, da Amazônia, ou nas favelas do Rio. As casas eram feitas de tábua de madeira finas, as ruas de barro. Não havia árvores, sequer havia elevação nas calçadas separando-as das ruas, do tráfego de carros. Apenas casinhas e mais casinhas, enfileiradas, parecendo que iam desmoronar com o vento, com a ação da mais fraca brisa...
Mas a brisa era amiga. Se ela trouxe a mim e suas folhas secas até aqui, não seria para derrubar casas. E sim por outro motivo. Segui-a como quem segue o coração. E sigo-a sempre deste modo, sabendo que estarei certo ao segui-la. Talvez seja este o modo com que Deus fale comigo.
Minhas feições deixaram de ser alegres ao entrar naquela rua. Senti um profundo aperto no coração. Tanta pobreza ali. Dor. A brisa já não era mais brincalhona, também. Deixava suas folhas caírem ao chão, então levantava algumas delas, uma de cada vez, numa lufada brusca. Via-as cair mais adiante, e as erguia de novo. Fui seguindo este seu movimento monótono, um marasmo cansativo, até que o vento mudou de direção sem aviso, ergueu todas as suas folhas numa altura considerável e as levou embora, para cima e para trás de mim, para bem longe.
Voltei-me pra trás para vê-las, sentindo-me perdido ali, sem elas. E reparei em outra coisa, um choro de mulher, distante ainda, baixo, mas audível, e muito melancólico. Choro de quem precisava ouvir algo agradável, ter conforto, uma palavra de Deus.
Seria isto? O choro foi trazido a mim, carregado pela brisa amiga, quando o vento mudou a direção. Ele vinha de longe, mas não muito, à minha frente. Querendo investigar, adiantei-me, pus-me em marcha, e fui em sua direção. Passos lentos e receosos, não sabia o que me aguardava por lá. E logo avistei uma jovem sentada na porta de madeira de sua casa, as pernas encolhidas, a cabeça sobre os joelhos escondendo as lágrimas, os cabelos longos caídos aos lados do corpo, suas costas comprimindo-se em espasmos com o choro.
Olhei-a por um breve instante. E não apenas por ser missionário, mas por ser um ser humano, a cena tocou-me. Como poderia alguém ficar indiferente a tamanha dor? Eu não pude.
Aproximei-me em passos curtos, sem pressa, fui com calma até poder depositar minha mão em seu ombro. Não quis assustá-la. E ela não se assustou comigo. Sua dor era tanta que ela sequer se moveu.
- Moça, fale comigo - eu disse. - O que aconteceu?
Ainda sem me olhar, de rosto escondido, ela meneou sua cabeça entre os soluços de choro.
- Talvez eu possa ajudar - eu ofereci. Ela fez que não de novo.
- É meu bebê, moço. É meu bebê...
Eu sentei ao lado dela para ouvir sua estória, minha mão a confortá-la, pousada em seu ombro. Em convulsões de choro desesperado, a dona daqueles belos e longos cabelos negros me contou que seu bebê estava doente e que os médicos nada podiam fazer por ele. Ele não comia há dias e ainda vomitava o mingau. Os poucos recursos do pronto socorro local já haviam sido gastos na tentativa de reverter seu quadro, mas nada dera resultado. E ela, com o bebê, tiveram que voltar pra casa, a espera de um milagre.
A mulher continuou chorando de cabeça baixa, escondendo seu rosto, e eu também chorava. Era difícil me conter diante de uma situação assim. Olhei para o outro lado, em busca de auxílio. Eu queria tanto ajudar esta família, que já sofria tanto por ser pobre. Mas que apenas confortar a moça, quis ajudar seu bebê, uma criança inocente que nenhum mal havia causado neste mundo...
Mas eu não era médico, não sabia o que fazer. Me senti impotente e completamente perdido ali.
Mas nem por isso iria abandonar aquela família. Não apenas como missionário, mas como pessoa, era minha obrigação permanecer ali. E assim fiquei sentado ao lado da mulher que chorava, minha mão dando carinho a seu ombro, meu rosto voltado pra rua, para o lado de onde vim.
Peço iluminação a Deus. E com os olhos vermelhos e marejados, vejo uma folha seca descer a meus pés. Da brisa vem a confirmação de que era exatamente este o local que eu deveria estar.
Eu olhei para aquela folha, peguei-a nas mãos, aquele verde misturado com marrom, uma cor seca, apagada, uma consistência quebradiça. Tão frágil. Como somos frágeis diante do divino. Mas das folhas vêm a vida. Das sementes, que voam no vento. Frágeis, mas vivas. Como nós. Tão frágeis diante de Deus. Mas vivos, por Ele.
Guardei a folha no bolso da camisa.
- Quero ver seu bebê - eu disse. - Eu acho que posso ajudar.
A mulher levantou seu rosto, tamanho foi seu espanto. Olhou-me com olhos de choro, espantados, sim, mas com esperança. E a emoção foi tão forte que aquele olhar partiu meu coração. Ela viu que eu também chorava e nada disse. Eu pedi de novo, minha cabeça sacudindo toda a falar para evitar engasgar-me com as lágrimas.
- Eu quero ver seu bebê - eu pedi novamente. Ela levantou e abriu a porta da casa. Entramos.
Que casa pequena. Havia apenas um cômodo, que era a cozinha, sala, quarto e quarto do bebê. O banheiro eu concluí que fosse externo. Não avistei qualquer divisória por lá.
Estava atolada de quinquilharias. Havia objetos amontoados em toda parte. Muitas coisas eram lixo, objetos quebrados, inúteis, e papéis velhos também. Penso que, mesmo na pobreza, as pessoas precisam acumular posses, mesmo que pequenas. E assim entulham suas casas com quinquilharias encontradas nas ruas, nos cestos de lixo, nos lixões. Aquilo rendeu-me enorme tristeza, uma casa tão pequena e tão lotada, tanta carência.
E era fria a casa. Muito fria. O ar penetrava as frestas na madeira e gelava o ambiente.
No meio das quinquilharias estava um bercinho de madeira bem velho, antigo, a madeira lascada nas bordas. A mulher chegou a ele antes de mim, e, com os olhos tristes, pôs a mão dentro dele, acariciando a criança adormecida lá dentro, dizendo.
- Meu bebê.
Eu caminhei até eles e o que avistei no bercinho me comoveu. Havia lá dentro, metido num macacãozinho azul claro humilde, um menino lindo com poucos meses de vida em suas costas. Cabelinhos pretos ainda crescendo, os fios colados à cabeça, a boca fechada, olhos cerrados, bochechas e mãos magrinhas pra fora do xale de lã amarela. Dormia como um anjo, uma profunda paz, a cabeça tombada de lado, pouco se preocupava com sua doença.
Sendo tão novo, o menino me partiu o coração. Nunca achei que uma criança tão pequena fosse capaz de provocar tamanha dor a um adulto. Eu acariciei a sua testa descoberta com a ponta dos dedos, e esta era tão pequena.
- Prepare uma mamadeira - eu pedi a mulher. - Eu quero tentar alimentá-lo.
- Mas a mamadeira está pronta - ela disse. - Eu acabei de fazer e ele recusou.
- Então traga-a para mim, por favor - eu pedi comovido. A mulher foi pegar a mamadeira, e eu orei. Orei muito com a mão sobre a cabeça daquela criança que me parecia um pequeno anjo dormindo em seu cantinho. Enquanto orava, de olhos fechados, as lágrimas rolavam e caíam ao berço. Uma delas bateu entre os olhos do menino e ele acordou.
Peguei-o no colo como quem segura um pequeno tesouro, ele olhava a sua volta curioso. Bateu palmas, o danado, depois se acalmou. Quando ofereci a mamadeira, ele pegou, e estava mamando.
Olhei sua mãe nos olhos, e desabamos nas lágrimas.


(Por muitas vezes, durante meu tempo na Missão no Sul,
fui ridicularizado e ofendido nas ruas, chamado de espião
ou confundido com vendedor de bugigangas. Mas na verdade
eu não era nada disso. Eu havia largado tudo para realizar
este trabalho e o que eu oferecia às pessoas eu oferecia de
coração, sem ganhar ou cobrar nada por isso.

Centenas de pessoas eu ajudei, mesmo quando tive que escutar frases ofensivas como "Yankee Go Home!" e tantas outras durante minha jornada pelo Sul. Estas frases achucavam muito, é verdade, mas as inúmeras experiências felizes que tive ao ajudar os necessitados apagavam os traços de dor, e eu recebia forças para seguir em frente. O caso do bebê não foi um caso isolado: outros semelhantes eu vi e vivi no sul. E por causa de todos eles, hoje eu sei que a Caridade nunca falha: ela faz bem tanto para quem ajuda quanto para quem é ajudado).



Porque isto estava acontecendo comigo
Se desde garoto promovi o bem e fui tão amigo?
Te dei minhas mãos como seu instrumento,
Deus Amado, ouça este meu lamento.

Sempre fiz o bem e a muitos carentes ajudei.
Por que isto estava acontecendo comigo?
Perdoai-me, Senhor, se Te perguntei,
Se evitar a pergunta eu não consigo.

Só queria um pouco compreender.
Em outro ser me transformei?
A todos Teus filhos amei.
Te imploro, ajuda-me a crescer!

(Capitulo do Livro Volta ao Planeta Vida - www.voltaaoplanetavida.com.br)

CARLOS PARRINI

Copyright © 2007

Sobre a obra

Toda vez que lembro dessa minha história, não consigo conter as lágrimas. Talvez voce não vá. Só quero ver, rs.

"...A brisa já não era mais brincalhona, também. Deixava suas folhas caírem ao chão, então levantava algumas delas, uma de cada vez, numa lufada brusca. Via-as cair mais adiante, e as erguia de novo. Fui seguindo este seu movimento monótono, um marasmo cansativo, até que o vento mudou de direção sem aviso, ergueu todas as suas folhas numa altura considerável e as levou embora, para cima e para trás de mim, para bem longe.
Voltei-me pra trás para vê-las, sentindo-me perdido ali, sem elas. E reparei em outra coisa, um choro de mulher, distante ainda, baixo, mas audível, e muito melancólico.
Seria isto? O choro foi trazido a mim, carregado pela brisa amiga, quando o vento mudou a direção. Ele vinha de longe, mas não muito, à minha frente. Querendo investigar, adiantei-me, pus-me em marcha, e fui em sua direção. Passos lentos e receosos, não sabia o que me aguardava por lá..

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informações

Autoria
Carlos Parrini
Ficha técnica
A Obra leva o leitor a uma viagem cheia de emoções e perigos mas, acima de tudo, provocam uma reflexão sobre o real significado de nossa existência. A vida o ensinou a árdua arte de viver e da resistência: a arte do sonho e da conquista, voltando ao Planeta Vida, após ter passado pelo Planeta Morte.
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Ailuj
 

Meu querido Carlos,é sempre com immenso prazer que leio seus textos,ricos em tudo,são aulas de extenso conhecimentos e de solidariedade e amor ao próximo
Sou sua fã de carteirnha mesmo
Um beijo e parabéns por mais esse valioso trabalho
Voltarei pro voto,esteja certo

Ailuj · Niterói, RJ 8/5/2008 00:24
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Lena Girard
 

Ai, menino! Tão lindo! Se chorei? Ainda sou humana. Mas sou tão pequena, não porque o sou, mas porque ainda não me despi dessa vaidade, porque ainda não desci de onde estou e ser capaz de fazer algo assim. Volto para votar, menino! Beijos

Lena Girard · Belém, PA 8/5/2008 01:51
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clara arruda
 

Aqui estou,são precisamente 03.03 am
hora de pegar np batente.A visão ainda embaralhada não me impede de ler esse belo texto.
Volto para a blubicação.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 03:04
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Tita Coelho
 

Nossa Carlos que texto! Confesso não contive mesmo as lágrimas, de uma profundida sem tamanho!!
beijos

Tita Coelho · Porto Alegre, RS 8/5/2008 07:11
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Carlos Parrini
 

Obrigado meninas pela visita e apoio. Bjs.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 07:17
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Saramar
 

Carlos, emocionante demais, você está certo. Chorei de tristeza e também de emoção porque só um amor profundo pelos semelhantes pode inspirar tais atos.
Meus parabéns!

beijos

Saramar · Goiânia, GO 8/5/2008 09:11
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Carlos Parrini
 

Obrigado Saramar, pelo apoio e carinho. Bjs.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 09:47
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Luis Santana
 

É Brother, não sou missionário mas já tive o desprazer de ver como este Brasil é desigual. Gente precisando de gente, gente precisando ser gente. E pior de tudo, gente que não merece ser considerada como gente, pois a muitos apenas vêem como coisas, cifras, bens ou frios números.
Porém há por aqui uma imensa riqueza, a Solidariedade. Nosso povo , quanto mais humilde, mais solidário pode ser; apesar dos exemplos de ganância que a mídia derrama em nossas casas e bancas de revistas, sempre encontramos alguém disposto a repartir até seu ultimo pedaço de pão.

Sua história com certeza se espalha por muitos outros cantões, e se não reina a decência e honestidade de quem detêm o poder; a Solidariedade se mostra soberana contra tantas mazelas produzidas pelos homens, por ser ela uma das formas de cada um poder expressar o quanto de deus, carregam dentro de si.

Parabéns por mostrar esse cartão postal, que só podemos viver em loco!

Forte Abraço.

Luis Santana · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 12:04
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Carlos Parrini
 

Grandes palavras amigo Santana. Grato pelo apoio e carinho. Abraço.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 12:47
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Náthima Danel
 

Carlos, seu texto é encantador.
Que benção de Deus em suas mãos!
De fato emocionei-me com a criança, com a mãe, com você, querido.
Encantada também com sua disposição em ser assim, simples e delicado com as mazelas do mundo.
Que Deus ilumine os pobres, os fracos, os oprimidos, os excluídos, as crianças, os idosos e também aqueles que se dignam a levar palavras e atos de paz e esperança a todos.
Um abraço de irmã em você, abençoado pelos cuidados que tem com o outro.
Grata pela oportunidade em ler tão belas palavras e sentimentos.
Não posso deixar de lhe dizer parabéns.
Até outras lindas expressões de humanidade.

Náthima Danel · Boa Vista, RR 8/5/2008 13:28
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Patipetista
 

Nossa Carlos, hoje é mesmo dia de chorar...já chorei com nossa Clarinha, agora com esta história linda...
VocÊ é mesmo abençoado !
Que Deus sempre te tenha na palma da mão. Obrigada pro dividir esta história conosco.
Beijão

Patipetista · Taboão da Serra, SP 8/5/2008 13:54
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anamineira
 

Carlos,
Deus está sempre nos fazendo um convite, basta aceitar e partirmos para atendê-Lo.
Foi o que você fez.
Lindo texto.
Um abraço,

anamineira · Alvinópolis, MG 8/5/2008 14:07
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Carlos Parrini
 

Grato pelo apoio e carinho queridas Nathi, Pati e Ana. Bjs.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 14:40
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azuirfilho
 

Carlos Parrini · Rio de Janeiro (RJ)
Amigo e Companheiro.
Um Texto muito bonoto com uma carga muito grande de sentimento. Uma Vida bacana bem vivida.
Uma História que tem valido a pena na sua elevação e moral.
Vi seus videos e achei admiráveis.
Trabalhei na Amazónia, Santarem , Salinas, Conceição do Araguaia.....
Maior satisfação lhe conhecer.
Parabéns pelo seu belo Livro, Volta ao Planeta Vida.
Vamos resgatar os Amigos da EScola Técnica Federal Celso Suckow da Fonseca, Trabalhei com muitos na Antiga CTB e SESA.
Vocé com sua Popularidade ajudaria muito.
Aceite mais este desafio na sua vida de Belas Aventuras.
Parabéns Sempre .
Abração Amigo.

azuirfilho · Campinas, SP 8/5/2008 17:12
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Falcão S.R
 

Uma linda e emocionante história, escrita de maneira por demais talentosa e com hiper sensibilidade.

Que Deus converse essa alma abençoada e fraterna.

Abraços,

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 17:14
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Ise Meirelles
 

Carlos, querido, sem palavras... você é um cara afortunado, por querer tão bem ao próximo... estou certa que tem recebido as merecidas bençãos, de Deus, da vida...
Mts bjs,

Ise Meirelles · Salvador, BA 8/5/2008 18:00
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victorvapf
 

Carlos, bela historia, cheia de nuances bem descritas por você, parabens. abraços

victorvapf · Belo Horizonte, MG 8/5/2008 19:23
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Carlos Parrini
 

Meus sinceros agradecimentos a tds vcs meus nobres amigo Azuir, Falcão e Victor. Abraços.

Grato querida Ise. Bjs.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 19:43
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carlos magno
 


Olá amigo Parrini,

Este teu texto é por demais comovente e realmente ao lê-lo confesso que as lágrimas no meu rosto derramaram-se. É um gesto muito louvável que serve de exemplo de vida para aqueles que têm possibilidade de fazer alguma coisa e não dão a mínima importância para os problemas alheios. É de pessoas como você que se preocupa com o semelhante que o mundo precisa. Por isso meu amigo eu quero lhe dar os meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 8/5/2008 21:34
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Ilia Noronha
 

É um belissimo texto. Lindo de uma emoção. So vc caro poeta para derremar mais lágrimas hj. O mundo esta precisando mt de pessoas como vc.
Beijos poeticos e abraços carinhosos.

Ilia Noronha · Manaus, AM 9/5/2008 02:35
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Aepan
 

Amigo Carlos:
Você é surpreendente mais uma vez. Texto muito profundo.
Airton
Estrela-RS

Aepan · Estrela, RS 9/5/2008 22:52
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Tita Coelho
 

Carlos, voltando para reler e te votar!
beijos

Tita Coelho · Porto Alegre, RS 9/5/2008 23:41
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Ilia Noronha
 

Oie!!
Voltei poeta para deixar minha marca nesse belo texto.
Beijos poeticos.

Ilia Noronha · Manaus, AM 10/5/2008 00:24
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Ailuj
 

Voltando pro voto

Ailuj · Niterói, RJ 10/5/2008 01:04
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clara arruda
 

Sabe que amo seus textos,viajo com eles.Meu voto e carinho.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 10/5/2008 07:55
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Falcão S.R
 

Retornando para deixar meu voto e abraço.

Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 10/5/2008 14:26
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Saavedra Valentim
 

Meu caro,
Conforme prometido, deixei aqui o meu voto.
Abraços

Saavedra Valentim · Vitória, ES 10/5/2008 21:20
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luz de sempre
 

Carlos,
Grande texto-documentário o seu, é emocionante..Parabéns..Gostaria que se possível me ajudasse votando em minha poesia e se puder,colecionando mais votos para a overmana que te pede..abraços.

luz de sempre · Maceió, AL 12/5/2008 21:44
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Sônia Brandão
 

Carlos, somos frágeis diante de Deus, mas como Ele nos faz fortes muitas vezes.
Um abraço e meu voto.

Sônia Brandão · Bauru, SP 22/5/2008 23:06
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Carlos Parrini
 

Obrigado gente, pelo apoio e carinho.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 23/5/2008 06:10
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Aepan
 

Parabéns pelo trabalho...
Airton
Estrela-RS

Aepan · Estrela, RS 29/5/2008 00:43
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Zingara RJ
 

ooi Carlos, custei mas apareci, andei meio adoentada por isso nao vim antes dar meu voto, bom que vc conseguiu agora... que história, confesso me emocionei lendo e imaginando a cena... parabéns amigo...

beijos no coração...

Zingara RJ · Rio de Janeiro, RJ 1/6/2008 20:42
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azuirfilho
 

Carlos Parrini · Rio de Janeiro (RJ)
A ajuda do Céu ao bebê, num dia de outono.
Confirmando e Aproveitando para votar.
Votar num Trabalho extraordinário como o seu é para sempre.
Parabéns pela sua Vida Epopéia.
Valeu.
Um abraço Amigo.

azuirfilho · Campinas, SP 17/6/2008 10:22
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llamar al pan
 

MUITO BOM MESMO!!!!

Quando puder, visite minha colaboração para o Overmundo:
http://www.overmundo.com.br/banco/gostar-e-simples-assim
abraços

llamar al pan · Belo Horizonte, MG 18/6/2008 23:26
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Elliana Alves
 

Lindo texto,um talento sem igual
parabéns poeta,e votado.

Elliana Alves · Petrolina, PE 11/7/2008 13:00
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
ayruman
 

Nobre amigo. Por onde andas. Por onde andamos.
Grandeza de Criação. instantes vividos intensamente.

Um grande abraço. jbconrado

ayruman · Cuiabá, MT 15/8/2008 16:48
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