A APRECIAÇÃO CRÍTICA DE MASSAUD MOISÉS SOBRE O ROM

Cláudio Carvalho Fernandes
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Cláudio Carvalho Fernandes · Teresina, PI
9/2/2011 · 11 · 0
 

Amostra do texto

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS
DEPARTAMENTO DE LETRAS
INTRODUÇÃO À LITERATURA PORTUGUESA
CLÁUDIO CARVALHO FERNANDES


A APRECIAÇÃO CRÍTICA DE MASSAUD MOISÉS SOBRE O ROMANTISMO EM PORTUGAL


Analisando os três momentos do Romantismo em Portugal [primeira, segunda e terceira gerações românticas], Massaud Moisés faz uma crítica quase que pessoal de cada um dos seus respectivos representantes. Dotado de grande erudição, conhecedor do assunto e com várias publicações na área de tal conhecimento, deixa transparecer, no entanto, as próprias preferências quanto a este ou aquele autor, ou, até mesmo, gênero [e estilo] literário, quando dedica espaços desproporcionais para a leitura de cada qual, além das diferentes ênfases na adjetivação dos mesmos.

Assim é que o crítico torna sua apreciação mais demorada e minuciosa exatamente em torno das figuras representativas da primeira fase romântica; mais precisamente centrada em Garret e Herculano, sua crítica parece não querer se gastar com Castilho (na primeira fase), os propriamente ultra-românticos (segunda fase) e mesmo com os representantes mais caracteristicamente ligados à poesia, denotando um pendor anti-romântico que se aprofunda na medida em que se dirige para tendências do aspecto realista no tratamento da arte e suas manifestações.

Massaud Moisés conduz seu texto de forma a deixar mais permanente aos olhos do leitor a impressão de autores que ele mesmo considera “ainda clássicos em muitos aspectos da obra que legaram”, ressaltando sempre, na análise individual, exatamente sua formação clássica. Ao referir-se aos que, então, mais poderiam ser tidos como representativos de tal fase romântica [porque os anteriores, da primeira geração romântica, seriam, ainda, clássicos renitentes], os ultra-românticos, utiliza adjetivos francamente desqualificativos como “descabelado, histérico e piegas”. E a partir de Camilo [ainda na segunda geração romântica, ou ultra-romantismo], já aponta fortes traços de uma outra perspectiva estética e literária. Portanto, analisa principalmente ex-clássicos e realistas incipientes ou futuros realistas, mas não se detém igual e tão percucientemente na apreciação dos propriamente românticos [como o já destacado Camilo e, na poesia, ao menos, Soares de Passos, e outros ultra-românticos, que levaram ao extremo a tendência sentimental e subjetiva do Romantismo].

Não há dúvidas de que o embasamento crítico de Massaud Moisés, quanto aos aspectos analisados, seja suficientemente sólido e plausível, mas, paralelo e concorrentemente a uma análise séria e que se pretende coerente, o crítico literário, parece, ficou por superar as próprias paixões, o que, aliás, é uma característica acentuadamente romântica.



Sobre a obra

Analisando os três momentos do Romantismo em Portugal [primeira, segunda e terceira gerações românticas], Massaud Moisés faz uma crítica quase que pessoal de cada um dos seus respectivos representantes. Dotado de grande erudição, conhecedor do assunto e com várias publicações na área de tal conhecimento, deixa transparecer, no entanto, as próprias preferências quanto a este ou aquele autor, ou, até mesmo, gênero [e estilo] literário, quando dedica espaços desproporcionais para a leitura de cada qual, além das diferentes ênfases na adjetivação dos mesmos.

Assim é que o crítico torna sua apreciação mais demorada e minuciosa exatamente em torno das figuras representativas da primeira fase romântica; mais precisamente centrada em Garret e Herculano, sua crítica parece não querer se gastar com Castilho (na primeira fase), os propriamente ultra-românticos (segunda fase) e mesmo com os representantes mais caracteristicamente ligados à poesia, denotando um pendor anti-romântico que se

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informações

Autoria
Cláudio Carvalho Fernandes
Ficha técnica
Trabalho universitário, para a disciplina Introdução à Literatura Portuguesa, do curso de Letras ( Português e suas literaturas ), da Universidade Federal do Piauí - UFPI -, 21 maio 2001
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