Era minha primeira missão como comandante da nave RWSFI1 da federação Intergaláctica. Adan 7 havia me confiado uma nova missão menos complicada que as anteriores. Eu deveria levar um grupo de 700 cientistas até um novo planeta recentemente descoberto, para iniciar a implantação de uma plataforma de observações em sua órbita. Desta vez viajávamos armados, porque iríamos para uma zona ainda desconhecida e não sabíamos o que poderíamos encontrar. Esta era uma nave bem maior que as anteriores e além da tripulação numerosa. Havia um compartimento em um espaço-tempo paralelo com dimensões semelhantes a 3 campos de futebol sobre-postos. Seu conteúdo, 300 naves menores de combate e seus respectivos pilotos. Iub viajava comigo, pois segundo as leis de seu país, “maridos não podem viajar sozinhos”. Não que isso me incomodasse, ela era uma companheira perfeita e sempre disposta. Hatenna uma Anulana, morena, muito bonita e sorridente cuidava dos sensores de popa enquanto Iub cuidava dos sensores de proa. Era uma maneira de mantê-la ocupada com algo. Para o sub-comando eu havia convocado Maiha, pela sua larga experiência em viagens dessa natureza. Partimos de Nova Terra no dia 5 de Junho de 2041 e embora a nave fosse capaz de viajar em espaços-tempo paralelos encurtando incrivelmente as distâncias, a viagem de ida estava estimada para uma duração de 5 meses. Deveríamos voltar ao final de 15 meses contando 5 para a viagem de volta. Agora estávamos a exatos 29 dias no espaço e até agora a viagem transcorria sem incidentes. Naquela manhã vim tomar o lugar de Maiha no comando porque chegara a minha hora após uma noite virtual de descanso. No espaço não existe dia ou noite, é sempre a mesma paisagem de um negro intenso, pontilhado de estrelas e vez por outra a visão de galáxias distantes quebram um pouco a monotonia. - Então! Dormiu bem? Ou a Iub esgotou você, ainda está com cara de sono. – Tudo bem, dormi bem sim. Alguma novidade? – Sim! Há um objeto localizado na órbita de um planeta que não deveria estar aqui. Pelo menos, não consta dos mapas. – A que distância? – Cerca de 1,5 milhões de km. Mando alguém verificar? – Não! Deixe que eu cuide disso, vá descansar e quando voltar eu vou verificar pessoalmente. Mando preparar uma nave de combate e viajando nos espaços-tempo paralelos eu alcanço vocês em pouco tempo. Quando Maiha voltou, saí para o espaço e em pouco mais de 12 horas a visão do planeta surgiu no visor do painel. Aproximei-me e resolvi contornar a órbita para localizar o tal objeto, que na verdade era uma pequena nave. Estava abandonada e apresentava sinais de avarias. Pela aparência devia estar ali há bastante tempo. O planeta tinha uma aparência semelhante a da antiga terra e possuía nuvens indicando que a atmosfera também era semelhante. Possuía uma boa quantidade de água em sua metade inferior em relação ao pólo norte. Resolvi descer abaixo das nuvens e deparei com um terreno bastante árido e não havia sinais de vegetação. Reduzi a velocidade e comecei a dar algumas voltas observando atentamente, mas não havia sinais de vida. Repentinamente em uma grande área deserta um brilho me chamou a atenção e resolvi conferir. Ao aproximar-me deparei com uma pedra retangular parecendo um tipo de construção tosca, para a esquerda havia outra menor e a direita algumas esferas de um material brilhante como espelho estavam sobrepostas de maneira aleatória. Resolvi descer e verificar o estranho conjunto. Pousei a uma distância segura e resolvi seguir a pé. O chão era bastante duro e plano. Não havia elevações por uma grande extensão. Enquanto andava percebia vibrações no subsolo. Ao aproximar-me surgiu a figura de uma mulher, completamente nua sentada ao chão. Não apresentava um único fio de cabelo e era bastante bonita, dona de um corpo escultural, o suficiente para deixar-nos pensando bobagens. A temperatura ao sol, não era exageradamente alta, mas sentar-se nua ao sol não me parecia uma boa idéia. Aproximei-me e arrisquei um – Olá! Telepaticamente. Ela respondeu. – Olá! Enquanto me observava da cabeça aos pés. – Meu nome é Rogério e venho em missão de paz. – Eu sei! Vi sua nave se aproximar. Meu nome é Delora. Não contendo a curiosidade, perguntei – Porque está nua? – Porque não usamos roupas. Respondeu ainda me estudando detalhadamente. – Venha ver minha casa. Falou levantando-se e me tomando pela mão. Entramos no estranho bloco de esferas, como se fossemos fantasmas, pois não havia uma porta ou janelas. Por dentro era bastante confortável e achei estranho que não houvesse uma cozinha, ou qualquer outra coisa que indicasse o consumo de alimentos. – Você vive aqui sozinha? – Sim! Respondeu. - Mas, como faz para se alimentar? – Uso a luz do sol. Nós nos alimentamos de energia solar. – Há! Interessante, mas de onde você é e porque há vibrações no subsolo? – Moro aqui e as vibrações são de uma cidade, lá embaixo. – Ok! Mas este planeta não deveria estar aqui, pode explicar? – Não estava. Tire a roupa! – Como? – Sim! Deixe que eu tire. – Mas, espere, por que devo tirar a roupa? – Você já saberá. Dizendo isso, aproximou-se e senti que minhas roupas estavam simplesmente sumindo aos poucos. Ela então começou a envolver-me num abraço e comecei a sentir uma excitação fortíssima, algo que nunca havia experimentado. Quando me dei conta estávamos transando freneticamente e ao final, eu estava completamente exausto depois de um clímax que jamais havia imaginado. Joguei-me sobre a macia cama e procurava recuperar o fôlego. – Você agora é meu. – O que está dizendo? Devolva minhas roupas, preciso voltar à nave. – Não! Você não sairá mais daqui. – Por quê? Indaguei já arrependido de ter vindo até ali. – Porque vou devorá-lo inteiro. Então a mulher começou a transformar-se em algo semelhante a uma gelatina e começou a envolver-me em um abraço do qual não conseguia livrar-me por mais força que fizesse. À medida que a coisa me envolvia, a dor que sentia era insuportável, como se meus ossos estivessem por quebrar-se. Ela me despira inclusive da minha arma, o que não teria adiantado muito, pois eu não conseguia move um dedo. A intensidade da dor chegou a tal ponto que senti que ia desmaiar e então me urinei. Pra meu espanto ao ser atingida, a gelatina começou a encolher-se liberando uma fumaça como acontece quando derramamos ácido sobre alguma coisa. Ela então soltou um urro ensurdecedor e esvaiu-se sobrando apenas uma macha úmida sobre o chão. Senti minhas forças faltando e consegui apenas sair dali para fora. Acho que desmaiei e quando acordei a figura de Maiha me olhava curiosa. – Não sei em que encrenca você se meteu, mas está uma gracinha, nu, deitado no meio do deserto. Só então percebi que o insólito conjunto de edificações havia sumido. – Tentei várias vezes me comunicar com você, mas não consegui. Algo deve ter bloqueado nossos cristais Alpha Z. Contei então a Maiha o que havia acontecido. Ela tirou a camisa e me deu para que me cobrisse pelo menos em parte. Embora ainda com dores, tomamos o rumo das naves. – Você já imaginou se Iub, nos vê assim, eu só de sutiã e você só com a camisa amarrada na cintura? – Nem fale, teríamos uma tempestade a bordo. – Falei pra ela que você estava numa reunião de emergência com os cientistas. – Está bem quando chegarmos eu fico no hangar e você me arranja umas roupas. Tomamos nossas naves e tratamos de acelerar para ir de encontro à nave mãe. – Maiha! Está me ouvindo? – Sim! Respondeu ela. Percebi que estava rindo. - De que está rindo? – Rogério, já vi muitas maneiras de destruir um inimigo, mas esta de fazer xixi em cima dele é novidade! – Bem, ela se alimentava de energia solar, deve ter dado um curto nos circuitos. Fizemos o resto da viagem nos divertindo com a situação. Chegamos à nave e depois que Maiha me arranjou as roupas, tratei de ir para meus aposentos. Iub estava ansiosa e ficou feliz de me ver. Já era tarde e depois de um lanche, preparamo-nos para dormir. Como sempre ela estava disposta e logo começou seu joguinho de sedução. – Não! Iub, hoje não! – Por quê? Você estar bem? – Estou bem só que na reunião com os cientistas me aplicaram um novo estimulante e parece que produz efeitos colaterais, estou imprestável. Amanhã tiramos o atraso ok? – Sim! Iub pensar que..- Não pensar nada. Vamos dormir que amanhã temos um dia cheio. Na Manhã seguinte encontrei Maiha na lanchonete de bordo onde fazíamos o desjejum. Era seu dia de folga e ela aproximou-se com um largo sorriso. - Não vá me dizer que hoje de manhã você derreteu o vazo do banheiro. Não! Apenas ainda está meio dolorido, principalmente na zona genital. Sabe? Estive pensando que talvez a tripulação daquela nave abandonada não tenha tido a mesma sorte que eu tive. – Vai ver que em vez de se urinar eles se borraram, já pensou no cheiro da tal gelatina? Mas, cá pra nós, bem que você gostou da transa não? - Nem brinque! Você nem imagina o que é uma tesão involuntária de tal intensidade. È uma coisa devastadora. Mas o pior é que não sei se transei com uma mulher ou com uma gelatina. – Há! Sabe aquele planeta? Está se afastando como uma nave. Ontem ele desapareceu porque passou para o espaço-tempo em beta e está no campo violeta. – Quer saber, acho que isso não termina aqui, o Adan vai querer mais sobre o tal planeta misterioso.
2040-7
O deserto mesmo em outras dimensões possui suas seduções que podem ser extremamente perigosas...
Muito bom amigo. Uma aventura sensual e esfuziante.
Admiro seu universo Criativo.
Saúde e Paz. jbconrado
LAURO WINCK · Rio Pardo (RS) ·
A armadilha do deserto
Uma aventura muito especial e de destaque uma verdade do Xixi, que sempre é um alívio, e neste casi além de alívio foi a salvação.
Parabéns pelo conto tão bem descrito que se tornou muito gostoso de ler.
Abração amigo.
Uma mulher que não use roupas no seu dia-a-dia...
sedutora essa Delora, quem quer outra vida ?
Um beijo !
O planeta tinha uma aparência semelhante a da antiga terra e possuía nuvens indicando que a atmosfera também era semelhante.
Acompanho com satisfação as aventuras dos seus personagens nesse planeta "quase" misterioso....porque se parece com a mãe terra...rsrs...bjos.
A curiosidade quase matou o gato... Xixi na geleia; grande ideia!
A tua imaginação está cada vez mais aguçada... Adorei e viajei
contigo.
Votado
Beijossssss
Meu amigo Lauro... quanto mistério! Que enredo! Mas convenhamos o Rogerio procurou e achou! Pensou que tinha se dado bem e quase que entra pelo cano...rsrs
Bendito xixi! E la geleia vá..
Você nos leva para a cena.
Muito bom. Prende a atenção e dá gosto de quero mais.
Parabéns.
Bjos
Patty
Aventura inusitada e criativa, é muito gostoso de ler. Vamos continuar...
Eliana Pontes · Florianópolis, SC 24/9/2009 01:27
É bom le-lo e ter sempre a certeza que mais escritos bons virão.
Parabéns,
kfarias.
Hummmm ta melhor que JORNADA NAS ESTRELAS.....
eu q nao curto texto lonnnnnnngo, to presa nessa nave
intergalaxia........
ahhhh fiquei imaginando esse " tesão involuntária de tal intensidade." rsrs......
mas por aqui mesmo, rs
bjsssssss;
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