A Arte Desconstruída

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Claudio Miklos · Rio de Janeiro, RJ
24/5/2008 · 99 · 7
 

A Arte Desconstruída
- sobre a experiência de ‘estado de arte’ e a mente criativa –

Tam Huyen Van – Outubro, 2006


"O grande mestre em arte ShuFa (arte caligráfica chinesa) chamado Kosen certa vez escreveu alguns ideogramas em uma folha de papel. Um dos seus mais especialmente sensíveis estudantes estava observando. Quando o artista terminou, ele perguntou a opinião do seu pupilo - que imediatamente lhe disse que não estava bom. O mestre tentou novamente, mas o estudante criticou também o novo trabalho. Várias vezes, o mestre cuidadosamente redesenhou os mesmos ideogramas criando uma nova obra, e a cada vez seu estudante rejeitava a criação de arte.

Então, quando o estudante estava com sua atenção desviada por outra coisa e não estava olhando, o mestre aproveitou o momento e rapidamente destruiu a folha na qual havia escrito seu último trabalho, deixando uma simples folha em branco no lugar.

"Veja! O que acha?" Ele perguntou. O estudante virou-se e olhou atentamente.

"ESTA é verdadeiramente uma perfeita obra de arte!", exclamou. "




Como manifestação sensível, o processo contemplativo zen oferece uma grande margem de experiências íntimas em relação às quais, quase invariavelmente, o indivíduo percebe-se mais essencialmente integrado (e portanto sem angústia) em relação ao universo conceitual e concreto, em um processo cuja natureza direta e ao mesmo tempo inconstantemente renovadora permite-nos atingir descobertas fundamentais – e maravilhosamente criativas – sobre a natureza da existência. Eis porque a cultura zen-buddhista foi capaz de desenvolver, sobretudo no Japão, uma sofisticada abordagem artística em vários níveis. O conceito contemplativo Zen, tanto em sua condição prática ou como em sua natureza teórica, se inicia conflitante e difícil de abordar, mas em determinado momento abre-se completamente e permite à mente libertar-se de si – uma imagem já exaustivamente discutida por mim em vários outros momentos. Contudo, durante esse processo de conflito – e mesmo depois – devemos observar que a experiência de "ver" torna-se crucial para o indivíduo. Portanto, podemos começar esse ensaio sobre a questão da criação de arte – e ao mesmo tempo sobre o que chamo de estado de arte na vida – perguntando: o quê é o olhar?

Pensadores existenciais, pós-modernos ou contemporâneos, abordaram o fenômeno do olhar e do objeto a ser olhado sob a luz de várias propostas. Algumas são muito interessantes, e contribuem para que possamos apreender melhor o sentido desta experiência. É claro que a visão moderna ou pós-moderna do conceito enfoca quase que especificamente o olhar sob a perspectiva representacional pura. As suas elucubrações visam evidenciar as angústias da relação homem-objeto (ou talvez fosse melhor dizer ser-e-forma). A indagação filosófica ocidental visa elucidar, se jamais for possível, o pasmo diante do fenômeno de olhar e ser olhado. Quem é esse que observa, e como isso afeta aquilo que é observado? Indo mais além, o quê por sua vez irá nos retornar o objeto que sofre o escrutínio de nosso olhar? São questões existenciais complexas, talvez, mas ainda assim pertinentes. Contudo, a grande distinção entre as propostas filosóficas orientais e ocidentais está no grau de vivência de cada uma com o conceito da contemplação. O comprometimento do pensamento ocidental é com o desarvoramento, a alienação, as respostas que o olhar provoca. O indivíduo, ao contemplar, torna-se "algo" distante de sua realidade imediata, e momentaneamente esquece de si mesmo para torna-se outra coisa; o objeto observado também nos retorna um escrutínio que pode igualmente nos objetificar, e tal poder pode ser fonte de grandes angústias para o observador.

Na proposta oriental, o olhar torna-se um canal de relação com a ausência do "eu"; quanto mais contemplativamente colocamos nosso olhar sobre um objeto, mais iremos exercitar nossa capacidade de transcender o que é objetivo e concreto – o sujeito contempla a si mesmo enquanto olha o outro. O olhar, no âmbito da consciência, não é mecânico nem físico. Na verdade, a concepção buddhista apresenta as realidades como absolutamente desprovidas de conteúdo específico, e somente desta forma as coisas poderão existir: não existindo e existindo ao mesmo tempo. Como afirma o Prajnapamita Hrdaya Sutra, "não existem olhos, nem [o sentido da] visão" – e por conseqüência, nem mesmo o objeto a ser olhado. O que subjaz a ação de ver seria o pleno fluxo de integração do sujeito com as realidades possíveis, e suas nuances relativas; o sujeito deve perceber que aquilo que ele sente não é, por mais que pareça o contrário, definitiva e absolutamente concreto. As coisas vistas são o que elas são, e mais nada. Sendo assim, o ato de olhar representa mais do que ver a partir de uma idéia, uma significação do que é visto; olhar representa uma aprendizagem de contemplação mais ampla do que é visto – uma metasignificação do objeto observado. Esta prática é bem mais delicada do que aquela interação angustiante entre o ser e a forma proposta por alguns pensadores modernos.

Claro está que a abordagem filosófica oriental preocupa-se com o olhar relativo e quase indeterminado, o olhar criativo e sensível ao extremo. A proposta ocidental em alguns casos (Sartre, Bataille, Foucault, Lacan, etc.) aborda esta sensibilidade como contraponto às angústias do ser concreto, e tanto as linguagens como os significados sempre serão usados como ferramentas de relação entre vários aspectos psicológicos inerentes ao homem moderno – sua culpa, seu desejo, sua ânsia em devorar o outro através de seus sentidos – e o grande pasmo diante do incognoscível. Derrida considera que o olhar artístico leva o próprio artista à sua ruína, pois ao ver algo, o artista o faz por apenas alguns segundos e depois resta apenas a memória do visto. Assim, segundo Derrida o artista é incapaz de recapturar a presença do olhar original, a essência do que foi visto. Ora, o mesmo poderia ser dito de todas as pessoas que, por um motivo ou outro, passam pela vida olhando aquilo que lhes importa – e enxergando apenas o espectro de sua memória interpretativa.

Desta forma, a proposta da Mente Ocidental (se podemos realmente diferenciar assim a mente humana; na verdade esta distinção é bem mais íntima do que geográfica) é de apresentar o olhar como forma de um processo fluido do binômio sujeito/objeto, para assim revelar sua real natureza – se é que ela existe. A Mente Oriental visa experimentar a percepção intuitiva do não-olhar, e exercer nesta ação todo o potencial de relativização que a nossa sensibilidade pode ter. Pessoalmente, acho que na arte falta uma experimentação definitiva do olhar intuitivo, sob uma ótica prática semelhante a zen-buddhista e/ou oriental. Movimentos artísticos já exploraram o tema e vários artistas manifestam sua simpatia a estas posturas, evidentemente, mas nenhum deles interessou-se em mergulhar além dos conceitos teóricos, da atraente (para o intelecto) poética não-convencional que estas abordagens espirituais oferecem.

Modernos, Vanguardas e Contemporâneos flertaram - e ainda flertam - consciente ou inconscientemente com verdades já anteriormente intuídas pelas filosofias liberacionistas e não-duais nascidas nas culturas do oriente. Todos estes movimentos lograram obter resultados válidos para a expressão de arte humana, mas nenhum – absolutamente nenhum – jamais conseguiu superar o pasmo e o completo anuviamento mental humano que a ignorância de si mesmo provoca. Honestamente, eles jamais pretenderam fazer isso.

A Arte falha ao não resgatar o Ser de seu pasmo? Existem aqueles que afirmam não ser do escopo da arte resgatar coisa alguma. Mas essa postura é, no mínimo, covarde; a arte, como qualquer outra manifestação humana, não pode fugir de sua influência – não há como ela evitar os resultados, e ser apenas um vácuo egoisticamente auto-suficiente. Portanto, a arte falha quando não revela sabedorias. Digo isso porque considero a arte como uma grande manifestação do Ser. Ela não é uma coadjuvante nos assuntos do espírito humano (não, eu não pretendo mistificar a arte, antes quero torná-la uma senda válida para o crescimento da consciência do Homem).

Talvez aquele caráter falho da arte ocorra não à luz da criação em si (a obra é sempre inspiradora de insights), mas no âmbito do próprio artista e sua humanidade. Quando exercita sua função, o artista reproduz uma arte conceitualmente válida, dando uma aparente saciedade à questão comum no meio crítico e filosófico da arte, a saber: o quê faz o artista? Mas a questão é outra, completamente distinta desta. A questão crucial é: o que sabe o artista de si mesmo? A dimensão individual daquele que faz arte não se coaduna (necessariamente) com a proposta artística em si, apesar desta ser constantemente descrita como fruto da ação do profissional de arte. O artista, na verdade, ainda está restrito à sua dimensão humana comum. Mas há muito mais na arte, além dos simples embates sobre a pertinência da obra realizada à luz das opiniões críticas ou históricas.

A Arte é vida? Costuma-se dizer que a prática espiritual oriental é uma forma de arte, onde o indivíduo aprende a olhar o mundo de uma maneira ampla e despojada. Mas o que isto realmente significa? Afinal, não são poucas as pessoas que se atraem pela proposta agradável e bonita de viver uma vida onde o ideal de uma espécie de "arte transcendente" seja expresso por meio de amor e carinho, paz e harmonia, fraternidade e diálogo. Contudo, sem hipocrisias, pouquíssimos foram capazes de atingir esta proposição apesar de todo o colorido e beleza das palavras. E estes poucos com certeza não são contados entre as legiões de entusiasmados místicos ou crentes de vários escopos, antigos ou modernos. Nem mesmo entre os intelectuais e rígidos praticantes das variadas doutrinas existenciais, quaisquer que sejam. Existe uma mescla de sensibilidade e sobriedade que são imprescindíveis para que possamos crescer no universo consciencial humano – e também na arte.

A capacidade zen em perceber a sutileza da ação artística tem a ver com sua força, na qualidade de prática contemplativa, em compreender o sentido do conceito – essencialmente Taoísta em sua origem – de não-fazer (Wu Wei) subjacente às mais saudáveis e corretas formas de atuação na vida. O zen reconhece há centenas de anos que o indivíduo pode tornar-se capaz de exercer em sua vida o dom sutil de equilíbrio entre o ato de fazer e o de não-fazer típicos do processo de criação na arte, mas não será capaz de transformar a vida em arte. Neste sentido, a proposta contemplativa não define a Arte (como instituição criadora de obras, movimentos ou conceitos artísticos) como sinônima das coisas que constituem a nossa vida. Não há "arte" em tomar água ou caminhar na calçada em direção à sua casa. Mas há "arte" em fazer tais coisas com a mente fluida e em plena atenção, retirando do ato banal aquilo que ele tem de metasignificado, retirando de sua concretude uma essência que, apesar de ser relativa (ou justamente por causa disso) é rica em descobertas – desta maneira aprendendo a discernir melhor as contradições e banalidades do mundo, e com isso crescendo em sua humanidade. A grande arte é feita justamente neste momento.

Uma qualidade fundamental no olhar criativo de um homem ou mulher é aquela que permite sutilizar o que se vê, sente, cheira, toca, ouve. O olhar criativo extrapola os olhos e a visão; ele acontece em todo o corpo. Sabe aquela sensação agradável quando sentimos uma brisa ou o calor do sol, e fechamos os olhos para assim poder absorver melhor o prazer suave e refrescante desta experiência? Neste momento, quase sem querer, estamos olhando para tudo sem ao menos utilizar os olhos. É uma sensação ampla, como um leve toque em nossa consciência. Exemplos como esse podem ocorrer muitas vezes em nossas vidas, mesmo entre aquelas pessoas mais desesperadas e em grande sofrimento. Esse é o processo do olhar acontecendo de forma tipicamente criativa e sensível, e que poderia abrir uma porta fundamental para que nossa experiência interpretativa atinja novas fronteiras de sabedoria e percepção – e a cura de muitas misérias pessoais. A imagem comum na tradição zen para este fenômeno é a do "portal sem porta", este portal não possui uma porta porque ele sempre está aberto e disponível para que possamos atravessá-lo. Precisamos apenas vê-lo à nossa frente, e dar o passo crucial em sua direção.

E, no entanto, entre o momento em que sentimos a brisa e o ato do fechar os olhos para melhor experimentá-la (a dizer, contemplá-la) nada realmente portentoso ocorreu, exceto uma grande abertura de possibilidades. A questão é: saberemos aproveitar esta possibilidade a nosso favor? Quase sempre não; ela vem e passa, deixamos no máximo uma doce lembrança de um momento prazeroso. Na vida comum, infelizmente damos mais valor (e realidade) aos fatos irrelevantes e banais ou às nossas próprias misérias pessoais do que aos momentos de libertação e sutil transformação de nossos espíritos, estes quase sempre considerados um sonho impalpável, sem nenhum valor prático. No campo das artes, estes momentos de insight frequentemente tornam-se meios para criar a obra, mas o fluxo de ação criativo rapidamente deixa o campo da sensação direta para cair no limitado âmbito da memória (a dizer, do intelecto). Este processo, usando a abordagem de Derrida, leva o artista à "ruína", com isso significando que ele apenas realiza algo limitado, talvez até pequeno. Há mais no processo, e eu defendo que o artista deva lançar-se à busca pelo dom de sustentar seus momentos íntimos de sensibilidade, sem permiti-los cair no lugar-comum das memórias mortas, e assumir tal busca com apetite para crescer em sua própria condição humana, e não simplesmente para crescer em sua arte.

Mas os artistas são pessoas comuns, possuem histórias diversas e objetivam fazer arte por muitos motivos; eles são, sem nenhuma diferença, iguais em natureza aos outros homens e mulheres que, ao longo da vida, simplesmente irão dizer: "eu não quero buscar coisa alguma, desejo apenas realizar meus anseios pessoais, ter algum dinheiro, criar meus filhos, alcançar prazeres, ou um emprego que me ofereça sucesso." O aparente despojamento de objetivos mais profundos de todos nós mascara a profunda relutância que temos em encarar a vida sob a luz de um processo constante de reflexão e consciência, pois mesmo que a maioria das pessoas não saiba – ou não queira saber – da implacabilidade dos atos impermanentes e inconstantes, elas não podem deixar de intuir a sua realidade. Eis porque, quanto mais sensível e atento for o homem, mais ele mergulha nas angústias do Ser – ou como diagnosticou Buddha, mais ele percebe em sua vida o sofrimento causado por sua ignorância.

De fato, somos criaturas profundas e sensíveis, mas ainda não aprendemos a equilibrar nosso potencial perceptivo e sensório com uma atitude mais amadurecida por descobertas internas realmente saudáveis. A evolução da consciência humana ainda está em sua fase inicial. E a maioria da humanidade sofre demais com suas necessidades imediatas para prestar atenção a este potencial. Contudo, apesar da premência por abrigo, alimento e perspectivas sociais, a humanidade possui uma necessidade ainda maior de amor, discernimento correto e maturidade reflexiva. A ironia é que quanto mais formos capazes de aprimorar nossa percepção íntima (tida como uma meta complexa e filosófica demais), mais seremos capazes de solucionar justamente as terríveis necessidades básicas que conduzem a tanto sofrimento humano, e que tanto assombram nossas mentes. A ignorância é fruto das carências do Ser, não apenas das privações físicas ou intelectuais.

Quando a Arte desfaz-se em suas várias partes, podemos discernir melhor o quanto a vida pode ser um campo fértil para as manifestações criativas do Ser. Sim, tenho convicção de que o objetivo da arte e da filosofia é levar o Homem a um crescimento perceptivo, fundamentado na perspectiva metaconceitual característica da mente essencial e não-dualista. Não acho que as afirmações de que não há nada a descobrir na arte ou filosofia sejam válidas, exceto nos universos opinativos específicos destas declarações – ou mais honestamente, de seus próprios autores. Podemos construir várias abordagens sobre os limites da Linguagem e do Pensamento, mas todas as abordagens, desde as puramente analíticas, passando pelas científicas e chegando até as religiosas, serão válidas exclusivamente em seus limites de alcance. Subjacentes a todas elas ainda permanecem as ações do Homem – as ações puras, despojadas de conceitos sejam quais forem, mas plenas de metasignificados. Um dos grandes erros recorrentes no comportamento humano é a tendência a contestar conceitos sob o prisma de lógicas completamente direcionadas para outras facetas fenomenológicas do objeto, como por exemplo tentar explicar a beleza da flor baseando-se na impressão física que a refração da luz na composição molecular da planta provoca no nervo ocular. Ao fazer isso, matamos a flor em seu sentido pleno de beleza, e a definimos apenas sob a concretude da experiência ocular de perceber cores e formas.

É necessário desmontar a lógica de que a arte prescinde de uma prática contemplativa básica, e que ela se basta apenas ao ser realizada, sem mais proposições. Para realizarmos nossas metas de vida, precisamos desenvolver estratégias criativas e sensíveis, assumir uma posição atenta diante das necessidades. São tantas as nuances do comportamento humano, tantos os caminhos e teorias, que se torna muito difícil perceber onde está o meio-termo de tudo. Mas é justamente este meio-termo que precisamos exercitar cotidianamente. É claro que nenhuma forma de ação criativa será possível sem que tenhamos a coragem de experimentar, de aprofundar nosso olhar nas coisas, idéias e pessoas, constantemente avaliando as nossas intenções e lógicas.

Quando falo sobre o processo sutil de criação de arte como algo muito mais amplo e fundamental do que o meio artístico imagina, também falo da mente criativa como condição vital para todos. Em um ponto de nosso tempo de existência, precisaremos resgatar o estado de arte de nosso ser. Esta é uma questão muito importante, e mesmo que você não se imagine muito interessado nela, acredite-me, ela irá se apresentar à você queira ou não. Este conceito foi antecipado pela tradição Taoísta chinesa, e séculos depois passou quase que integralmente para a tradição Zen-Buddhista. Ele se fundamenta em uma proposta (não uma técnica, como poderíamos imaginar) de aprendizagem, quase um treinamento, sobre como um indivíduo pode captar os fatos – quaisquer que sejam – através de um olhar puramente fluido e criativo. Isso é possível de ser feito, e uma coisa completamente factível para toda pessoa disposta a participar conscientemente das suas ações e decisões na vida. É igualmente um compromisso com a existência, e depende demais de uma atitude contemplativa diante do mundo. A questão é: como podemos contemplar e viver ao mesmo tempo? Pois muitas vezes não temos tempo a perder com reflexões e ponderações: precisamos agir. É neste momento que a lição zen torna-se mais clara e útil: na verdade, o próprio viver é o ato de contemplar. Não existe separação, no plano da proposta consciencial, entre o refletir e o agir. Portanto, não se preocupe, ao viver contemplativamente você não deixará de agir e realizar coisas concretas, tomar suas decisões e sentir a brisa com prazer; você simplesmente fará tudo isso com fluidez de percepção e criativa sensibilidade.

Assim deve ser na Arte, assim deve ser na vida. Quando feitas através de uma clara compreensão de seus metasignificados, as ações são capazes de possuir uma poesia de gestos, pensamentos e palavras jamais imaginada. Esta é a arte além da Arte, o processo de criação sendo feito com força e determinação conscientes, plenamente desconstruídos em suas bases limitadoras e racionais.

Sobre a obra

Ensaios filosóficos, humanistas e existenciais do escritor e filósofo zen-budista Claudio Miklos (Tam Huyen Van).

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Autoria
Artista plástico, designer e webdesigner, produtor e planejador cultural, escritor, biólogo, músico, teórico e professor buddhista.

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Cherry Blossom
 

Foi maravilhoso ler seu texto e compartilhar suas idéias Cláudio. Palavras para serem lidas e relidas. Texto para ser absorvido lentamente, palavras para serem tomadas no cálice da sabedoria...
Foi muito edificante conhecer seu trabalho.
Parabéns!
abraços

Cherry Blossom · Dracena, SP 23/5/2008 15:16
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Claudio Miklos
 

Prezada Cherry,

Grato pelas boas palavras.

Abraços
Miklos

Claudio Miklos · Rio de Janeiro, RJ 23/5/2008 16:14
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Thiago Toscani
 

Muito bacana! Votado!
Se quiser conhecer meu texto e votar nele, acesse http://www.overmundo.com.br/banco/expressos
Abraço

Thiago Toscani · Florianópolis, SC 24/5/2008 11:10
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Acácio Vale
 

Caro Claudio, adorei o seu ensaio. Eu estudei há algum tempo o Teatro do Absurdo, basicamente o seu arcabouço filosófico, as propostas do desmonte da linguagem racionalizadora em função de detectar-se o absurdo da condição humana. sendo essa vanguarda herdeira do pensamento existencialista pude observar alguns dos temas que você trabalhou em relãção com temas que trabalhei em alguns textos que escrevi sobre os dramaturgos do absurdo. acredito, meu caro que a arte necessita ser discutida e que ela é ferramenta fundamental no processo de aperfeiçoamento do ser humano e seus potenciais.
um abraço, meu voto!
acácio.

Acácio Vale · São Luís, MA 24/5/2008 19:42
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Marília Beatriz
 

Estou abordando em aula na UFMT o tema da Arte e do existencialismo. Assim foi muito enriquecedor ler o seu texto instigante e intrigante. Você , como bom estudiso e participante dos temas orientalistas, percebeu longe, muito longe. Muito mais do que o olhar de nós pobres mortais.Obrigada pela oportunidade !

Marília Beatriz · Cuiabá, MT 18/6/2008 15:19
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Nic NIlson
 

A descontrução da arte é um tema adoravel. Estou estudando exatamente esta na faculdade. Faço publicidade e marketing.
Muito bom texto.

Nic NIlson · Campinas, SP 30/6/2008 09:22
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Nic NIlson
 

A desconstrução da arte é um tema adoravel. Estou estudando exatamente esta na faculdade. Faço publicidade e marketing.
Muito bom texto.

Nic NIlson · Campinas, SP 30/6/2008 09:22
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