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A BALA PERDIDA E O PEITO ACOLHEDOR - Poesia

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jjLeandro · Araguaína, TO
13/11/2007 · 100 · 9
 



A BALA PERDIDA E O PEITO ACOLHEDOR

Uma bala
Atravessou
A noite
Sem um sibilo,
Sem destino,
Perdida
Na imensidão
Entre os morros.
Mas não vagou
Indefinidamente
Por aí,
Porque achou um peito
Amigo que a
Acolheu sem dizer
Palavra.

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jjLeandro
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apple
 

Oi, Leandro!

Bela foi a forma que você usou a poesia para tocar as pessoas, descrevendo a trivialidade em que caiu a violência nos grandes centros urbanos do Brasil!

Pessoas sofrem por si e por seus entes queridos que se vêem envolvidos/ vitimados dos confrontos entre marginais, bem como entre esses e a polícia.

Nesse contexto, as balas “mal aproveitadas”/perdidas não atingem o seu alvo e vão fazendo vítimas inocentes pelo caminho.

A sociedade está se sentindo impotente diante dessa guerra insana e sem perspectiva de final, né?

Abraço

apple · Juiz de Fora, MG 10/11/2007 08:47
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Roberta Tum
 

Pena que ela mata o peito amigo que a acolheu...

Roberta Tum · Palmas, TO 10/11/2007 10:13
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Cintia Thome
 

Leandor. Fez-me lembrar de 2 acontecimentos recentes...no Rio de Janeiro. Um o garoto diz à mãe que estava com sede e morreu...outro, ainda sem notícias se morreu ou não, disse ao pai que tinha levado um tiro. Você pode imaginar a dor destes pais nesta hora mais louca, onde a criança brincava e vira um campo de guerra...
Bom...é o preço por governos e governos sem pulso e sem nada para dar ao cidadão, apenas o "sinto muito"...
bjus.

Cintia Thome · São Paulo, SP 10/11/2007 18:24
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Branca Pires
 

JJ, traz-nos em versos a tragédia em trajetória de uma "bala".
Porém, ao invés de dramático, ou como tiro ceteiro de dor, dá-nos a esperença, cria ou sugere a possibilidade que ao invés da morte, o peito acolhedor pode ser o repensar, a consciência para não mais atirar, matar!
Tão bom seria... Mas esta é uma leitura possível, quem sabe?
Super abraço.

Branca Pires · Aracaju, SE 10/11/2007 19:57
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Saramar
 

Sempre acho terrível quando o lado mais negro da realidade invade a poesia, tirando-lhe o sonho.

Muito bonito, muito triste.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 11/11/2007 00:17
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Ize
 

Que triste! Mas como diz bem das muitas e muitas pessoas que têm acolhido em seus peitos balas perdidas que lhes tiram, de uma hora para a outra, em décimos de segundos, toda a potência da palavra.
Parabéns pela sua sensibilidade de sempre Leandro.
Abraço grande
Volto pra votar

Ize · Rio de Janeiro, RJ 11/11/2007 16:23
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Saramar
 

Leandro, voltando para o voto, fiquei pensando nestes tantos peitos silenciosos/silenciados por balas e em todas as dores que jamais se calarão.
É um belíssimo poema, que merece ser guardado.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 12/11/2007 07:21
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j.alves
 

Triste e real, belo texto

j.alves · São Paulo, SP 12/11/2007 07:31
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Branca Pires
 

Voltei atrasadíssima, mas voltei e votei!
bjs

Branca Pires · Aracaju, SE 17/11/2007 01:53
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