A BALA PERDIDA E O PEITO ACOLHEDOR
Uma bala
Atravessou
A noite
Sem um sibilo,
Sem destino,
Perdida
Na imensidão
Entre os morros.
Mas não vagou
Indefinidamente
Por aí,
Porque achou um peito
Amigo que a
Acolheu sem dizer
Palavra.
Oi, Leandro!
Bela foi a forma que você usou a poesia para tocar as pessoas, descrevendo a trivialidade em que caiu a violência nos grandes centros urbanos do Brasil!
Pessoas sofrem por si e por seus entes queridos que se vêem envolvidos/ vitimados dos confrontos entre marginais, bem como entre esses e a polícia.
Nesse contexto, as balas “mal aproveitadas”/perdidas não atingem o seu alvo e vão fazendo vítimas inocentes pelo caminho.
A sociedade está se sentindo impotente diante dessa guerra insana e sem perspectiva de final, né?
Abraço
Pena que ela mata o peito amigo que a acolheu...
Roberta Tum · Palmas, TO 10/11/2007 10:13
Leandor. Fez-me lembrar de 2 acontecimentos recentes...no Rio de Janeiro. Um o garoto diz à mãe que estava com sede e morreu...outro, ainda sem notícias se morreu ou não, disse ao pai que tinha levado um tiro. Você pode imaginar a dor destes pais nesta hora mais louca, onde a criança brincava e vira um campo de guerra...
Bom...é o preço por governos e governos sem pulso e sem nada para dar ao cidadão, apenas o "sinto muito"...
bjus.
JJ, traz-nos em versos a tragédia em trajetória de uma "bala".
Porém, ao invés de dramático, ou como tiro ceteiro de dor, dá-nos a esperença, cria ou sugere a possibilidade que ao invés da morte, o peito acolhedor pode ser o repensar, a consciência para não mais atirar, matar!
Tão bom seria... Mas esta é uma leitura possível, quem sabe?
Super abraço.
Sempre acho terrível quando o lado mais negro da realidade invade a poesia, tirando-lhe o sonho.
Muito bonito, muito triste.
beijos
Que triste! Mas como diz bem das muitas e muitas pessoas que têm acolhido em seus peitos balas perdidas que lhes tiram, de uma hora para a outra, em décimos de segundos, toda a potência da palavra.
Parabéns pela sua sensibilidade de sempre Leandro.
Abraço grande
Volto pra votar
Leandro, voltando para o voto, fiquei pensando nestes tantos peitos silenciosos/silenciados por balas e em todas as dores que jamais se calarão.
É um belíssimo poema, que merece ser guardado.
beijos
Voltei atrasadíssima, mas voltei e votei!
bjs
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!