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A BANDA É LARGA!

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Gusnob · Niterói, RJ
2/10/2007 · 34 · 2
 

O mercado de música mudou e mudou radicalmente desde que comecei a fazer as minhas primeiras gravações ‘demo’ há mais de 10 anos atrás, em 1995 precisamente. Era uma época em que a indústria fonográfica já passava por uma crise, segundo os executivos. Download não existia e o mundo virtual do www muito menos. Se havia eu não tinha acesso e nunca tinha ouvido falar. A pirataria mais usual se dava através das antigas fitas K7, copiadas a partir dos discos de vinil, vendidas nos camelôs a preço de banana. Lembro-me dos primórdios da década de 90 com um certo saudosismo, quando o formato L.P. – com sua capa gigante – ocupava todas as prateleiras, das idas às lojas a fim de adquirir o mais recente lançamento, das descobertas musicais que viriam a abrir a minha cabeça para “novos” velhos sons, da transição do menino fã de Comandos Em Ação para o rapaz fã de SNAP! e aspirante a compositor. A divulgação de músicas feita por artistas independentes era de maneira um pouco diferente da que se faz agora, disseminava-se por meio do popular ‘boca-a-boca’ passando fitinhas de mão em mão, indicando a amigos, presenteando D.J.`s, enviando a programadores de rádio, etc. Manter contatos com conhecidos de conhecidos de funcionários de gravadora pavimentava o caminho para um contrato de gravação e produção, investia-se alto (ou o suficiente) na promoção da banda ou do(a) cantor(a) estreante. Hoje, com o aperfeiçoamento de tecnologias e o advento da internet, todo esse processo é realizado por uma única pessoa dentro do seu quarto, bastando possuir um computador com boa memória e programas adequados. Só com isso corre-se o risco de se tornar sucesso no planeta inteiro e ser ouvido em vários continentes, sem precisar ter c.d. a venda em lugar nenhum.

Ao contrário de antigamente as companhias de gravação mais dispensam do que contratam, muitas vezes pegam trabalhos prontos – vários deles viabilizados por lei de incentivo ou bancados pelo próprio artista –, se encarregam de cobrir custos de masterização, impressão, fabricação e assim garantem sua margem de lucro lançando c.d.`s que são cobrados de 25 a 50 reais. Caros demais! Os altos preços dos álbuns originais são os grandes responsáveis por um fenômeno chamado baixa de arquivo ou pirataria digital; a aquisição, reprodução e distribuição ilegal de áudio, vídeo, texto e foto com auxílio de banda larga – sem pagamento de direitos autorais. É o que anda incomodando gente como o cantor Elton John; para ele a internet deveria ser fechada, pois estaria arruinando os negócios e a indústria da música. Discordo completamente. A rede mundial de computadores funciona como aliada do músico independente que não gera interesse comercial às majors ou não tem o perfil de artista que toca nas F.M.`s. Os novos rumos do entretenimento musical preocupa quem já é estabelecido no mercado – e ganha milhões, como John – e faz com que o foco de quem consome música mude fornecendo opções das mais variadas e ilimitadas. Sempre fui comprador de discos e continuo sendo, mas também sou contra barreiras, a música deve circular livremente na internet. Os avanços tecnológicos dão a liberdade para que o artista, além de criador, atue como um empreendedor, aquele que cuida da própria carreira, que produz e grava, que divulga e vende seus shows não dependendo de esquemas que escolhem as cartas marcadas do universo pop. Tá tudo dominado por bandas fabricadas, cantoras sem voz cheias de sensualidade, ídolos de plástico, produtores caça-níqueis, diretores artísticos formados em economia que não entendem nada de música, gente reunida preparando a nova sensação do próximo verão.

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Gustavo "Gêiser" Nobio: cantor, compositor e mentor do projeto musical S.U.P.R.A. Vida Secular!
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Guilherme Mattoso
 

grande gustavo! legal "encontrar" vc aqui no overmundo!
estudei contigo na estácio!
abs,
mattoso.

Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 3/10/2007 09:32
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Rodrigo S.Levino
 

Realmente a internet veio pra fazer a diferença no meio musical, para nós Artistas desconhecidos temos a oportunidade de mostrar o nosso trabalho para todo o mundo. De facto uma excelente invenção !

Rodrigo S.Levino · Rio de Janeiro, RJ 3/10/2007 12:50
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