O abismo abscondido nos pensamentos
Engole a força de vontade,
Os vocábulos, a torrente dos caleidoscópicos sentimentos:
Tingidos de malsã calmaria e selvagens arrebóis de placebo!
O abismo formatando-se como pirâmide-metástase
Amaldiçoa, contamina, animaliza e escalavra
Toda a sociedade, que hasteia a bandeira
De espécie dos primatas mais augusta e avançada.
O abismo coagula a angústia:
Provoca terremotos, maremotos,
Vórtices, vulcões, rupturas
No sistema de comando da pessoa.
O abismo é malária,
a mamba preta ou a naja:
a dengue clássica que se torna hemorrágica!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Vou citar um poeta do Overmundo, do qual não lembro o nome:
"de trem
um abismo
cai bem".
O nome deste poema é "Céu Inverso", ou alguma coisa assim.
Ostra feliz não faz pérola .
Gostoso ler estes flertes com o desespero. Mas não o desespero pessoal, bobo e sem sal, que assola qualquer um em qualquer lugar, tão lugar-comum, vulgar. Mas sim esse outro, esse Abismo, essa queda...
Obrigado pelo poema.
Sim, o nome do sujeito que citei é Lucas de Meira.
Ele tem poucas coisas pulicadas aqui. Acho que se somar tudo não dá nem 30 palavras, mas já são mais que suficiente para destruir um bocado de coisas...
Não que valha alguma coisa, mas eu recomendo.
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