De inÃcio, uma pequena tensão. Pensamentos curtos, soltos e desencontrados. Um olhar malicioso que buscava a leitura de você. Meus olhos te tocavam com o ardor curioso de quem deseja descobrir o outro. E logo não eram suficientes.
Minhas mãos... Minha boca... Meu corpo... Tudo meu queria explorar o seu. Senti o desejo do toque, do gosto, do prazer da pele desconhecida. Vivi a paixão de instantes contados e calculados. Rapidamente desfeita. Que me revisita voraz, de tempos em tempos, sem se anunciar. Te quero suavemente. Desesperadamente. Constantemente. Te quero de modo racional, adulto, sem dramas ou fricotes.
Querida, não segure a minha mão ou faça declarações de um amor romântico. Não se incomode ao deitar com outro homem, ou ao me dizer isso. Não fuja dos seus instintos. Feche os olhos e aceite de bom agrado os carinhos e afeto que o meu corpo oferece ao seu. Sem roupas ou pudores, curta a diversão insana desse sentimento despretensioso, que apenas te quer e nada mais.
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