A Cidade Suspensa - Capítulo 8
Amanhecia quando o bonde fez a parada em que Kain desembarcou. O viajante olhou para cima e observou o lugar em que o veículo havia parado e, enquanto observava a fachada de pedra à sua frente, o bonde retomava o movimento, seguindo seu tortuoso caminho por trilhos que surgiam e desapareciam logo em seguida.
O prédio era gigantesco, destacando-se dos demais edifícios. Era uma estrutura cilíndrica que subia vertiginosamente, dando a impressão de uma altura infindável. Acima do portão, como se dominasse toda a fachada, Kain reconheceu a insígnia que estava gravada na medalha que Scarlate havia lhe dado. Então aquele rapaz, Salomão, estava realmente certo. Aquele símbolo representava a Biblioteca.
Ao aproximar-se do portão, Kain avistou um homem muito alto, vestido de um uniforme cinzento e carregando um bastão. Era o porteiro, que estendeu a mão em sinal proibitivo para o viajante. Kain estacou e retirou a moeda do bolso do capote. O homem, sem dizer uma palavra, olhou com interesse para a medalha de Kain. Em seguida, tocou com seu bastão onde os dois lados do enorme portão se tocavam. Com um rangido, a entrada abriu-se para Kain, que distinguiu apenas um caminho reto a perder de vista.
Sem vacilar, o viajante penetrou na Biblioteca. O portão se fechou logo às suas costas. Candeias iluminavam o caminho de forma parca. Kain continuou a seguir em linha reta por algum tempo, até que chegou a uma outra porta, bem menor e feita de madeira. Um velho vestido de uma longa túnica e com a cabeça coberta por um capuz cumprimentou-o com uma reverência, para em seguida empurrar a porta de madeira, abrindo o par da direita. Kain seguiu aquele que, ao que parece, seria seu guia na visita à Biblioteca.
Além da porta de madeira, o ambiente era outro. Estantes dispunham-se de forma aleatória, todas abarrotadas de livros de todos os tipos e datas. Havia pergaminhos, papiros e brochuras. Sujeitos vestidos de longas túnicas passeavam silenciosamente entre as estantes, lendo e meditando nos livros que carregavam. Alguns deles murmuravam entre si as impressões de suas leituras. O guia de Kain levou-o entre as estantes e os murmuradores até uma outra porta, que levava a outro corredor em linha reta. No fim do corredor, mais uma sala, com estantes e murmuradores. O viajante percebeu que a disposição aleatória dos móveis dava a impressão das paredes de um labirinto.
Kain e seu guia seguiram por mais diversas salas e corredores, de modo que o viajante já não sabia se orientar mais naquele ambiente. Chegaram por fim em um outro portão, guardado por outro guia. Acima, havia uma plaqueta de madeira onde estava escrito "Bibliotecário" logo abaixo da insígnia da biblioteca. Kain em segundos estaria diante do homem que dominava toda aquela estrutura. Sua jornada aproximava-se de um momento crucial.
O viajante Kain tem um objetivo. Para alcançá-lo, ele empreende a desastrosa jornada rumo a um lugar proibido: A Cidade Suspensa. Um labirinto misterioso e enigmático, povoado por renegados. O que Kain procura nesse lugar? Quais são seus objetivos? Descubra acompanhando esta novela.
Nos capítulos anteriores, Kain descobre que pode encontrar o que procura na Biblioteca. Mas será possível seu êxito?
Oiiiii agora eu acertei onde é o comentário ehheheeee
Lisi · Belo Horizonte, MG 26/8/2008 16:22
a continuação da saga, meus votos e abraços
Cristiano Melo · Brasília, DF 27/8/2008 08:45
meus votos meu querido poeta!
beijo no coração!
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