A coisa feia.

jbconrado*
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ayruman · Cuiabá, MT
30/1/2015 · 2 · 1
 

A coisa feia.

Bell Malla-Rha a Rainha mimada era cheia de “não me toques”. Tinha aversão até de sua própria sombra. A sua paixão predileta era sonhar quando na cama caia. Mas naquela noite esquisita com uma coisa esdrúxula suando frio ela sonhou.

Uma voz angelical vinda do céu dizia: Não duvide da coisa estranha sem antes examinar. Pois as aparências se enganam e o que é visivelmente feio, uma grande verdade pode guardar.

De manhã quando levantou abriu a janela de seu castelo. A coisa feia de seu sonho no meio da rua lá estava. Bell Malla-Rha fechou os olhos fazendo de conta que nada viu...

Passou Pedro, passou Zé. Josefina e Antonieta. O carpinteiro e o senhor Procurador. Também por ali passaram um gabiru, um cão vadio e um pitbull.

Meio dia o Sol a pino a coisa lá continuava, atrapalhando a vida de quem por ali tinha que passar. Todos davam seu jeitinho daquela coisa ignorar. Quando a tarde chegou de tanto ser pisada, a coisa sem forma ficou.

Na boca da noite passou o letrado e nada fez. O político ardiloso virou a cara e torceu o nariz. O religioso todo preocupado em suas ovelhas salvar, fez o contorno e pôs-se a rezar.

Meia noite o relógio da praça, as doze badaladas tocou. Bell Malla-Rha como sempre, sonhava intensamente. No sonho o Dia engolia a Noite e o Cordeiro apaziguava a Serpente. Transpirando gelada acordou. Repentinamente da coisa esdruxula do sonho anterior, lembrou. Pulou da cama apressada e a coisa no meio da rua foi retirar.

Decidida fez um movimento. Foi tocada pela a sua intuição. Mudou seu foco de ver o mundo. Qual foi o seu espanto, quando naquilo tocou. O que era bizarro e metia medo em "Ouro" se transformou!

Bell Malla-Rha também mudou. Voltou pra casa, feliz da vida na madrugada adormeceu. Sonhou com o anjo da Benevolência. Do ensino que recebeu. A coisa feia transmutada em ouro para seu povo doou.

Baniu pra sempre o julgamento precoce. Seu reinado bem mais humano, alegre e justo então ficou.

Texto e fotocomposição: jbconrado*

Sobre a obra

Baniu pra sempre o julgamento precoce. Seu reinado bem mais humano, alegre e justo então ficou.

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jbconrado
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ayruman
 

Baniu pra sempre o julgamento precoce. Seu reinado bem mais humano, alegre e justo então ficou.

ayruman · Cuiabá, MT 30/1/2015 22:20
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