Pesquisa de Fábio Sá Earp e George Kornis, publicada pelo BNDES no Rio de Janeiro em 2005.
Quem é do ramo deve conhecê-la, para todos os fins, da autoria à circulação.
O trabalho é extenso, metódico, analítico e de alguma complexidade no que se relaciona ao processo econômico industrial.
O original está em anexo, no entanto, e tam´bém pode ser acessado sem despesas no sítio do BNDES.
Os autores informa salientam que o trabalho reúne informações básicas acerca da economia da cadeia produtiva do
livro no Brasil e no exterior. E atestam que em todas as apresentações houve grande receptividade e interesse diante dos
dados e análises formuladas e, especial, demanda pela divulgação do
trabalho como um todo, "o que justifica a síntese" publicada.
- O interesse suscitado pela pesquisa pode ser explicado por duas vertentes. A primeira tem sua origem na ausência de análises econômicas com forte base estatística acerca do assunto no Brasil. Uma conseqüência desse fato é o desconhecimento da profundidade da crise que afeta as vendas de livros neste país por muitos percebida porém ainda não mensurada. A segunda causa é a precariedade das comparações entre a situação do Brasil e a do resto do mundo, o que contrasta com a literatura encontrada em outros campos da economia industrial.
O estudo passeia por temas candentes como a diversidade da oferta de títulos, a dispersão dos leitores possivelmente
interessados em cada um, a economia do livro no Brasil, panoramas da edição, da indústria gráfica e de suas relações com as editoras.
Tem de quê, Leandro.
Se o conhecimento é patrimônio da humanidade, nada mais necessário que difundí-lo.
Além do mais, o altruísmo nem é só meu, que apenas comparti o que já era disponível para o público, pelo dinheiro do povo que financiou a pesquisa, não é exato?
Fosse tudo o mais assim, o mundo todo viajava melhor.
Que bom que há esta ferramenta em Overmundo para que se possa exercitar fundamentos socialistas.
Saúde e força!
Saudações socialistas para você, construtor Adroaldo.
Grande abraço
Sabes, Spirito Santo
(Aliás, luzes como que de fogo fizeram-se sobre cada um deles que principiaram a falar em línguas diferentes, não é mesmo?)
É uma pergunta que me faço desde há muito, porque cargas dágua um sobrenome veio acoplar-se a meu primeiro nome como se nome igualmente fosse.
É como funciona Carlos, por exemplo, em Luís Carlos.
Pai achou de homenagear um centro-médio do futebol carioca (de l950) e tascou este Bauer (era o Negro Bauer) Quando vim para o Rio Grande. em 1953, tinha aqui a Neugbauer, vê só).
A coincidência relaciona a construtor ou arquiteto, como é o que diz na origem a alemã a definição desse nome.
Pelos fados da vida, pessoalmente sou pouco organizado, embora, por dever de ofício, organização foi questão a que me dediquei com alguma facilidade na vida social.
Socialismo e liberdade nos acompanhem nessa travessia.
Tenho pra mim que não carregamos os nossos nomes. São os nossos nomes que nos carregam (escrevi um post aqui, sobre isto ocorrendo comigo mesmo (não sei se você já leu. Chama-se 'Sempre Viva'). Pensei que Bauer fosse teu sobrenome. Veja só: O Bauer que te deu este nome alemão era um negão. Pode?
Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 8/4/2007 19:29
Lerei.
A propósito, votastes na Economia?
Claro que votei, amigo. Claro.
Minha memória ainda funciona para estas coisas.
Gentil da tua parte.
Agradecido.
Mais que agradecer a todos os que estimulados ou espontaneamente motivados votaram nesta publicação, queria referir que o texto está agora em definitivo em Overmundo pela lembrança de jjLeandro, em um comentário em uma outra seção deste Overmundo.
A todas as pessoas que de algum modo contribuíram para que aqui estivéssemos em regozijo, agradecido.
E... boa leitura da pesquisa, que importa realmente conhecê-la no sentido de dar caminhos outros ao espaço da cultura no Brasil.
Parabéns, Bauer!
Onde está o comentário do jj?
Bah, Spirto Santo,
Se não clamas aí no deserto pelo comentário eu jamais ia poder me salvar desta.
O comentário é do meu amigão Egeu na postagem do jjLeandro "Onde estão nosso grandes escritores?".
E, para não injustiçar ninguém, transcrevo:
Leandro,
Sobre o quadro editorial brasileiro tenho dúvidas sobre todo e qualquer dado que circule. Ouvi numa palestra de uma especialista francesa que o volume de títulos no Brasil é maior do que na França.
Outra surpresa: O preço médio do livro em dólar é semelhante ao da China e da Rússia (US$1 a US$3). Na França é 6 a 8 dólares e nos EUA de 14 a 17.
A capacidade de compra de livros no Brasil é a mesma da Inglaterra, Alemanha e Itália.
No entanto, com nosso poder aquisitivo somente com uma redução de pelo menos 1/3 no preço poderemos aumentar nossos leitores ou então teremos que ter Bibliotecas ou receber Doações.
O que está havendo, e é gravíssimo, é uma queda em 8 anos de 51% na produção de livros, e uma desnacionalização brutal do setor.
Recomendo a leitura do trabalho sobre o mercado editorial, encomendado pelo BNDES, escrito por Fábio de Sá Earp e George Kornis. Foi de onde tirei essas informações (com exceção da francesa).
Por outro lado, a oferta de mais títulos (e portanto autores) poderá se beneficiar da Internet (veja a teoria da Cauda Longa).
Abraço!
Egeu Laus · Rio de Janeiro (RJ) · 4/4/2007 23:19
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Sua opinião:
Leandro,
Sobre o quadro editorial brasileiro tenho dúvidas sobre todo e qualquer dado que circule. Ouvi numa palestra de uma especialista francesa que o volume de títulos no Brasil é maior do que na França.
Outra surpresa: O preço médio do livro em dólar é semelhante ao da China e da Rússia (US$1 a US$3). Na França é 6 a 8 dólares e nos EUA de 14 a 17.
A capacidade de compra de livros no Brasil é a mesma da Inglaterra, Alemanha e Itália.
No entanto, com nosso poder aquisitivo somente com uma redução de pelo menos 1/3 no preço poderemos aumentar nossos leitores ou então teremos que ter Bibliotecas ou receber Doações.
O que está havendo, e é gravíssimo, é uma queda em 8 anos de 51% na produção de livros, e uma desnacionalização brutal do setor.
Recomendo a leitura do trabalho sobre o mercado editorial, encomendado pelo BNDES, escrito por Fábio de Sá Earp e George Kornis. Foi de onde tirei essas informações (com exceção da francesa).
Por outro lado, a oferta de mais títulos (e portanto autores) poderá se beneficiar da Internet (veja a teoria da Cauda Longa).
Abraço!
Egeu Laus · Rio de Janeiro (RJ) · 4/4/2007 23:19
Acabou saindo em duplo. Perdão.
Ah, Spirito, já li tua apresentação sobre nomes e origens e a história de um que era outro.
Mas o teu arquivo não abriu em minha máquina. Sabe em que ferramenta de texto fizestes o arquivo?
Manda dizer pelo e-mail, pra gente não tomar o tempo do povo daqui.
Mando meus textos sempre em PDF adobe , Bauer.
A propósito: Estou com post novo no Banco ('O Beco'). Já passaste por lá?
Abs,
Que grata satisfação encontrar meu coordenador da Descentralização da Cultura no Overmundo! Li alguns artigos e já votei. Bacana, bacana! Muito boa a informação sobre a cadeia produtiva do livro. Obrigado por disponibilizá-la a todos nós!
Hermes Bernardi Jr. · Porto Alegre, RS 11/4/2007 14:55
Hermes,
É um overmundo pequeno, não é fato?
Tu já apresentastes aquele teu sítio aqui?
Te pergunto porque respondo ainda sem ter ido visitar o teu perfil, o que farei em breve.
Abraço.
Beijo no coração.
Quando publiquei meu livro de contos ano passado percebi isso: as pessoas querem comprar mas não podem; as livrarias estão abarotadas de livros, mas não vendem o que poderiam (vendem, mas para uma elite, e, pelo jeito, tá bom... capitalismo-quase...)
eu fiquei pensando, velha história, uma democracia precisa de livros a R$ 1 real... Aí tem o problema da distribuição, interessar o leitor, ir até onde ele está... Mas começa aí: barato e bom! Abraços Afonso jr
A questão dos livros no Brasil é complicada. Não raro ouço comentário de gente interessada em comprar algum título mas que não o fazem porque não podem. O ambiente das livrarias, que deveria atrair, acaba afastando possíveis compradores que acreditam que a cultura é só disponibilizada para a elite, e isso vai afetando cada vez mais a indústria desse ramo no país...
Oliv Bepe · Ribeirão Preto, SP 19/4/2007 23:14
Parabéns Adroaldo, o trabalho é mito interessante.
Carlos Magno.
Pesquisa que deveria alertar a quem podia mudar o tamanho do imposto que ainda cabe a um produto que alimenta o cidadao(o poder persiste em manter a cidadania morta)
Há a possibilidade dos livros online que compila tudo e deixa-os livre o acesso. por preferir o impresso, como muitos o jeito é apoiar a aquisição apelativa a sebos, bibliotecas e, se a cidade oferecer, clubes de livros
Muito útil o texto e abre para reflexões interessantes, tal com os comentários aqui postados. parabéns! José Braga.
José Braga · Brasília, DF 18/10/2007 17:28Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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