Vez por outra
Ouvia-se um galho
Rufando no chão,
Em farfalhante estertor.
Que coisa estranha!
Não havia tempestade,
Muito menos, meninos,
Em sua cúmplice curiosidade.
Quem estaria,
Furtivamente,
Serrando galhos no jardim?
Corte perfeito!
Quem estaria por trás do exímio serrote?
Remexendo na serragem,
Ao pé do arbusto mutilado,
Encontro, minúsculo cidadão;
De negritude plena,
De orgulho invulgar,
Em sua obra acabada!
Como ser tão primitivo,
Tão desequipado,
Realizaria tamanha façanha?
Ser digno de causar inveja
Aos amadores humanos,
Na inglória tarefa de exterminar florestas!
Um pequeno besouro,
Um inseto respeitável
Em sua glória macabra!
Muito interessante, muito bom, eu gosto! bjus com votos!
Fatima Merigue de Mendonça · Itu, SP 15/12/2008 17:18
Muito boa esta façanha do besouro com graça e verso!
Abraços poéticos,
muito bom maravilha de trabalho.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 16/12/2008 12:33Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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