Escrevo, Pai Noel, ainda pensando nas minhas fantasias de criança, quando nas noites de Natal ia dormir feliz deitando meus sonhos nos lençóis tecidos com os fios de prata da minha inocência, esperando que o senhor, sempre carregado com todos os presentes do mundo na sua sacola mágica, inaugurasse a minha alvorada com o brinquedo com que ansiei o ano inteiro na minha doce e iluminada infantilidade.
Quantas cartas eu lhe escrevi falando dos presentes desenhados na minha imaginação e que não esquecesse de colocar o tão esperado brinquedo reluzente sobre os meus sapatos arrumados na janela, que mesmo cambados pelo tempo, eram os meus únicos e necessários depósitos de sonhos. Os mesmos de todas as crianças de uma época em que víamos o senhor somente nos cartões de natal, nas fotos dos jornais, nas maravilhosas criações do nosso espírito, nas férteis aspirações das nossas mentes.
Confesso que não tive tantas decepções. Talvez por ter aprendido desde menino a exigir pouco, os brinquedos que ganhei, se não eram iguais aos encomendados, alguns me surpreenderam, recompensando, assim, o esforço do meu pai, que sempre conseguia uma maneira, Pai Noel, de esconder a sua sempre cruel e indesejável ausência.
A decepção que mais me feria, no entanto, acontecia nas ruas, quando descobria que muitos outros meninos que nada ganharam, foram traiçoeiramente enganados em suas realidades de crianças pobres. Quanta revolta invadia meu coração infantil vendo o senhor, indiferente, ludibriar o anseio azul-dourado de tantos garotos sonhadores pelos presentes que deveriam chegar, entrando pelas janelas ou pelos telhados abençoados, mas que acabavam se perdendo nas suas madrugadas de hipocrisia, no rol das suas mentiras sem medidas.
Lembro de um amigo que o ano inteiro foi obediente, estudioso e o senhor, no silêncio e nas caladas da noite, tartufo, com a frieza da neve, sem respeito aos seus próprios cabelos brancos, trocou o seu velocípede prateado por um presente sem encantos, o avesso do seu sonho, mas, incoerente, leviano, foi premiar outras crianças que não estudavam, não passaram de ano, gerando no espírito esbulhado do meu pobre amigo a revolta que nasce, não da inveja, mas da injustiça, da falsidade.
Descobri que o senhor fazia do Natal, a grande noite das crianças, a mais dura de todas as decepções, ficando, impiedoso, a machucar tantos corações puros, inocentes, ingênuos. E depois, insensível, se refugiava, por um ano inteiro, no seu mundo gelado, cômodo, sem deixar uma palavra de conforto para quem fora traído e tão cedo já se sentia esquecido pela vida, golpeado pela má sorte, enganado pelo destino.
E o que pensarão os meninos de hoje, Pai Noel? Que olham o senhor na televisão, passeando pelos shoppings, sorridente, de bochechas rosadas, que beija suas faces, que promete, olhando nos seus olhinhos delirantes, todos os presentes que só a inocência de uma criança consegue sonhar. Como explicar para essas crianças que o mundo esqueceu que o senhor, durante toda a sua existência, mentiu e enganou, jurou e não cumpriu?
Essas crianças já desesperançadas por outras verdades da vida, nunca o perdoarão caso não recebam de suas mãos, que julgam pródigas, amigas, um brinquedo que alimente suas ilusões. Que nossas almas generosas, justas, presenteiem essas crianças, filhas do infortúnio, visando que o senhor possa continuar vivo entre as suas fantasias infantis, sem parecer apenas um mito, uma lenda, uma dolorosa miragem e, assim, possam continuar acreditando que o senhor é o mesmo sempre boníssimo e quase santo Pai Noel.
Uma grande legião de bondosos e fiéis amigos insistiu, carinhosamente, para que eu tornasse breve minha volta ao Overmundo. Não se diz não, impunemente, aos braços da amizade, aos abraços do amor, aos olhares da cumplicidade e a tantos gestos absolutamente fraternos. A todos que me cercaram de tanta e imerecida ternura meu sempre muito obrigado.
Volto ao overmundo enviando uma carta para a falsidade do Pai Noel, que mesmo tornando um pedaço das nossas vidas, um mundo encantado, machucou, para sempre, muitos corações de tantas crianças pobres, sabotando seus sonhos, seus desejos, esquecendo que todas elas deveriam ser felizes, como são inocentes.
Apenas um alerta para que nossas almas amorosas, não esqueçam, no Natal, que mesmo nas calçadas frias, nas pedras das ruas, muitas crianças indigentes ainda alimentam um fiapo de esperanças no amanhã.
Noélio querido,
BEM VINDO!
Papai Noel da maneira colocada.
realmente, é muito triste.
Principalmente porque faz parte de uma magia
dos mais ricos, as pobres crianças desde cedo
sabem que Papai Noel não existe, mas sonham.
Neste sonho aparece pessoas generosas e solidárias
que levam lembranças, presentes para os mais humildes.
Nada os fará sair da miséria, do abandono.
Entretanto, naquele dia, alguém olhou para eles...
Vamos pensar no Natal, sobretudo com Solidariedade,
Fraternidade, no Cristo, para aqueles que crêem, Salvador.
O meu presente de natal chegou mais cedo
Noélio voltou.
Este mundo estava over sem você.
Beijos,
Regina
QRDO NOÉLIO,
Que alegria!!!
Sua volta representa
um presente de DEUS...
"Mesmo nas calçadas frias,
nas pedras das ruas,
muitas crianças indigentes
ainda alimentam um fiapo
de esperança no amanhã"
NÃO VAMOS ESQUECER...
Suas palavras são canções!!!
Parabéns pelo texto,
Obrigada pelo retorno!
Abraços no seu coração...
Semana de luz.
Belo alerta Noélio! Se cada um de nós praticasse um natal a uma criança carente a magia do espírito natalino seria mais intensa! Pelo menos a bondade no geral é a tônica de todos os Natais! Um abraço e feliz por seu retorno ao Overmundo! Parabéns!
raphaelreys · Montes Claros, MG 15/12/2008 05:11Noélio, querido: tua presença aqui, entre nós, é sinal de bons tempos. Obrigada por você existir. Meu mom Noélio, a sua carta ao Pai Noel vem curar as lembranças ruins que eu ainda trago da minha infancia. Esse quese bom velhinho nunca apareceu na minha vida e desde menina, então, resolvi não esperar nada de ninguém. Ainda bem que em desde menina alimento tomei ciência da existência da poesia; aprendi desde cedo que a palavra tem alma como diz o meu povo guarani e que por isso mesmo "muitas crianças [...] ainda alimentam um fiapo de esperanças no amanhã". Paz em Nhande Rú pela vida inteira. Grauninha
graça grauna · Recife, PE 15/12/2008 07:41
CORRIGINDO:
...meu bom Noélio....desde menina tomei ciência da existência da poesia...aprendi desde cedo que a palavra tem alma...
Noelio, voce nao chegou a sair porque considera seus amigos aqui dentro.Voce tem carinho e compreencao para distribuir, nao pode se furtar ao desejo maior de distribuir afeto, ainda mais chegando o Natal. Voce e verdadeiramente um Papai Noel que deve existir em nossos coracoes, que devem ser desprovidos de pedidos e solicitacoes mil... "O verdadeiro companheiro nao e aquele que espera a gente ir, e o que volta..." Abracos e deixo aqui, novamente, meus votos de um Feliz Natal, para todos nos, na paz do Menino Jesus que nasceu para nos salvar...
victorvapf · Belo Horizonte, MG 15/12/2008 08:23
Noelio Mello · Belém (PA)
A FALSIDADE DO PAI NOEL
Maior alegria a sua volta.
Muito oportuna a sua veeméncia contra esse papai Noel que náo existe e faz um papel de esquecer a humildade do Jesus para estimular o consumismo que só poucos podem e muitos ficam traumatizados sem ao menos entenderem as diferencas e injusticas sociais.
Em Boa Hora seja Bem vindo.
Parabéns pelo belo Trabalho.
Feliz Retorno, Feliz Natal.
Co Jesus no coracáo da Gente.
Feliz pela volta! Não podemos ficar sem os seus textos singulares como este! Abraços!
Paulo Esdras · Brumado, BA 15/12/2008 11:48
Aos amigos que aqui já me visitaram o meu muito obrigado. Amigos leais, são como o amor, sempre são eternos
Abrços
Noélio
Noelio,
Que bom que voltou entre nós
Que texto consciente, educativo e reflexivo.
É triste para essas crianças que depositam tantas esperanças no Papai Noel e depois são desiludidas de uma maneira mentirosa e brutal. Mas o consumismo sempre fala mais alto
bjs
Noélio,
Um feliz Natal! Que sejamos todos verdadeiros, desde os noéis até os reais.
Grande abraço.
Noelio, mas que presente maravilhoso você trouxe com sua volta. Fico imensamente feliz que aqui estás e que aqui posso ler essa singela e crel verdade. Vivi tempos deliciosos na minha infância com direito a Papai Noel e tudo mais. mas a inocência se foi e a dura realidade bate á minha porta: meu povo sofre, a desigualdade está à minha frente e dói no peito e no coração, ver essas mazelas que da sociedade. Natal dos meus tempos de infância não deixou brilho nos meus olhos, deixou um saudade infinda!
Obraigada pelo prsente, afirmo, esse Natal terá um sabor melhor, pois você voltou!
Maravilha de texto!
Abração!
Feliz por seu retorno, triste pelo tema, pois Papai Noel sempre foi um de meus heróis favoritos, embora eu concorde em gênero, número e grau com essa sua premissa...
você tocou num daqueles temas tabus, que só uma pessoa inteligente sustentaria argumentar inteligentemente e nos passar a sua idéia bastante coerente, por sinal...
Aceitemos de uma certa forma essa fantasia, apesar de injusta, vista que nem todos compartilharão dessa presença e por um instante entendamos que se faz a necessidade de termos uma lenda desse naipe e quem sabe um dia todos os meninos, sejam bons ou sejam maus, possam ter a visita do 'bom velhinho' !
um beijo e benvindo à nossa coletividade !
Ave, Noelio!
Os dias estarão mais dignos,
as noites, mais charmesosas
com o presente do teu retorno.
Bom te ver, de novo, Noelio!
Esta magnifica crônica eu a li por dez vezes - e acho de uma profundidade humana - porque em minhq cabeceira
brilha intensamente o teu livro ENTRE O RISO E O PRANTO!
Abçs, fiel qmigo!
Benny Franklin
Oie Noéliooo,meu lindo!!!
Muito bom te ter de volta!!!
Fiquei radiante, de verdade!!
E voltou com uma crônica extremamente sensível e de uma beleza
ímpar!!
Que não esqueçamos dessas crianças iludidas por essa realidade injusta e desigual.Afinal Natal é símbolo de fraternidade,não é mesmo? E não de festa, banquetes e presentes...
Super parabéns!Adorável seu texto!!!
O Natal já será mais feliz com tua volta!
Te espero lá no meu também, é minha msn de ano novo pra vc!!!Apareça tá?
Um beijo azul infinito...
Blue
Noelio,
esta trovinha de Thalma Tavares, tem muito do que voce escreve tão belamente:
"Quando o Natal se aproxima
Sinto uma grande tristeza;
não consigo achar a rima
que rime luxo e pobreza."
Teu texto é lindo, o semtimento é nobre e o talento imenso!
Depois volto...
Abraços poéticos,
Primeiro a minha grande alegria em vê-lo de volta ao nosso convívio.
Realmente, uma visão bem verdadeira do que é o natal. Minha mulher detesta o natal. Eu o aceito como uma grande homenagem ao nascimento de Cristo. Entretanto, essa data se tornou puro comércio e só que tem pode presentear seus filhos. Essa forma de natal é uma nova crucificação de Jesus, pois não creio que ele veja toda essa exclusão, essas crianças em seus sonhos inocentes, passarem o natal tão decepcionadas e com aquele sentimento de desprezo, abandono e revolta.
Brilhante o seu texto. Nos faz cair numa reflexão profunda: o que eu estou fazendo para amenizar isso?
Parabéns!
Regina- obrigado por não desistir do meu retorno ao overmundo. Amizade pura.
Jacinta- precisamos ser os olhos e as mãos da piedade pública. Essa é nossa função, já que os donos do poder, parecem cegos diante de tanta miséria morando nas ruas. obrigado por sua amizade.
Noélio
Achei o texto muito elegante, escrito com delicada firmeza. E é de fazer mesmo a gente parar para pensar sobre o significado do Natal.
Ótimo Papai Noélio para você, e para todos nós, amém!
Caro Noélio
grande legião de bondosos e fiéis (e pessoas de bom gosto, é claro)
EXIGINDO a sua volta. é que voce e seus textos fazem falta.
Quanto ao papai noel...
"a ilusão, muitas vezes, cobra uma realidade maior do que deveria ser". Triste,né?
Um abraço
Seja bem vindo amigo. Sua presença faz a diferença...
Nem tudo que brilha é Ouro. Estamos perdendo o real sentido do Natal e em seu lugar somos obrigados a engulir um monte de futilidades revestidas de grande brilho.
Um grande Abraço. jbconrado.
Visita - Regina Lyra
galante Noel
trenó de papel
alce_alados aos pés
Ah o bom velhinho e seu trenó, renas e a imaginação num coletivo mais fraterno como eu amo isso, foi fundamental na minha infância aprendi a dividir os brinquedos, absorvi intensamente todos os
natais nunca pedi um presente sabia que meus pais não tinham dinheiro então a boneca tinha que durar até o próximo natal, poderia ser um cartão...
Aqueles peq, De.....Para....aqui cabe muito carinho e atenção....
Feliz Natal !
NOÉLIO,
VOTOS TODOS!
Pelo texto que prende
a respiração,e por um
NATAL DE LUZ...
F E L I C I D A D E S ! ! !
NOÉLIO,
AMEI SEU TEXTO,
DE PAIXÃO!
Olha meus VOTOS
de louvor...
BJS.
Votando e verificando, abracos caro parceiro,
Continuo sendo, aquela metamorfose ambulante...,
Olá Noélio. Um presente de natal esta sua decisão de continuar nos ofertando tantos magníficos textos. Fico feliz em saber que a qualquer momento que estiver navegando entre as colaborações poderei deparar-me com outra crônica sua, o que é sempre gratificante além de culturamente interessante.
Parbéns. Eu sabia, você que é um quase xará de Noel, não iria, a exemplo do homem de vermelho e branco, nos privar deste regalo.
Forte abraço parceiro.
Onde está esse desgraçado que eu quero dar uma surra!!!!
Maldito velho pedófilo!!!
Eu pensava que era só comigo...
(rsrssss....)
Parabéns, Noélio!
Grande texto.
E isso tudo começou com uma boa intenção...
A CARIDADE.
Abraços!!!
Meu querido, felizmente, você nos deu um presente de natal antecipado, com sua volta ao Overmundo.
Sua "carta" ao Papai Noel contém as dores das crianças pobres, ao mesmo tempo, iludidas e decepcionadas com as promessas falsas do mundo consumista e implacável.
Que cada palavra desta crônica cale fundo em nossa alma, como você disse, para que as luzes do Natal iluminem também as crianças pobres.
Beijos
Noélio, querido amigo
Que bela crônica.
Que a luz do Coração Sagrado do Menino Deus aqueça e ilumine a nós... Que nossos corações se tornem semelhantes ao dele.
Beijo!
Noelio, o Sr. Cronista e, oleiro que transforma corriqueiros em essênciais.
Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 17/12/2008 13:38
Seja bem vindo amigo. Sua presença faz a diferença...
Voto Consciente!
Noélio querido,
O texto é claro e verdadeiro.
Nos leva a uma tristeza desigual.
Mas estamos tentando fazer
o papel do 'beija flor desejando apagar o incêncio'.
Beijos e votos,
Regina
Mas se todos colocassem o Menino, aquele que nasce todos os anos, dia 25 em seus coraçoes todos os dias, do ano, de todos os anos vindouros...pensariam melhor o que é Irmão...
bjus
Quando se critica um mito, uma lenda, que mesmo tendo encantado um pedaçõ das nossas vidas, crticamos a sociedade de um modo geral. Não posso jagar pedras no invisível, no que não existe, mas ´não aceito que o tempo passe e não lutemos para para que façamos uma sociedade mais justa socialmente. Os indigentes estão nas ruas. Crianças estão sendo enganadas. Sendo usadas por adultos. Estamos cerceando seus futuros, negando-lhes sonhos. A diferença é que eu escrevo e faço. Não fica só no papel as minhas dores.Eu saio e ajudo quem precisa. Esse é papel dos corações justos. Não sou santo nem feiticeiro, mas tento fazer o melhor para tantas mãos que mendigam.
Não há hipocrisia nas minhas palavras, o problema é que quando falamos em ajudar o próximo, muitos colocam a carupuça em reconhecer que nada fazem por quem precisa.
Faço isso todos os dias. Fui criado dessa maneira. Tenho dores também incuráveis, mas não sou um revoltado com o mundo por causa delas. Sigo sempre em frente, conforme a vontade de Deus.
Não basta ter Jesus no coração, é preciso agir e seguir seus ensinamentos de bondade. Isso eu faço. Que muitos façam o mesmo e se doem para quem precisa.
A sociedade está podre. As ruas estão podres de violência. Meninos se drogam aos nossos pés nas calçadas. Tropeçamos neles e a maioria nada Faz. Eu faço. Eu busco. Só rezar e se recolher em casa nunca será a solução. escrever e não fazer, também é hipocrisia. Eu escrevo porque sei o que faço. Que cada um faça o melhor pelos desafortunados da vida.
Aos que aqui chegaram com os corações desarmados e viram essa crítica como uma justa revolta contra a sociedade, o meu obrigado, sempre
Noélio
Correção: muitos colocam a "carapuça.."
Noélio
Recordo de aos quatro anos ter tido essa ilusão, recitado inclusive versos feitos por meu pai para um homem fantasiado de vermelho que ainda sapecava umas varradas de marmelo nas canelas finas das esperançosas e amedrontadas criaturinhasque ainda éramos.
Penso que a midia do grande e execrável deus mercado avassalou o nascimento de Jesus, que costumava ser reverenciado no dia 25 de dezembro de cada ano.
Inda fico com o exemplo de tudo que há de humano no Cristo.
Noel, Noélio, é essa falsidade toda que descreves brilhantemente.
Seo Noélio, querido amigo, tô com tue não abro. Vê, até planto bananeira, que não neva nos trópicos tristes, sô!
Juliaura · Porto Alegre, RS 18/12/2008 21:39
Pois é meu Querido Noélio,
No meu Gilbués não conheci a tão fantasiosa "bondade" de Papai Noel. Os terços rezados na casa da minha tia Anatália, não eram esperados presentes. Não havia nem a necessidade, nem a tradição.
Vivi, tão bestinha (se dizia assim, no meu lugar) que cresci sem ter noção de necessidades, embora elas fossem tantas.
O Natal me recorda grandes encontros - familiares que moravam distantes e os quais somente eram vistos anualmente. Sem presentes........
Feliz Natal
andre
PERSPECTIVAS DO NATAL – Regina Lyra
I
Natal vai chegar com tristezas,
alegrias diferentes.
Natal que vai explodir
nostalgia que sente.
II
O tempo aguarda o Natal,
sua entrada
sua glória.
Muitos amigos, amores,
filhos, irmãos,
que se vão.
III
Seus cantos,
seus hinos,
suas flores.
Destinos em vão.
IN: Antologia Presente de Natal em Prosa e Verso. São Paulo: Ed. Scortecci, 2004.
Noélio,
Encantamento inundou meu coração essa manhã ao ler seu texto.
Uma verdade nua e crua que não podemos ocultar e sim orar muito por nós e por todos.
Que todas as manhãs de sua vida sejam lindas, que todos os seus dias sejam repletos de felicidade e que todas as suas noites sejam de paz.
Um forte abraço
Querido Noélio,
a tua carta é muito pertinente e verdadeira!
Que pena que os "papais noeis" não cumprem as suas promessas e ainda brinquem com as fantasias dos fiéis "Súditos". E chega a ser injusto. Pois são tantas que pedem, imploram ao bom velhinho e merecem os seus presentes. Mas dessas, apenas poucas recebem. No entanto, outras tantas crianças que recebem presentes o ano, são facilemnte presenteadas. Muitas vezes nem dando o devido valor ou mesmo merecendo-os.
Grande abraço
tenha sempre um Feliz Natal!
Revisitando com um Feliz Natal, Noélio! Abraços.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 25/12/2008 20:20Oi. Aqui revisitando o amigo Poeta... Saúde. Grandes realizações em doismil-inove. jbconrado.
ayruman · Cuiabá, MT 7/1/2009 10:53Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Está no ar o blog de pesquisas do Instituto Overmundo. Você já pode encontrar lá os primeiros dados da pesquisa “Análise de modelos de negócios... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!