Nossos antepassados conquistaram estas terras a ferro e fogo. A história destas terras foi forjada com muito sangue nativo, com muitas lágrimas aborígines.
"Quando aqui chegamos, não havia nada", relatam ingenuamente os últimos "desbravadores". E ainda hoje não reconhecemos a riqueza do ambiente que aqui encontramos em sua perfeita harmonia; aceitamos que tudo aquilo que existia era nada. Pensamos e agimos como seres acima de todas as outras coisas e seres.
Não devíamos estranhar que os rios estejam poluídos, as florestas destruídas e os animais sejam maltratados, afinal ainda agimos com a mesma sanha dos "desbravadores".
Do jeito que começamos por aqui, não é de se estranhar que as cidades que construímos ainda não tenham coleta e tratamento de esgotos, que ainda façamos coco no mar e depois nele nos banhemos. Não devíamos estranhar que a mineração de carvão continue avançando sobre os destroços do ambiente natural e de nossas próprias vidas. Entendendo a lógica dos conquistadores podemos entender por que a saúde pública ainda é caso de hospital, por que escolas ensinam a não ver a realidade e por que mortos e emigrantes ainda votam em eleições municipais.
Não é maldição, é apenas conseqüência de uma sociedade construída em terras alheias sobre o sangue de seus nativos. Assassinamos a verdade alheia sem desvelar nossas próprias verdades. Aceitamos como verdade nossas mentiras e seguimos construindo a história da destruição, nossa própria destruição.
Desejamos reconquistar estas terras pelo amor a ela devotado, não mais pela expulsão e morte de seus habitantes e agora "donos". Não levantaremos mais espadas nem atearemos mais fogo. Levantaremos a bandeira do respeito à vida e preservação do ambiente natural. Será esta nossa forma de pedir PERDÃO em nome de nossos antepassados.
Olá, Marcos!
Este texto retrata um pouco da colonização Italiana na região sul do Estado de SC. A degradação ambiental produzida pela mineração do carvão...
Agradecido, José
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