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A FLOR E O ASFALTO

Foto de Renato de Mattos Motta
1
Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS
28/6/2008 · 143 · 47
 

Preso ainda às convenções
Visto preto, cor do meu tempo
Mas a rua, seu Carlos,
Continua cinzenta
Tudo ainda está à venda
E arma alguma autorizaria revolta

Este é o tempo da justiça afinal
Não a justiça bondosa –
De bronze, de prata, de ouro –
Justiça da ira divina
Do fogo descontrolado
Que mata a nossa mata
De terra que sacode escombros
Como quem dá de ombros
De um ar sujo e furioso
Desembestado em tempestades
De águas que retornam
Sujas e podres como o mundo
Como o nosso mundo
Águas que inundam
Águas que lavam
Águas que levam tudo por diante
Águas que afogam velhos, crianças, bombeiros
Mais fortes que a força
Justiça de Gaia febril
Infectada de humanidade.

Mas mesmo em um mundo revolto
Ainda há tardes amenas
Caminho pelo meu Porto
Alegre ao menos no nome
Seduções em calças justas
Encurvam meu pescoço
O ar está luminoso
Embora a fumaça dos carros
Pardais pipilam,
Mas não param
De catar comida no lixo,
Da janela do edifício,
Um gato observa os pardais
Frustrado pelo vidro fechado.
Ao meu lado, um som
Não é alto, mas diferente
Não o crepitar de folhas secas
Nem papel desfraldado ao vento
É som mais pesado, embora leve
Ao meu lado, um som bate no chão
É leve, mas tem o peso
De uma vida, que se vai

Uma flor morreu na rua!
Não era forte como aquela do Carlos
Embora fosse mais bela
Bateu no chão preto e ficou
Vermelha, marcando sangue
Uma flor solta no asfalto
Uma flor morta no asfalto
Uma flor!

Pés
Pneus,
Vento,
Chuva,
Garis com suas vassouras
Se encarregarão de levá-la
Mas ela ficará
Na minha lembrança
(E na foto mortuária que tirei)
Longe,
Lá no pólo,
Uma geleira se desfaz
Chorando a flor que se foi
Ou, talvez, chore por outras,
As flores que nunca foram.

Porto Alegre, 14 de abril de 2007

Sobre a obra

Em Abril desse ano, fui assaltado pelas musas... sonhei um sonho inquieto com as Nove e o Drummond, onde eu travava um diálogo com o mestre, sobre as coisas do tempo dele e as do meu.

Digo que fui tocado pelas nove, porque acordei com este texto borbulhando na cabeça, corri pro computador, o escrevi em pouquíssimo tempo, Quis deixá-lo parado, pensar nele por um tempo, coisa que costumo fazer , mas não deu. Tive que postá-lo no meu blog no mesmo dia!

Não digo que seja algo místico, ainda que para mim a experiência tenha algo de esotérico, mas acredito que o texto vale como uma experiência de intertextualidade e também pelo seu tema. Espero que gostem!

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FlaM
 

Lindo lindo lindo.
Perfeito!
tá certo, sou suspeita. O cara aí é meu irmão! Mesmo pai, mesma mãe, mesma irmã e mesmo sobrenome...
Mas também mesma crítica afiada, e aqui não tenho nenhuma!
Bem vindo às filas de edição, e em breve ao banco!
Bjs, parabéns! estréia irrepreensívelmente bela!

FlaM · Florianópolis, SC 26/6/2008 11:57
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Renato de Mattos Motta
 

Obrigado, Fá!
Pelo carinho de mana e pela crítica generosa!
Beijão!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 26/6/2008 12:03
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Compulsão Diária
 

Renato, que bacana. Um poema quase prosa. Muitas associações, elementos compostos e sobrepostos. Uma maneira de ostrar saturação. Gostei. Boa sorte. Bem-vindo ao Overmundo.
Parabéns!
Abraços

Compulsão Diária · São Paulo, SP 26/6/2008 17:14
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Renato de Mattos Motta
 

Obrigado, Bea
Pensei que já conhecias lá do Remamo!
Que bom que gostaste!
Bjk!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 26/6/2008 18:24
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Juliana Meira
 

belo poema Renato !
parabéns
grande abraço

Juliana Meira · Porto Alegre, RS 26/6/2008 19:49
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Renato de Mattos Motta
 

Juliana Poemeira!
QUe coisa boa te receber aqui!
Bem-vinda!
Espero que o Overmundo comece logo a receber teus poemas !
Beijão!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 26/6/2008 19:52
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Regina Lyra
 

Renato,
Este encontro foi realmente interessante.
Aconteceu algosemelhante comigo. Alguns anos atrás.
- Um dia acordei na madrugada, quase manhã,
com um poema na cabeça.
A sorte é que havia papel e caneta.
Escrevi no escuro, o que sentia naquele momento.
Adormeci novamente. Acordei em seguida.
Olhei para o papel e fui 'traduzir' minha letra.
Todo poema que faço, parto de uma idéia,
de um motivo que determino ou que me inspira
naturalmente. O publiquei no meu 2º livro
do jeito que o escrevi, nunca consegui mudá-lo. -
Vou colocá-lo abaixo.
Belo poema, Renato.
Beijos,
Regina

OLHANDO PARA MIM - Regina Lyra

Você me viu profundamente
Vislumbrou minha alma
Desnudou minha calma
Olhando para mim.

O carinho foi súbito
Aniquilou meus segredos
Me fez perder meus medos
Olhando para mim.

A paixão cruzou todo pensamento
Desracionalizando até o entendimento
Despojando o corpo
E deixando a alma nua.

O amor se instalou tomando posse da ação
Do sentimento e da ilusão.

Tomou toda calma
Feito bandido não pôde ir embora
Por isso me diga sim
Olhando para mim.

Lyra, Regina. Sonhos & Fantasias. João Pessoa: Ed. Universitária (UFPB), 2000.

Regina Lyra · João Pessoa, PB 26/6/2008 23:26
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Renato de Mattos Motta
 

Regina
Amei teu comentário
Amei o teu poema
gostei que tu gostaste
Sim.
Obrigado!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 26/6/2008 23:44
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clara arruda
 

feliz por ter sido convidada.
Linda forma de colocar em palavras.Eu amo a simplicidade.Gosto de saber o que estou lendo e entendendo.
O final meu querido me deixou até uma lágrima.
Voltarei.
passo deixando um carinhoso abraço.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 27/6/2008 04:14
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Renato de Mattos Motta
 

Obrigado, Clara,
pelo carinho e pela presteza em atender meu convite!
Volte quantas vezes quiser! Será sempre bem-vinda!
Bjão!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 27/6/2008 07:47
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Samuel Luciano Assunção
 

"Ao meu lado, um som bate no chão
É leve, mas tem o peso
De uma vida, que se vai"

ei renato...prazer em te ler...
muito bom.

um abraço.
samuel

Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis, RJ 27/6/2008 18:43
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PASSAVANTE
 

Seu poema é muito emotivo,b reflete bem o mundo moderno, pós-moderno, pós, pós-tudo. Muito bom..
volto pra votar

PASSAVANTE · Recife, PE 27/6/2008 19:15
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Renato de Mattos Motta
 

Obrigado, Samuel!
Faz muito bem ver que gostaram do que escrevi!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 27/6/2008 19:59
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Renato de Mattos Motta
 

Passavante
Grande poeta!
Obrigado pela visita, pelo elogio e,
já que falou nisso,
pelo voto!

Forte Abraço!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 27/6/2008 20:05
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Raiblue
 


Olá,Renato!!!

E vamos todos de mãos dadas por estas mesmas avenidas do Carlos, mas sem sua rosa..., pois o povo anda seco...mais sertanejo que nunca...

Que linda experiência,Renato!!Emocionante ...já tive apenas umas duas mais ou menos assim...qme que tive que acordar no meio da noite também para registrar as cenas que passavam em minha mente...,mas não foi poema,terminou sendo um roteiro p teatro...foi realmente algo especial...mágico...como é este teu poema...
Não tenho dúvida do diálogo que aconteceu nesse transe...
Emoção pura!!!Lindo demais!

Parabéns!
um beijo azulzen....
Raiblue

Raiblue · Salvador, BA 27/6/2008 20:28
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Raiblue
 

"Mas ela ficará
Na minha lembrança
(E na foto mortuária que tirei)
Longe,
Lá no pólo,
Uma geleira se desfaz
Chorando a flor que se foi
Ou, talvez, chore por outras,
As flores que nunca foram."


Que beleza de versos....profundos!
bjksblue

Raiblue · Salvador, BA 27/6/2008 20:31
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Renato de Mattos Motta
 

Senti o rosto corar
mas olhei no espelho
e me vi azul!

Raiblue obrigado por este raio azul de emoção que acaba de iluminar esta página!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 27/6/2008 20:40
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Ailuj
 

Que estréia maravilhosa,seja muito benvindo Renato
Espero que nos brinde muitas e muitas vezes com outros maravlihosos textos
Um beijo e voltarei pro voto

Ailuj · Niterói, RJ 28/6/2008 01:49
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Renato de Mattos Motta
 

Obrigado,
Júlia
poeta
filha de repentista
amante das palavras.

Bjão
e um obrigado
antecipado
pelo voto.

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 28/6/2008 06:14
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Raiblue
 

Bon jour,Renato...


Você se viu azul
porque é céu
olhos sem nuvens...


(Raiblue)

obrigada pelo lindo comentário lá em minha página, viu?
Besitos azuiszen...sem nuvens...rsrss
Rai...Blue

Raiblue · Salvador, BA 28/6/2008 11:46
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José Carlos Brandão
 

Uma flor brotou do asfalto!
Uma flor morreu na rua.
Só a flor para romper o negro,
o tédio, o consumo, o não.
Da flor morta o sangue
inunda a rua, inunda o mundo.
O sangue da flor vai alagar
a cidade, as máquinas, o trânisto.
Vai restar o que não passa!
Vai restar o sangue da flor
encravado nas pedras, no cimento,
nas almas que ainda subsistem.
Abraços, poeta subsistente.

José Carlos Brandão · Bauru, SP 28/6/2008 11:48
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Renato de Mattos Motta
 

Rai Blue,
um raio azul de sol
iluminou esta página,
extravasou a tela do computador e iluminou meu dia
nesta manhã chuvinhenta de Porto Alegre
Obrigado!
muitos...
muitos beijinhos
azuis e de todas as cores!

José Carlos,
obrigado!
a poesia subsiste
apesar dos tempos!
Forte abraço!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 28/6/2008 11:58
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victorvapf
 

Poeta de mão cheia!!!Parabens

victorvapf · Belo Horizonte, MG 28/6/2008 12:52
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Renato de Mattos Motta
 

Obrigado, Victor!
mas talvez a minha mão não seja tão cheia assim...
Forte abraço

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 28/6/2008 12:59
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clara arruda
 

Volto para tentar colher a flor no asfalto.Quantas terão que ser recolhidas? Quando não mortas, se tornam mortas viva.
De hoje em diante, não precisarás mais me convidar.Amigo a gente agasalha no peito e gera na alma e dele nunca mais se esquece Feliz estou em poder vir e reafirmar o valor do teu texto.
Um beijo em seu coração.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 28/6/2008 13:12
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Samuel Luciano Assunção
 

votando renato...
um abraço.

samuel

Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis, RJ 28/6/2008 17:34
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Lena Girard
 

Um puta texto!!! Lirismo, sensibilidade, beleza, profundidade!! Coisa rara, que emociona. Ainda bem que vim. Lindo teu texto, meu querido Renato! Beijos, menino!

Lena Girard · Belém, PA 28/6/2008 17:59
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PASSAVANTE
 

voltei e voto

PASSAVANTE · Recife, PE 28/6/2008 18:15
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Renato de Mattos Motta
 

Nossa!
Obrigado!
Clara, querida!Obrigado!
Tua amizade é uma flor
que não vou colher...
ao contrário, pretendo
regar e cuidar para
produza muitíssimas outras!
Um beijo
no fundo
da alma!

Samuel,
mais uma vez obrigado
um forte abraço!

Lena
Que bom mesmo que você veio!
Teu comentário me deixa
profundamente emocionado!
(e um pouco encabulado)
Beijões!

Passavante
Grato, gratíssimo!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 28/6/2008 20:05
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Peterso Rissatti
 

E Carlos a essa hora deve estar feliz.

Passei, gostei e votei.

Abraço

Peterso Rissatti · São Paulo, SP 28/6/2008 20:07
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Smalltown Poeths
 

Renato...maneirão véio...que viajem!! Valeu pelas "lágrimas do pólo"...acho é Deus já chorando sobre nós!! Abração e parabéns!!

Smalltown Poeths · Belo Horizonte, MG 28/6/2008 20:17
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Renato de Mattos Motta
 

Peterso
Espero que sim!
Tentei
ser digno do mestre
(o que, por si só,
já é muuito pretensioso!)
Obrigado!


Wilson,
Se não for
Deus-Pai
quem sabe
será a
Mãe-Terra!
De qualquer forma,
precisamos aprender
a acarinhar nosso planeta!
Obrigado!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 28/6/2008 20:40
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Regina Lyra
 

Aquele que renasce
provoca temas
acorda lembranças.

Beijos e votos, Renato.
Bom domingo,
Regina

Regina Lyra · João Pessoa, PB 28/6/2008 22:28
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Renato de Mattos Motta
 

Obrigado, Rainha
Lyra pelo haicai
pelos votos
e pelos beijos
E um bom domingo
pra ti também!
BjÃo!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 28/6/2008 22:54
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zilka jacques
 

Parabéns!!! Votado.
Abraços

zilka jacques · Porto Alegre, RS 28/6/2008 23:44
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Renato de Mattos Motta
 

Zilka,
Obrigado!
Bjk!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 29/6/2008 10:08
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Carlos Mota
 

Êh! Renato,
foto instigante
poesia de raro lirismo
as lágrimas com certeza são da mãe
NATUREZA
Carlos Mota(apenas um t) Goiânia Go 28/06/2008

Carlos Mota · Goiânia, GO 29/6/2008 11:11
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Renato de Mattos Motta
 

Obrigado, Carlos!
Esta flor
que fotografei uns dias antes da história que contei no"sobre a obra" foi talvez o deflagrador primário da poesia.
Ela caiu no chão com um som estranho, eu a fotografei e aquela cena ficou fermentando pra eclodir naquele sonho com as musas, o Drummond, "a flor e a náusea"...

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 29/6/2008 14:43
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Nydia Bonetti
 

Renato
Também acontece comigo, de acordar no meio da noite com o poema prontinho...
Belíssimo teu poema.
abraços

Nydia Bonetti · Campinas, SP 29/6/2008 20:06
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Renato de Mattos Motta
 

Nydia
não tenha dúvida
quando isto acontece,
fomos tocados
pelas 9 filhas
do Poder e
da Memória!
Aí é bom se apressar
porque as musas são caprichosas
e fogem do artista
que não aceita serví-las
com presteza
Deve ter sido por isto
que Picasso
dizia:
"A inspiração existe,
mas tem que te pegar
trabalhando!"

Beijão e obrigado pela visita!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 29/6/2008 23:33
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Efige
 

Renato de Mattos Motta , agradeço sua mensagem.Vim,vi,li e votei, torcendo por você, poesia boa, merece todos os votos.
Efigênia Coutinho

Efige · Balneário Camboriú, SC 30/6/2008 10:18
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Renato de Mattos Motta
 

Obrigado, Efigênia
Também gostei bastante dos teus poemas!
BjÃo!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 30/6/2008 12:18
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azuirfilho
 

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre (RS)
A FLOR E O ASFALTO

Bom Trabalho Amigo Poeta.
Tudo esta relacionado e o melhor é como vocé fez e plantou amor em tudo.
Em meio a esse tudo que vemos e vivemos o que conta é o sentimento de amor que se pode fazer manifestar.


......Longe,
Lá no pólo,
Uma geleira se desfaz
Chorando a flor que se foi
Ou, talvez, chore por outras,
As flores que nunca foram.


Ficou muito legal.
Parabéns e receba meu voto por merecimento.

azuirfilho · Campinas, SP 1/7/2008 11:07
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silviaraujomotta
 

Gostei muito.
Você é mesmo um POETA estrela de magnitude exemplar com seus temas criativos.Parabéns!
UM VOTO CERTO e um beijinho doce, Sílvia.

silviaraujomotta · Belo Horizonte, MG 3/7/2008 09:44
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Renato de Mattos Motta
 

Azuir, obrigado
Um forte abraço!

Silvia, que bom que você gostou!
Bjk!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 3/7/2008 10:30
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Adroaldo Bauer
 

Ô Renato, me perdoa. Eu lera na oportunidade da edição.
Não comentara porque ando meio ciclotímico, meio drogado com uns medicamentos que me dão mais que sono.
O teu poema apanha o cotidiano e a história humana muito bem.
É um aliado a mais na defesa de que devemos deixar aos que nos sucederem, pelo menos, uma terra como a recebemos para viver, se não pudermos fazer melhor.
Um abraço.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 19/7/2008 22:11
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Renato de Mattos Motta
 

Valeu, Adroaldo!
És sempre bem-vindo! Ainda mais que és amigo dos meus amigos não-virtuais:
Rô, Zé Augustho e Danúbio!
Abração!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 19/7/2008 23:41
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