Agruras remotas de sonhos desvalidos
Caminhos seguidos pela foice iluminada
Qual polido aço a ferir carnes, espedaçar sonhos
E assim ao caminho, restos de inteiros fragmentados...
A lâmina fria a percorrer os calafrios alheios
O tênue toque faz verter cachoeiras, em sangue
E no torpor exalado da carne, ficam os pedaços
Da foice que não ilumina mais sonhos...
Do alto monte...
Reviram-se os porões da morbidez
E se postam personagens bizzaros,
do alto monte o grande mestre observa e espreita
Vítimas, vítimas, vítimas...
O escárnio de outrora revestido de glória
Pois a cada sonho arrebatado, uma vida abduzida
E do sangue derramado sua vingança é agraciada Acompanhado pelo doce ocre dos olhares...
Dos olhares...
Pavor, medo, pânico, solidão, crença
Todos olhares de quem se vai, de quem se deixa
O ceifador é certeiro e algoz de suas mãos
Executa o ato sem pestanejar, gélido, cruel e humano...
Furtar sonhos e desesperanças no âmago do medo
Essa a função da foice iluminada, destemida, humana e real
Desfere milimetricamente seus golpes, jugularmente fatais
No grand finale o sorriso estampa sua face, retornado à luz...
Das vítimas...
Medos alimentam inseguranças, a foice espreita
Crenças confundem as mentes e as emoções, a foice rastreia
Vidas que se rotulam em demências, a foice ilumina
Afinal, quem são os loucos? O ceifador? ...
A foice arrefece os ânimos do algoz
Quando em grande agitação brada o feito consumado
Olhar gélido, coração quente a palpitar à mão
Mas não tema é tudo ficção!!!???
Tudo está contido... vem na essência... deixe aflorar...
A foice ceifadora de resgates...
Perfeitamente tétrico! Muito bom!
Provavelmente vc já é lá do vale, mas se não for, sinta-se convidado a entrar.
Beijos
Não sou do Vale, pois quando em tempestades cobre-se de água e perde-se estoques inesgotáeis de sangue, vivo no alto monte, onde se conserva a seia vital da minha vida.
Mas vou pensar no seu convite com o âmago em desalinho, que aí talvez, o aceite.
Beijos de língua banhados pelo bálsamo da misericórdia.
Afoice.
Fizeste como um mágico que revela a tua magia, mas a tua magia enfeitiça bastante, concordo com Me Morte no tocante a ser desnecessária essa apresentação, mas trataste os iniciantes, como me classifico, com os iniciados e isso prova uma retidão no teu caráter, me desculpe se soar como um elogio, nesse mundo isso deve ser terrível, rsssssssssssss
Estou num vôo contínuo em busca do Sol, apago as trevas da minha vida, mas não a ignoro, respeito profundamente esse lado e adoro a noite, a lua e tudo o que lhe acompanha, mas tendo ao dia , à Luz e ao que é positivo, prefiro aguardar a morte como a maioria, sem ter muita pressa.
Quando aprecio uma obra desse naipe, seja o teu poema, seja um filme, acredito que uma parte do ser humano sem dúvida é fascinada pelo tema, no seu caso, vira uma obsessão, procurando entender tal fascínio, uma vez que é um lance totalmente subjetivo, vejo que paradoxalmente o sexo entra como um elemento básico e tirando o orgasmo que é uma pequena morte, não consigo entender a associação, se pudesse me explicar, por favor gostaria de saber, por que quem liga com a Morte é tão tarado, se eu que mexo com a vida, falo de uma boceta ou de um caralho já me caem emn cima com Censura e eu tô vivo, porra, tem que morrer pra trepar e gozar em plenitude ?
Que maus !
Um abraço, soturno !
RSVP & RIP
É preciso conhecer a maldade e a perversão para se entender os medos que rondam as noites, povoadas de almas errantes que aos olhos mortais são invisíveis... mas presentes nas premonições e nas vidas passadas...
Não estou aqui para ser elogiado, quero a antítese, e não ponham essa porra de "voto" nos meus postados.
Me Morte e Alcanu grato pela visita.
Alfoice
Realmente pavoroso...
Mas saiba que:
É da noite que gosto, é na noite que apareço para os casais apaixonados, boêmios incansáveis, andarilhos e também mulheres da vida ... Me chamam Rosa Mística..
Nao seja tão cruel aceite meu votinho.
Voltarei
A sua rosa de tão bela e singela singrou os mares do meu coração vazio e eriçou a derme sedenta do meu sexo selvagem, que em volúpia incontida ergueu a foice iluminada com seu encanto...
De fêma não quero votinho, quero a derme, o coração, as entranhas, e se gostas da noite, taciturnos seremos a alçar vôos altaneiros, como águias a espreitar almas...
rosamística estou com a foice em você, no teu encalço, na tua cola, poste suas rosas e demonstre seus espinhos, sangra a minha derme, crava tuas unhas em delírios minha alma, me derrete com suas delícias, com seus perfumes...
Beijos nos baixos-lábios e na bôca.
Afoice.
Oi Alice... humm... vou te apresentar a um amigo meu...
Pois minha rosa mística é insubstituível....
Afoice.
Se sabemos o que é bom, é porque já vimos o que é ruim. E, às vezes, nos cobrimos da morbidez, da escuridão, do tétrico, tão somente para esconder e proteger o nosso lado mais frágil. És um grande poeta! E corajoso também! Quem nunca esteve, um dia, na escuridão? Beijos tenebrosos, menino.
Lena Girard · Belém, PA 16/6/2008 18:52E olha, menino birrento, mesmo que não queiras meu voto, ele já está aí, viu? Beijos, desta vez, suaves e carinhosos.
Lena Girard · Belém, PA 16/6/2008 18:56
Muito mórbido. Realmente um poema muito bom. O medo representa a parte frágil do ser humano. E quem não os tem. Uns com mior outros com menor intensidade. Mas em algum momento temos medo. Medo da perda, medo do sucesso, medo do insucesso. Enfim. Se pelo menos a sua morte for justiceira, ou seja, justa, tudo bem. Ela um dia virá, mesmo que a ignoremos.
Parabéns macabros pra vc.
Votado, mesmo contra a sua vontade.
ABRAÇOS
Mesmo dando passagem ao mórbido, ao bizarro, às trevas e ser profundo apreciador dos dias ensolarados não pude deixar de admirar o seu texto muito bem escrito e que não perde o fio do contexto.
Abçs.
Demais!!!
votadOOOO!!
"Tudo está contido... vem na essência... deixe aflorar..."
tão natural quanto viver...
Parabéns!
Acho que é por ai
"!pavor, medo, solidão, crença........."
muito bom. E fiquei contente por ter o meu secreto completado os 70
abraço
andre.
Ia dizer que votei, mas já me excomungastes por osmose... De qualquer forma, a Morte, assim como os espelhos, são meus temas recorrentes... Ambos fazem parte da vida e nos dão pano pra muita manga... Roberto Girard me indicou esse teu mergulho no oceano insólito da guardiã das profundezas gerais... Tenho algo similar que publicarei brevemente... Te avisarei... Por ora http://www.overmundo.com.br/banco/onde-viceja-a-saudade te aguarda... Abraços etéreos...
Pepê Mattos · Macapá, AP 18/6/2008 10:08
BETO, ESTÁS PARTINDO PARA UM GENERO^NADA ROMÂNTICO, MEU AMIGO, rsrsrsr. BEM, O QUE DIZER.....FALAR SOBRE SANGUE, FOICE, CORTES NA CARNE, ISSO ME DEIXA NERVOSA.
MAS QUEM TEM TALENTO , DESCREVE E ESCREVE SOBRE QUALQUER TEMA. PARABÉNS, SUCESSO NESSA EMPREITADA! POEBEIJOS.
Uma alusão que sempre faz parte a depender de quem lê o mesmo e sua visão acompanhada dos delírios subconsciente! Gosto da magia e da exploração do tema morte: " Todos a temem já conheceram e melhor esqueceram como são finalizados materialmente por ela. Mais não lembram que todos os dias ela vem visitar durante o sono. A cada dia ao respirarmos morremos mais e mais." Não é belo? Humm, sinistro talvez, mas quanto mais se morre mais escreve-se sobre ela e ler-se mais sobre o enigma da morte! Muito mortal esse texto todos pararamo ao ler. Morreram um pouco ...Maravilha! Parabéns belos textos góticos.
MaluFreitas · Salvador, BA 26/6/2008 19:22Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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