A Folha Seca

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Renato Torres · Belém, PA
22/8/2007 · 181 · 63
 


não vou te infligir o golpe de nenhuma culpa
se acaso a desculpa se abater, inevitável.
vou evitar a cicuta, a desordem sem escuta,
todo líquido inflamável.
vou sorvendo gota a gota a pergunta
silenciosa do teu ser inquestionável,
e assentir à sina rota, e à rota insegura do inefável.

não se aflija se me calo ao calor do que acontece.
só quem desce do seu salto sabe o calo que lhe cresce
e aparece assim sem mais, como relevo importuno.
sou tão vago, um gatuno, presa fácil da incerteza,
volta e meia vontade pisando em corda bamba,
um caixeiro viajante da mutreta e da muamba,
sou do rock, eu sou o samba, buginganga,
jóia rara que se dispara em bodoque.

se te incomodar o toque feito em verso de poema,
abandono meu esquema, queimo meus papéis no vento.
ainda restará o alento da fuligem espalhada,
escrita carbonizada que me dirá ao relento,
ao restolho mineral tornado de novo terra,
nutrindo de novo a fera vegetal que recrudesce,
incontinente, na prece erguida em verde folha.

haverá esta escolha de sentar-se à sua sombra
em dia de sol intenso.
não te espanta se o imenso resumir-se em folha seca
repousada em teu colo: minha cabeça
meus olhos, meu coração, o que penso
pousam breves, sem tormento
para guardares, ou não.

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Autoria
Renato Torres
Ficha técnica
Poesia Paraense
Poesia Brasileira
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Rangel Castilho
 

Renato, sim ao amor.
Nos subjugamos e nos tornamos pó e poeira,
votamos ao chão e pelo toque da mão daquela que é só por ser, qual foha seca ao vento, pousam breves em seu colo: Renato Torres e tudo o que é...

Rangel Castilho · Anastácio, MS 20/8/2007 14:00
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crispinga
 

Será que é o açaí de Belém o causador desses fenômenos poéticos? Voltarei, com certeza!
Bjs
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 20/8/2007 14:08
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Nivaldo Lemos
 

Renato,

bonito poema, bom ritmo, quase música - a qual será de fato se lhe acrescentares melodia. Gostei. Volto para votar.

Apenas uma observação: o título está repetido e, como ainda está em edição, vale corrigir.

Um abraço e obrigado pelo convite.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 20/8/2007 14:10
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Renato Torres
 

rangel,

apesar de dizermos sempre sim, o amor às vezes nos diz não. e é precisamente nesse momento que se dão poemas como este. obrigado por vir, ler e comentar, mano.

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 20/8/2007 14:14
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Renato Torres
 

oi cris,

devo te dizer que, apesar de ser de belém, e gostar de açaí, não tenho o costume de tomá-lo! mas há outras frutas que podem levar essa culpa...;)
obrigado pela leitura e comentário.

beijo,

r

Renato Torres · Belém, PA 20/8/2007 14:16
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Renato Torres
 

nivaldo,

é verdade, mano... tem muito do que produzo que traz essa musicalidade muito marcada... o poema parece que pede - e eu ainda chego a dizer sou do rock, eu sou o samba, o que acaba por reiterar a vocação para canção. acatada a sugestão de edição, já retirei o título duplicado... valeu!

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 20/8/2007 14:19
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linney
 

É...ele é musical,e cada verso do poema é marcante e de grande beleza.
Parabéns,abraços!

linney · Canoas, RS 20/8/2007 15:22
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Cida Almeida
 

Também ouvi a melodia, uma cadência assim sussurrada pelo vento... Um ímpeto abrasivo de Álvaro de Campos apaziguado pelas mãos suaves de sentir e não pensar de Alberto Caeiro... E a poesia repousa serenamente, como alguém que sossega a cabeça ao colo do aconchego, a leveza de folhas secas, depois de tudo depurado, destilado, exaurido, a palavra lavrada entregue à natureza encantatória do vento... Para se guardar ou não. E a minha alma guarda>

Grande abraço, Renato!

Cida Almeida · Goiânia, GO 20/8/2007 15:34
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Saramar
 

Cada esrofe é um poem ainteiro e belo nesta quase ode à pessoa amada.
Que delicadeza essa folha seca, humilde, pousada em colo talvez renitente.
Lindíssimo!
Se me permite mostrar uma pálida semelhança com seus belíssimos, outro dia escrevi um poema que termina assim:
"depois me deitar no seu colo,
como se eu fosse flor
e um vento me curvasse,
o vento súbito do amor."

beijos

Saramar · Goiânia, GO 20/8/2007 16:13
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Marcos André Carvalho Lins
 

excelente poema!!!
gostei bastante.
"vou sorvendo gota a gota a pergunta
silenciosa do teu ser inquestionável,
e assentir à sina rota, e à rota insegura do inefável."
muito bom!!!
abraços,

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 20/8/2007 16:51
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Andre Pessego
 

Renato, eu tenho me referido essa capacidade da rima em zigue-zague; rima por dentro, uma das formas mais difícies porque ela acontece quase que de chofre, instintivo, ela não é do conhecimento acadêmico ela é da sensibilidade.
- Nos martelos, vários alagoanos, agalopados, beira mar, os grandes do repente derrubavam o adversário com este tipo de rima, e a métrica era mais ou menos livre, não solta.
um outro repente que a usa é o "GABINETE", de tão difícil tenho notícias de poucos, em Sao Paulo tem o Sebastião Marinho e a Mocinha de Pacira, que o antam rigorosamente de repente.
um fenômeno.
.....culpa
.......desculpa
........cicuta.........escuta
.....gota à gota
....a sina rota, e à rota insegura
tudo sem prejuizo das rimas normais.

Estou com:
DA PONTINHA DE CHICO REI, ao negro sem terra,

já saiu da fila de votação, está no meu perfil no arquivos,
tomo a liberdade de lhe pedir pra ver, um abraço,
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 20/8/2007 17:07
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brigitte
 

"Não vou te infligir o golpe de nenhuma culpa
Se acaso a desculpa se abater inevitável.
vou evitar a cicuta, a desordem sem escuta,
todo líquido inflamável."
Esses versos são soberbos.O poema revela a sensibilidade inesgotável do ser frente os reveses dos relacionamentos, das peripécias da vida. Leio e não me canso de ler.
Demais. Voltarei para votar.
Abraços.

brigitte · Goiânia, GO 20/8/2007 17:30
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Roberta Tum
 

Rapaaaz!
Fazia tempo que eu não lia algo tão rico, tão denso, tão
belamente construído em versos bem amarrados.
Adorei, e volto pra votar!

Roberta Tum · Palmas, TO 20/8/2007 18:02
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Lígia Saavedra
 

Puxa! Renato, queria ter sido a primeira a te dizer tudo o que nossos amigos elogiaram da poesia e tambem confirmar que ouvi musica nos teus versos.
Vc cantou notas musicais entre as palavras.
Bjs

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 20/8/2007 20:14
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carlos magno
 

Na hora de votar me avise porque eu adorei o ritmo a construção a sonoridade e tudo. Meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 20/8/2007 20:58
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Marluce Freire Nascasbez
 

Renato,

Que sensibilidade, que pouse as folhas secas no ventre da terra, brotando assim nossos poemas desse naipe!

Um aBRAÇO, Marluce

Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba, PE 20/8/2007 22:40
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Marluce Freire Nascasbez
 

Renato,

Que sensibilidade, que pouse as folhas secas no ventre da terra, brotando assim novos poemas desse naipe!

Um aBRAÇO, Marluce

Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba, PE 20/8/2007 22:41
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
MERIREU
 

Não sei fazer poemas, muito menos poesia Aliás nem seie a diferença entre elas, mas sei quando gosto e quando sonho.Trovoadas. Um raio interpõe no meu sonhar.


CHUVA

Antonio João de Jesus


Sinto o cheiro molhado da terra.
Chove, é a primavera que vem cheia de prazer e euforia.
Mas, porque tanta estupefação, se há muito já é primavera no meu coração.
Não me importo com essas loucas alegorias
Imposta pela paleta natural, que exubera e esparrama cores.
Então vem o verde, verde muito verde, meio verde, pouco verde.
E grita, amarelo é verde? Só para os surrealistas.
E azul é verde? Só para os poetas.
Ora, indignado proclamo, amarelo, azul e verde; não é cor, é amor.
Ou o amor é ditame da primavera
Só porque ela promove a dor da cor e da terra.
Mas lá do morro, eu morro.
Morro nas flores amarelas, azuis e verdes.
Flores verdes? Isso sim é surrealismo,
Mas na primavera as cores são poesias
E no morro quando morro, tudo é possível, tudo é amor.
Trovoadas. Um raio interpõe no meu sonhar.
Chove e não sinto mais o cheiro da terra molhada.
Nem os beijos, os verdes, as cores e o amor.
Mas, enfim, a primavera ficou.


Em Cuiabá tem cururueiros.
No Nordeste repentistas, no Sul os gauchos exuberam e pelos "Brasis", incultos cultuam o bom, e é bom aprender com os bons, antes e depois dessas trovoadas.
Abração cara.
Merireu

MERIREU · Cuiabá, MT 21/8/2007 00:29
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Renato Torres
 

linney,

fico feliz em saber-te presente... valeu mano!

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 14:08
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Renato Torres
 

cida,

muito me impressiona a tua precisão descritiva das tuas sensações, a citar essas duas influências tão báscias na minha escritura... e mais ainda, diagnosticando impulsos agressivos que se sublimam por outros apascentadores... bárbaro! este texto, devo dizer, foi produzido sob um certo azedume, uma sensação de impotência diante de uma situação amorosa sem saída. mas, como a obra depois de finalizada toma suas próprias rédeas, à minha revelia, vejo que a suavidade das metáforas naturais venceu no fim. fico feliz!

beijos,

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 14:15
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Renato Torres
 

saramar,

muito bacana essa tua observação de que as estrofes se bastam como poemas, isoladamente... especialmente as três primeiras! não havia percebido isso... mais uma vez, é curioso que diversas leituras apontem apenas para a amorosidade do poema... há nele, para mim, tanta revolta! rsrs... mas, enfim, é a autonomia da obra (aberta). os teus versos não são de forma alguma inferiores (há mesmo isso de medições que inferem valor maior ou menor? acho estranho...) eu adorei! mas reitero: os teus, sim, são cheios de amorosidade... os meus estão cheios é de dor-de-cotovelo, mana...

beijos!

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 14:25
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Renato Torres
 

grande marcos,

o teu gostar muito me apraz... obrigado por vir, ler e comentar!

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 14:45
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Renato Torres
 

mano andré,

super legal falares dessa rima em zigue-zague, que eu chamo de rima ecoada, pelo meio das frases. é mesmo uma coisa (agora percebo melhor, depois de citares) que tem muito do repente nordestino, ou que encontra consonância na construção do verso repentista. isso veio acontecendo na minha escrita aos poucos, e fui tomando gosto, tornando isso um esforço mais consciente - ainda que, como bem disseste, não seja algo muito racional, metódico... vai surgindo meio que instintivamente, mesmo. obrigado por tuas observações argutas. é claro que irei visitar seu post, não se acanhe em sempre me convidar... para mim, será um prazer!

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 14:52
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Renato Torres
 

menina brigitte,

isso! foste certeira: reveses. estar às voltas com objetos de amor que não se podem alcançar é um desgaste enorme. ainda bem que podemos, pelo menos, escrever...

beijos!

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 14:55
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Renato Torres
 

olá roberta...

...e eu fico realmente grato de que gostes do texto! obrigado pela leitura e comentário.

beijos!

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 15:04
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Renato Torres
 

lígia!

essa música que não larga do nosso pé, né? ;) ainda bem! não importa que todos já tenham dito... teres vindo e dado um aceno é mais que suficiente!

beijos,

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 15:07
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Renato Torres
 

carlos,

pode deixar, que eu te aviso sim! valeu ter vindo, e gostado, mano...

abraços!

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 15:09
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Renato Torres
 

mano merireu,

poesia tem a ver com coisas que se faz por necessidade, sabe? não, não é preciso aprender a fazer... é algo que se dá, como um impulso natural, humano. o ser humano tem carecência de dizer-se, isso porque a existência é mesmo uma coisa cheia de interrogações inventadas por nós mesmos, daí a nossa imensa responsabilidade em dar conta disso. ou como diria meus avós: quem pariu mateus que o crie.
mas o mateus-poesia é algo que se pare e cria a um só tempo, e, veja só como são as coisas: quando lemos algo que nos move, também estamos a pari-lo/criá-lo! e a nos reconhecer como raça... e pode ocorrer também de, por uns breves instantes, até nos sentirmos num enlevo de quem tem as questões todas respondidas, nenhuma inquietação... ah, esse mistério! e o maior segredo é não haver mistério algum.

abrações, mano!

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 15:30
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Renato Torres
 

marluce!

que assim seja, minha amiga!... como folhas, ou como falhas, que sigamos na escritura...

beijos,

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 15:39
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Benny Franklin
 

Renato, Salve!
Priomorosa criação poética. Versos concretíssimos, soberbos e sem as amarras do convencional. Mano, é assim que gosto de ler poesia de origem belemita (perdôe-me a incerta). Dela, espero que se apresente, dê seu recado e sai com a leve sensação de que já está fazendo falta.
Parabéns! E que a fruta que comes - e há tantas que nos inspiram a tantos versos reais -, continuem a te imbutir a graciosidade da palavra olvidada,
porque bem feita é.
Abçs. Benny.

Benny Franklin · Belém, PA 21/8/2007 17:47
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Benny Franklin
 

Renato, Salve!
Priomorosa criação poética. Versos concretíssimos, soberbos e sem as amarras do convencional. Mano, é assim que gosto de ler poesia de origem belemita (perdôe-me a incerta). Dela, espero que se apresente, dê seu recado e sai com a leve sensação de que já está fazendo falta.
Parabéns! E que a fruta que comes - e há tantas que nos inspiram a tantos versos reais -, continue a te imbutir a graciosidade da palavra olvidada,
porque bem feita é.
Abçs. Benny.

Benny Franklin · Belém, PA 21/8/2007 17:47
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BETHA
 

RENATO,
gostei do tema, do jogo de palavras que vc faz tão bem, e principalmente da força que envolve todo o poema. Nem sei destacar o verso mais marcante mas "não se aflija se me calo ao calor do que acontece" me marcou bastante.
abçs de Betha, até a votação.

BETHA · Carnaíba, PE 21/8/2007 18:46
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Renato Torres
 

mano benny,

o que como e o que não como me dão fome - essa fome de palavra esquecida de que falaste, com precisão. viver é estar às voltas com fomes várias, algumas do espírito, outras contrárias, muitas do corpo, certas misérias involuntárias. mas temos de dar um jeito nisso, né? em belém de jerusalém, ou em belém do pará...;) valeu ter vindo, mano!

abraços!

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 20:44
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Pensei que o poema MORADA fosse o acaso rabiscando um momento genial. Enganei-me, felizmente. Você parece fadado a escrever muito melhor do que nos permite nossa parca inteligência... se eu morrer por esses dias pode ter certeza que foi de inveja. CACÊTE !

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 21/8/2007 20:46
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Renato Torres
 

betha,

nada mais incômodo que ficar em silêncio, né? incômodo pra quem esteja perto, e queira saber o que estamos a pensar... é forte, sim, porque a vida tem força, inclusive de nos derrubar, deveras... recebo teus abraços, amiga, satisfeito com sua visita.

beijo,

r

Renato Torres · Belém, PA 21/8/2007 20:47
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LAILTON ARAÚJO
 

RENATO TORRES

A "Folha Seca" está viva...

Com quase todos os elementos da rima em transição.

Mistura de sons...

A métrica lembra a dos martelos alagoanos...

Com fusão da Tropicália! Tom Zé's em 2007!

Falta apenas uma voz para o canto...

Parabéns!

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 21/8/2007 23:17
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LAILTON ARAÚJO
 

Votando nos versos tortos e musicais!

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 21/8/2007 23:19
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Humberto Firmo
 

O macrocosmos resumindo-se em microcosmo
para poder caber dentro, sobre um colo.
Pô Renato, tá bom demais esse teu poema.
Parabéns meu irmão!
Abraços calangos!

Humberto Firmo · Brasília, DF 22/8/2007 07:18
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Noelio Mello
 

Renato.
Depois de repousar a cabeça no colo macio, resta o silêncio do desamor ou um alarido louco de um amor que não conhece o finito.
Abraços
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 22/8/2007 10:29
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Valério Fiel da Costa
 

Esses poemas eu já conhecia da página branca. Tomei a liberdade de copiá-la na íntegra há uns meses atrás para ler com calma. Nem por isso deixo de ficar deslumbrado com a robustez da tua poesia.

Uma poesia completamente musical: lidas com gestualização de objetos sonoros a todo momento (sabes disso). Bom ouvido de poeta-músico. Graças a isso, podes te dar ao luxo de falar sobre qualquer coisa em qualquer nível.

Em música costumo ser impiedoso quando o virtuosismo se propõe enquanto objeto. No seu trabalho, porém, sinto que o virtuosismo é como que arrastado por uma maré. Está à deriva. Consequência de uma opção primeira pelo canto e pela dança. Opera suas pesadas máquinas apenas da coxia posto que o palco está repleto de personagens.

Setembro... setembro... setembro...

Valério Fiel da Costa · São Paulo, SP 22/8/2007 13:01
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Cintia Thome
 

Estive aqui vátrias vezes para ler teu poema , extraordinária beleza,
embala os sonhos sofridos, o desamor ou a paixão desenfreada..Lindo

VOTADO
Cintia bj

Cintia Thome · São Paulo, SP 22/8/2007 16:47
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
 

Não há mais o que dizer... agora, é BISAR o comentário (?!) como mostra de admiração incontida e ler/reler até decorar essa maravilha maravilhosa. Raios me partam, ainda há prazeres ignotos que essa vida de crimes e desgraças não nos tirou. ALELUIA, mano!

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 22/8/2007 19:15
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Renato Torres
 

mano nato,

...rsrs! NÃO, não vais morrer... tenho certeza! eu, francamente, não sei se há acasos comprovados na vida - tudo resulta de processos, mano... mas há algo que me espanta no que pode a arte (um dia publico um pequeno texto que escrevi com este título, o que pode a arte), e na poesia, desde sempre. sempre feliz em ter tua presença, mano, obrigado!

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 22/8/2007 20:06
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Renato Torres
 

olá lailton,

... e que tal se fosses essa voz? vejo que empunhas um belo pinho sobre o peito! não me importaria nem um pouco se a flha seca se transformasse em canção... que tal?

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 22/8/2007 20:09
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Renato Torres
 

olá humberto!

mano, fico vibrando quando consigo um novo olhar sobre esses escritos... espero que, como este, aprecies outros posts já publicados por mim aqui no overmundo. valeu ter vindo!

abraços!

r

Renato Torres · Belém, PA 22/8/2007 20:11
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Renato Torres
 

manoélio,

sabes, eu bem quis repousar a cabeça n'algum colo, mas nem isso deu pra fazer... deu pra escrever esse texto tão amargo. mas a doçura de atenções como a sua me fazem crer que vale mesmo o desamor quando o propósito final é a beleza das coisas definitivas.

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 22/8/2007 20:14
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Renato Torres
 

valério, meu mano,

é para mim tão saboroso que tenhamos nos tornados parceiros, pelo tanto que respeito e admiro tuas visões artísticas. assim o é com fábio, na mesma medida... és de uma felicidade absoluta ao usar a imagem da maré nas profusões práticas da minha criação, pois há mesmo um caráter fluido, por opção consciente, para alcançar níveis inconscientes ao resultado. é um risco total, pois não há domínio real do que poderá ser nem a forma, e muito menos o que esta provocará no fruidor. talvez uma radicalização do conceito do Eco sobre a abertura da obra de arte: aqui, um banzo de maresia põe a obra em constante movimento, à revelia do próprio olhar de quem observa... mas não seriam assim todas as obras de que gostamos? sei lá... é bom demais estar a criar!

abraços! e que venha setembro!

r

Renato Torres · Belém, PA 22/8/2007 20:23
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Renato Torres
 

cíntia...

é bom saber de tuas constantes visitas...! estou honrado e feliz que haja tamanho alcance dessa produção. e veja: esta escritura se oferece como um bem comum, portanto, ela pertence a todos os que precisam dela, como na fala da personagem mário em o carteiro e o poeta.

beijos,

r

Renato Torres · Belém, PA 22/8/2007 20:28
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Renato Torres
 

nato, mano velho...

que bom que voltaste!... sinal que não morreste! ;)
mais que a tua admiração, me agrada mesmo é a tua amizade, tua atenção. precisamos é nos encontrar pra tomar umas cervas e bater um papo, né mano? a gente aproveita e chama o benny e a lígia, e faz uma farra! ALELUIA!!!

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 22/8/2007 20:31
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crispinga
 

"...Quando piso em folhas sêcas, caídas de uma mangueira, penso na minha Escola , na minha Estação Primeira...
Nem sei quantas vezes...
Subí o morro cantando...
Sempre o sol me queimando..."
Lembrei do Paulinho da Viola
Bjs
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 22/8/2007 21:58
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Juliaura
 

Bravo!
(nos dois sentidos)

Juliaura · Porto Alegre, RS 22/8/2007 21:59
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Ana Flor
 

Posso sentar-me um pouco do teu lado? Ou um pouco mais longe, como quiseres... pra não destruir as folhas secas do teu jardim, que são tão belas...


flor

Ana Flor · Belém, PA 23/8/2007 18:38
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Renato Torres
 

oh, cris...

lembrar desses versos do nelson cavaquinho na voz de paulinho da viola é covardia comigo!... aí já é dor demais, é beleza demais! mas um dia chego lá.

beijo,

r

Renato Torres · Belém, PA 23/8/2007 21:57
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Renato Torres
 

juli,

mas desfiz logo a cara de bravo ao ver-te por aqui... brava! (num sentido só... o melhor!)

beijo,

r

Renato Torres · Belém, PA 23/8/2007 21:58
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Renato Torres
 

florzinha,

...mas as folhas secas desse jardim foram feitas para serem pisadas mesmo. podes sentar, deitar, rolar, como quiseres... elas são especialmente para os teus pés.

beijos,

r

Renato Torres · Belém, PA 23/8/2007 22:00
sua opinião: subir
André Gonçalves
 

folhas secas, almas leves, versos verdes, tristezas breves.

André Gonçalves · Teresina, PI 24/8/2007 13:16
sua opinião: subir
Osvaldo
 

Renato,
você está de parabéns!!!
Abraços!!!

Osvaldo · Olinda, PE 24/8/2007 23:21
sua opinião: subir
Renato Torres
 

andré,

teu comentário, sempre sucinto e preciso, resume a ópera dos percalços deste poema sem leito. obrigado por ter vindo!

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 27/8/2007 11:19
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Robert Portoquá
 

Valeu Renato!
Bom demais de se ler.
Parabéns.
Grande abraço!

Robert Portoquá · Adamantina, SP 2/9/2007 12:29
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Renato Torres
 

osvaldo,

obrigado por ter vindo e lido, mano...

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 4/9/2007 22:15
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Renato Torres
 

olá robert,

que bom que aceitaste o convite! fazia tempo que não aparecias... valeu!

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 4/9/2007 22:17
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Levi Orlando
 

Caro Renato:
Desde que vc postou comentário num poema meu, estava curioso pra conhecer suas colaborações, mas como vc sabe, a gente não dá conta de acompanhar com a devida atenção tudo que rola de interessante aqui no Overmundo.
Com um certo atraso, acabo de ler vários poemas seus, e foi uma grata surpresa. Depois de todos os comentários anteriores, resta pouco a dizer, e corre-se o risco de ser repetitivo.
Mas eu costumo dizer que se tem a exata dimensão de quando um poema se mostra pleno de significados é no momento em que vc tem a sensação de que gostaria de tê-lo escrito. É o caso deste seu.
Um abraço.

Levi Orlando · Porto Alegre, RS 14/9/2007 19:57
sua opinião: subir
Renato Torres
 

olá levi,

essa sensação de que falas, a de "eu gostaria de ter escrito isso", eu a chamo de reconhecer-se. é quando, como já disse num comentário à cida, um poema vem morar em nós, adequando-se com justeza, e nos reconhecemos na fala poética d'outro ser. então ocorre, meu caro, que o poema também passa a ser seu, tão seu quanto meu, que o escrevi. fico muito feliz que tenhas te interessado pelo meu trabalho, e te reconhecido nele.

abraços!

r

Renato Torres · Belém, PA 15/9/2007 11:48
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