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A Formação da Cultura Colonial Brasileira (resenha tríplice)

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Léo Pinto · Vitória, ES
1/10/2006 · 100 · 3
 

INTRODUÇÃO:

O presente trabalho visa mostrar como se deu a formação da cultura brasileira, tendo como ponto de partida o século XV em Portugal, quando se intensificou o seu desenvolvimento cultural.

Primeiro de tudo, o que significa o termo cultura ?

Este é um termo difícil de se definir com exatidão e de modo satisfatório para todos.

O Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa, considera cultura como sendo “o complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e doutros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade; civilização”.

Podemos encontrar ainda no mesmo verbete, cultura como sendo “o desenvolvimento de um grupo social, uma nação, etc., que é fruto do esforço coletivo pelo aprimoramento desses valores; civilização, progresso”.

Não devemos estudar os costumes, as tradições, ou as crenças de um povo ou de uma sociedade, adotando como ponto de vista a cultura em que estamos inseridos, porque “cada realidade cultural tem sua lógica interna, a qual devemos procurar conhecer para que façam sentido as suas práticas, costumes, concepções e as transformações pelas quais estas passam” (Santos, 1983, p. 8).

Quando fazemos parte de uma determinada cultura, às vezes caímos no erro de acharmos que todas as outras são inferiores, primitivas e imutáveis. Segundo José Luiz dos Santos (1983, p. 47), nada do que é cultural pode ser estanque, porque a cultura faz parte de uma realidade onde a mudança é um aspecto fundamental.
As nossas realizações como seres humanos partem do princípio de que podemos aprender a entender e a conviver com a diversidade de culturas, assim, nos livraremos das visões distorcidas ou mesmo pessimistas.

O trabalho tem início com a análise do texto de Miguel Reale, intitulado Cristianismo e Razão de Estado no Renascimento Lusíada. Ele vai explicar como que cada um dos três tópicos contidos no título (Cristianismo, Razão de Estado e Renascimento), foram responsáveis para a formação e a compreensão de ambas as culturas, a portuguesa e a brasileira.

Em seguida, utilizo o texto Colonial e Barroco, de João Adolfo Hansen, para mostrar como que ele apresenta o significado de tais termos e a maneira como ele aborda a influência destes no início da cultura luso-brasileira no século XVII, já que os indícios de uma cultura propriamente brasileira só começaria a ser concretizada a partir do século XVIII, e na construção de uma “realidade brasileira”.

Já em Festas e Utopias no Brasil Colonial, de Mary Del Priore, é demonstrado os interesses políticos, religiosos e simbólicos das festas, danças, jogos e músicas do período colonial brasileiro, bem como as suas origens, fundamentos e influências.

São três textos que, juntos, traçam o caminho realizado para a consolidação de uma cultura, que vai desde o surgimento do Renascimento em Portugal, até as tradicionais festas e manifestações de raízes lusas, que acabam se mesclando com as não menos importantes expressões indígenas e africanas.

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informações

Autoria
Léo Pinto
Ficha técnica
Trabalho acadêmico apresentado na graduação do curso de História pela UFES, em 1998, para a disciplina de História da Cultura Brasileira.
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Daniel Duende
 

Ousado!
Gosto disso.
Vou ler com calma depois. :D

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 29/9/2006 18:04
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Léo Pinto
 

Obrigado, Verde ! Se gostar agradeço o seu voto e uma possível divulgação.

Léo Pinto · Vitória, ES 29/9/2006 21:25
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Rodrigo Lessa
 

VaLeo demais!

Rodrigo Lessa · Rio de Janeiro, RJ 9/2/2007 17:22
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