Foto: Giampaolo Macorig/Flickr/Creative Commons
1 – Oh! Tu! Verbo inseminado.
Jamais, Jamais
Crucifixe no homem (a nódoa do aço...),
O lagrimar melancólico do silencio.
Por si só, a poesia busca em Ti
O condomínio da face,
O lamber da aurora...
Cujo fingimento coagula o Teu sangramento facial,
Calça-Te o esgotamento do vazio,
Limita-Te e Te encharca de nostalgia...
Proeza de Te empurrar inexoravelmente ao fogo,
Ou quem sabe, Te facultar o orgasmo do joio,
O beber masturbante da expiação
- Agora vazio!
A gosma multifacetada do logro
- Agora arredio!
..................
2 – “Je pense!”
Desde que poesia é vida,
Escutamo-la orar às alças celestiais,
Às calçadas do negrume... Enfim...
Vimo-la fotografar a vagina copulada das sextas,
Como se fosse sal de mira ponderando a ardência
Dos sexos esquartejados.
“Je pense!”
Desde que vida é poesia,
É certo que imitamos os lamentos do charco,
Os cânticos das vicissitudes e couraças;
Ajudamos a criar negações,
Raízes, palavrões;
Catamos sobrecus, assassinamos partidas,
Ecoamos os brados ejaculantes
E suas angustiantes labaredas mal gozadas,
A fim de não pormos à beira da morte,
As intermitências da fala.
..................
3 – Oh! Tu! Objeto ejaculado.
Não... Não nos iluda com a ganância das palavras...
Não fosse a sede da libélula em copular o sol,
O alimento ser-nos-ia como o morrer do poeta
- Que muito se cala!
Não fosse a rigidez da pedra-jade em manipular o sal,
Restar-nos-ia o brado melodioso da placenta,
O ácido recorrente da gala
- Que pouco brada seu indizível lamento de gozo.
..................
4 – Cá, sob ermos desvelados,
Melhor seria se não olhássemos as fotografias metafísicas.
Melhor seria se não desusássemos as poesias marginais
Que, hoje, de soslaio, teimam habitar o ferrolho...
Esgoto pelo qual (eroticamente) masturbam-se palavras.
Cá, o vento divaga...
Talha o tempo de rebeldias poéticas,
Segredo-mor que enxuga prantos excomungados,
Lágrimas talhadas
Que, de prima, teimam em não silenciar (à francesa)
Os roubares da vida,
Tidos e havidos como fragrâncias paridas,
Feridas semi-abertas
- A consciência, jamais!
Benny Franklin
"Cá, o vento divaga...
Talha o tempo de rebeldias poéticas,"... Quereis algo mais cirúrgico, tanto pela precisão, quanto pela incisão na carne flácida das literatices de efeito imediato?... Leia Benny e debele o seu mal físico ou moral... Passo algum tempo sem ler Benny e a poeira do Tempo encobre com sua superfície porosa a língua áspera das aleivosias cotidianas... Grandioso, Benny... Votado!
“Je pense!”
Desde que poesia é vida,
Parabéns Benny Amigo.
Um Belo Trabalho como sempre.
AVoz para a Multidáo.
Abracáo, voto por mérito e muita consideracáo.
“Je pense!”
Desde que poesia é vida,
Escutamo-la orar às alças celestiais,
Às calçadas do negrume... Enfim...
Vimo-la fotografar a vagina copulada das sextas,
Como se fosse sal de mira ponderando a ardência
Dos sexos esquartejados.
“Je pense!”
Desde que vida é poesia,
É certo que imitamos os lamentos do charco,
Os cânticos das vicissitudes e couraças;
Ajudamos a criar negações,
Raízes, palavrões;
Catamos sobrecus, assassinamos partidas,
Ecoamos os brados ejaculantes
E suas angustiantes labaredas mal gozadas,
A fim de não pormos à beira da morte,
As intermitências da fala
Sempre gosto de colocar o que mais gosto no momento que leio...
Amanhã irei pelos outros caminhos
e aí vejo que gostei de tudo...sempre tudo
OS HF
BELO_BELO_BELO
Chego e parto como fragrâncias...
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