Corri para ver abrir
A Estrela-da-Tarde.
Me vi tão tardia
Para querer ti esquecer...
A Estrela-da-Tarde
É uma flor simplória
E quase selvagem
Cheia de milindres
Que se doa em vontades.
Abrindo-se antes das cinco
Fechando-se depois das seis.
É pouco tempo para exibir
Sua brancura perfeita
Com sutis traços
Partindo finos
do interior das pétalas
peles soltas
sedosas e finas
Saindo lá do fundo
Do seu minúsculo
Miolo, fecundo coração
Formando sobre elas
Uma pontiaguda e delicada
Estrela verde muito claro.
É assim a beleza efêmera
Deste amor já tardio
Para já tão aberto
Ter que se fechar.
Te trago dentro de mim,
Por todo canto,
em todas as horas
As vezes em silêncioso alarde
E estou sempre ti doando
Assim, cheia de ternura crua,
E simples, e selvagem,
Até na minha fragilidade,
Te dando todas
As Estrelas-da-Tarde.
Desbravadora aberta e selvagem.
Voltou com força total hein mocinha.
muito bom Dora. acho que tem uma palavrinha errada no poema/
(silencioso), beijos...
Lindo poema!
Mais uma bela constatação do teu ser todo poético.
Beijos de "estrelas-da-tarde".
Estrelas da tarde maravilhoso e voto com prazer.
bjs dora
Poxa, achei muito bonito.
Me lembrou os melhores momentos das nossas poetas.
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