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A HORA DO GALO

1
"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA
16/2/2011 · 0 · 1
 

A música abaixo é na verdade um "samba-enredo" feito por volta de 1985/86 para um bloco carnavalesco da cidade de VIGIA, no Pará, mas me faltou coragem para apresentá-la no concurso da agremiação Estação Primeira, na mesma época. Somente agora a composição me surgiu na memória senil e a deixo registrada como justa homenagem ao poeta (e professor) vigilengo JOSÉ ILDONE. Infelizmente, não mais recordo do título original da composição.

A HORA DO GALO

I
Viver
é amar e sorrir
e afastar todo medo.
A manhã (ainda é cedo!)
o galo cantou...
":eu sou muito feliz!"
A manhã... ainda é cedo,
o galo cantou:
-- "Eu sou muito feliz!"

I I
O Poeta brilhou
como o sol, meio dia.
Com sua mão
nos mostrou
o caminho em que ía.
Vai, Estação Primeira...
a homenagem é verdadeira
ao Poeta e ao artista.
É "Hora do Galo"... (*1)
e ninguém há de negá-lo,
tu tens muita conquista!

I I I (refrão/BIS)
Acorda, povo,
vem brincar o Carnaval...
o Poeta que te chama
é o melhor
e não faz mal.
E vai mostrar
com quantos paus
se fazem damas,
casas, canoas e camas.

I V
Ildone é poesia,
é simpatia e fineza,
inteligência e nobreza...
"patrimônio da Vigia!"
(Eh, já raiou mais um dia...)
"NATO" AZEVEDO
(samba-canção criado em
1985/86, em Vigia/PA)
OBS: *1) "A Hora do Galo"
é um livro de poemas de
autoria do homenageado.

Sobre a obra

Samba-canção criado em 1985/86 para homenagear o poeta e professor paraense JOSÉ ILDONE, da cidade de VIGIA (de Nazaré), no norte do Pará. A obra ficou-me na memória até hoje, quando a passo para o "papel" digital (ou virtual).

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"NATO" AZEVEDO
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Entrei no Pará pela cidade de Vigia, nos últimos dias de 1983... e, conhecer a Amazônia a partir desse lugarejo (na época) tão simpático me foi um raro presente.
Adiante o Pará me traria mais decepções do que prazeres ou satisfação mas, ainda assim, confesso que a simpatia inicial pela Cidade e seus habitantes continua intacta. Abaixo, um dos meus poemas de elogio ao lugar:

VIGIA, BELA VIGIA

Escrevendo linhas brancas
no quadro mágico d'água
que logo depois apaga
o caminho do meu barco,
vou seguindo feliz...
Estou entre quem me quiz;
vivo entre a fé e a esperança,
navego entre crianças
e velhos jovens a sorrir.

Amigos a se reunir
nas casas, em tod'os lugares.
Noites de lindos luares,
dias de muito calor.
É VIGIA, toda em flor,
é a primavera nos ares.
Frutas, peixes, cheiro e côr...
paz e alegria nos lares !

"NATO" AZEVEDO
***********************************************
Sugiro consultarem aqui no Overmundo o extenso poema "DE NAUS E PAUS, VELAS E VILAS (etc)" também em homenagem a JOSÉ ILDONE, meu mentor intelectual no que diz respeito à minha efetivação enquanto escritor.

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 16/2/2011 16:19
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