Chegamos à parte IV de A Hospedaria do Diabo.
Com certeza não será um conto. Para quem ainda não leu e o queira fazer, há três outras partes já publicadas em Overmundo, clicando nos linques a seguir.
Parte I
Parte II
Parte III
IV
- Zelito, pega teu irmão e passa pra dentro, já! Sai da ventania que vai chover. Vem logo, menino!O chamado de Carlota pelas crianças seguiu-se a avistar um céu de chumbo que se formou num repente sobre o Morro da Carlotinha Piá, de um jeito dos que preparam vendaval e chuvarada. Correu a recolher a roupa nos varais repletos aos fundos da casa. Aproveitara para secar montanhas de blusas, calças, lençóis e fronhas naquele mormaço fora de época, que a cidade costumava enfrentar nos agostos de inverno mais rigorosos. Fora um dia de 30 graus aprontando uma noite de cinco. Enquanto retirava a roupa a passar para entrega no final do dia, ainda antes da novela da tevê, Carlota fazia mentalmente a contabilidade dos ganhos com as 13 trouxas que lavara na semana. Mais com mais, menos tanto, põe e tira... Deu-se a si mesma um sorriso satisfeito de quem poderia comprar aquele tubinho vermelho para estrear na Primavera e os novos chinelos de borracha colorida para os filhos.
(clique no botão azul acima para baixar o arquivo)
Oi Adroaldo não acreditei quando essa parte IV acabou. Fui rolando a tela, achando que era engano, mas qual nada...tinha acabado mesmo. Então voltei às outras três, mesmo não sendo preciso pq me lembrava de tudo. Mas queria me certificar do incêndio e da morte das três criaturas...Não posso falar aqui pra não estragar o suspense pra quem não leu as três primeiras partes, mas não me conformo...O Zuni tem alguma coisa a ver com a tragédia? Não vai me dizer que ele era aquele homem que esbarrou com o Cheguêva e o doutor "esqueci o nome" na subida do morro...A parte V vai demorar muito?
Desculpa a pressa da leitora curiosa (a mesma pressa que devia aperrear as leitoras de Os mistérios de Paris nos idos do 1850 rsrsrsrsrsrsrs guardadas as devidas proporções que sua novela é mto mais do que um romance-folhetim).
Bj
Ize,
Não deixa a nossa já grande amizade impor-se a leitora exigente que és.
Agradeço teu gentil comentário, penso não poder, no entanto satsfazer a tua curiosidade na parte V.
Quem sabe mais adiante, lá pelo vigésima.
Fato mesmo é que sequer eu sei disso que interrogas, ainda.
Agora, cá entre nós, só entre nós e o Overmundo: não consideras, demasia comparar essas minhas ainda mal traçadas à destacada contribuição do deputado vermelho Eugène Sue?
Adroaldo, nossa amizade não tem nada a ver com o que sinto quando leio os capítulos da sua novela (até me esqueço que é vc quem os escreve).
Sobre a comparação, fiz de caso pensado. Quis atribuir ao formato de folhetim de sua produção a mais legal das perspectivas, e não uma que fizesse vc pensar que estou gostando da novela pq ela reúne um punhado de clichês sanguinolentos e apelativos (embora eu não tenha nada contra os clichês, às vezes gosto mto deles).
Então, fui logo lá no grande Sue, pra não deixar qualquer dúvida pairando entre nós. Vc não viu nesse link maravilhoso que vc colocou no seu recado, que o folhetim de Sue tinha um caráter político-popular, mto diferente dos que aqui eram divulgados, restritos às elites leitoras? (Por sinal que o livro de Martín-Barbero citado no texto é o máximo. Vc iria adorar).
Pois então...
Outra coisa, sei muito bem que vc não sabe o que vai acontecer nos próximos capítulos da novela. Esse é o grande barato desse tipo de produção...O leitor poder insinuar ao autor caminhos...Fora a maravilha que é poder dizer para o autor, quase que imediatamente, o que o escrito causou àquele que o leu. De minha parte, vou eximí-lo de saber o que pensei do autor (que quando eu leio não é o amigo Adroaldo) quando ele matou, de maneira tão pavorosa, as criaturinhas com quem simpatizo.
Grande abraço e vai aqui um "a pedido": gentil autor, desculpando-me, desde já, pela impertinência do pedido, não deixe essa leitora morrer seca de curiosidade.
Então, querida leitora Ize, amiga de Adroaldo Corrêa, uma provocação do autor Bauer para ti, já agradecido, embevecido, por teus comentários ao escrito:
Quem saberá se as criaturinhas com as quais simpatizastes já, uma que sequer fala e creio que mudarei o cabelo de palha de arame para palha de milho seco, estão de fato mortas naquele horrendo incêndio?
Qui lo çá?
Não morras antes de ler os próximos capítulos.
E, se não quero que morras devo eu escrever mais de mil e um capítulos?
Fosse isso, viveria eu escrevendo, hora por hora, com mínimos intervalos para esticar as pernas e desinchar (!) as mãos da ler-dot.
Beijo pra ti, guria.
Adroaldo,
Termine não com esses Contos de além tempo e espaço.
Prossiga, Mestre, e não olhe atrás.
Abçs. Benny.
HUHU, qui lo çá?
Sobre me livrar da morte, contando mais de mil e um capítulos que eu saiba, pela história verdadeira, foi Sherazade que se livrou da morte, enqto contava histórias para o Rei Xeriar. Então, ao pedir a vc que não me deixe morrer de curiosidade, tb estou salvando vc de morrer... Viu para o que servem autores e leitores?
Beijo
Mais que em Mateus, Ize,
Em Guedes e Bastos conta-se inteira a história de porque sois o sal da terra.
E Sherazade, mulher linda e inteligente, roubou ao rei não apenas 1001 noites, não é fato?
Para isso servem as histórias, que aproximam por séculos autores e leitores.
Bem, meu prezado Bauer...
Li com atenção e deliciado as partes anteriores desta vigorosa novela - eu havia perdido o início por ser novato no Overmundo.
Excelente trama, personagens convincentes, diálogos naturais e um entorno de paisagem e de época bastante autêntico!
O mais importante disto tudo: o prazer que a leitura de tua novela me trouxe. É de se ler de estirão, sem parar para nada!
As minhas mais efusivas congratulações e o meu humilde voto.
Baduh
Adroaldo.
Continua com essa hospedaria aberta, parceiro. Se conto ou novela, pode acabar em livro, em filme. Adroaldo, coloca mais gente na Hospedaria.
Aguardo.
Abraços
Noélio
Oi Adroaldo amigo, só pra dizer que tb acho que "um mais um é sempre mais que dois" e, que de fato, foram muuuuuito mais que 1001 noites que Sherazade roubou do rei.
Bj
Em votação a parte VI da Hospedaria do Diabo
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 10/9/2007 09:16Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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