Abdias Nascimento e o Pres. Lula no ato
de criação da Sec. da Integração Racial.
"Não ter uma posição politica justa é como não ter
alma. Não a separo pois do artigo que vai se ler".
Gal. Nelson W. Sodré.
Entender a escravidão africana passa necessariamente pela abordagem das seguintes questões:
- A AMÉRICA O BERÇO DA DOR
- O Cristianismo mentor e gerente da escravidão,
- "O Negro Escraviza o Negro", a maior infâmia da História Escrita, contra um povo já escravizado.
- A Indenização e o Instituto da Indenização.
- 1804 - 1808: O Lustro que Abala o Mundo;
- A Escravidão no Brasil e o Instituto da Anterioridade;
- A Falta do Intercâmbio vem Perpetuando a Escravidão;
- No Brasil, o fim do Negro Pintado, Abdias Nascimento .
- A CAÇADA DE ONÇA, DA LONTRA.... E A BELEZA DA MULHER.
È necessário fazer o Download anexo em Word, na figura inidcativa ao lado da imagem.
Caro, André.
Como deixar de ler seus escritos/amostragens?
Continue, amigo.
Benny.
Querido André:
Ignoro onde vc pretende chegar! A quem indenizar? Quanto? De que forma? Enquanto você não puder responder isto eu digo com sinceridade sua proposta não passa de um bla bla blá inconseqüente uma tão bela quanto inócua declaração de intenções.
Pior, só a ingenuidade de achar que isto abriria um processo de anistia social (sic).
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho
Benny, meu poeta do tamanho do Estado do Pará, obrigado pela passagem.
Meu Querido Joca, meu conterrâneo voluntário e voluntarioso.
- Esta pergunta fizeram na Conferência de Dacar, por autoria do Governo do Brasil, (FHC).
- Mas antes quando FHC era um quase exilado, ele e tantos promovem uma conferência no Rio, sobre as condições sócio-política do negro brasileiro e convidam Jean Paul Satre. Satre ao chegar na UFRJ, no auditório, ao olhar ver meia duzia, se muito de
rapazinhos e Satre pergunta - "onde está o negro", assim abre a conferência.
- Esta resposta o Tribunal Federal de São Paulo deu em processo arquivado por não encontrar negro no Brasil: "Não tem negro no Brasil".. Arquiva-se.
-Onde chegar? - no tratar do Indenizar ao negro brasileiro;
- Quanto? - um quinhão de terra das que o Carrefour tomou; um ítem. Das terras griladas na Amazonia legal, (sem o negro)
- Quanto? - um lote para morar. Quanto custa, Zero;
- De que forma? A inteligência brasileira, (de cada um), abrirá a discussão e criará o consenso. Como foi criado para salvar
o mico leal dourado, de tanta chacota no começo.
- Isto não será tarefa de poucos gatos pingados, sabemos todos,
mas vamos com nossos bicos tentar apagar o fogo da floresta.
obrigado pela intervenção, andre
Querido André:
Seria então uma Reforma Agrária racial o que vc propõe: "Terra para oa negros que nela desejarem trabalhar".Só que há uma coisa inderessante nesta história: os brancos e pardos sem terra a seus antepassados justamente não se pode acusar de escravistas.Se desse certo este seu "plano" estaríamos criando uma outra fonte de ressentimento naqueles pobres que seriam duplamente excluídos: por serem despossuídos e por não serem negros o que me obriga a dizer que seu plano é racista e divisionista sob o ponto de vista dos menos favorecidos. Além do que, quem lhe garante que um negro radicado em São Paulo quer ter um pedaço de terra às margens do São Francisco ou em qualquer outro lugar que você resolva lhe conceder? Sabe o que vai acontecer? O Carrefour compra tudo e seu torna "proprietário legal da s terras". Pior, vc não me respondeu que critérios devemos usar para definir os beneficiarios da indenização: Côr da pele?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
PS "Ler" o Brasil como uma sociedade dividida entre ex-escravocratas e ex-escravos não é menos que um disparate
Querido André,
Acredito que a forma correta da nossa indenização pela escravidão sofrida e pelo descaso a que fomos relegados após ela, deva ser feita através de "políticas de igualdade racial" que resgatem a omissão dos governos para com os negros ao longo da nossa história (saúde, moradia, ... e principalmente incentivo a educação). Acredito que somente através da educação (e não da terra...) o negro poderá sair da maginalidade em que vive e colocar-se em igualdade de condição para ocupar os espaços que lhes ão devidos na sociedade.
Minha profunda admiação e respeito pela sua luta que é também a minha.
Um grande abraço
-Meu caro Joca,
Eu não sou o dono do plano, nem acredito em dono do plano. O Plano terá de sair das cabeças dos brasileiros, incluindo os negros. E terá de inclui-los obrigatoriamente. Como terá de incluir as Forças Armadas no projeto, sem balas.
O que eu digo é que não podemos fazer o deixa pra lá - a bala perdida ou achada - resolve, isso não. O que eu digo é que as Forças Armadas precisam despir-se da mentalidade Capitão do Mato.
O Que os estudiosos modernos dizem (eu sou apenas leitor), é que se parte considerável da populão negra, não se fizer donos de terra, cerca de 1/4 (45 milhões), tudo o mais virará pó.
É isto, andre.
Meu caro poeta, (vi em edição duas poesias tuas, hoje).
A inclusão do negro só se dará em pé de igualdade com todos os outros. E passa a questão da posse da Terra. Os milhões de ha. de terra da Amazônia legal, quantos palmos foi destinados a negros?
- A educação, mesmo o dinheiro sem a terra, dará no filho do Pelé. Nos filhos do Henrique Dias, da Chica da Silva.
- E as pol´ticas públicas serão sempre como a loteria só vai lhe interessar os que ganham - e os que perdem. Mas valeu
espero poder continuar, andre
Querido André:
Claro que pode e deve continuar mas o que vc não pode é elidir a pergunta central: Quem são os beneficiários da indenização? Se puder me dizer o critério que acha que se deve utilizar...e mais, se puder provar ser este um critério justo... a partir daí conversamos
André, concordo com você em todos os pontos e virgulas.
Os portugueses tomaram o Brasil dos indígenas. Hoje temos a FUNAI para proteger seus direitos que são legais.
Os alemães dizimaram centenas e milhares de judeus. Cogitou-se, mas não sei se houve, uma indenização para os descendentes deles.
E os africanos que, foram sequestrados de suas famílias, roubados de seus próprios berços, para serem escravos distante. Construiram com lágrimas a riqueza de meio mundo.
Ninguém não nunca mencionou uma reparação para o irreparável dano causado a essa gente.
E ainda dizem que não há divida histórica.
Valeu, André.
Meu Caro Joca, antes quero dizer-lhe o quanto me honra, honra verdade, a sua atenção.
Depois Joca este trabalho na parte da indenização está esquartejada da seguinte maneira:
- A parte de custo zero, zero absoluto, que voce, eu a Nação já paga, só que o Estado não reconhece;
- A parte de custo zero, também zero quase absoluto, sem custo para o estado;
- A parte de custo diluído (assistência médica às vitimas da violência, o custo dos exercitos das seguranças particulares....)
- A parte bomba - que é a terra - que o Governo Lula já rompeu o arcabouço jurídico-histórico, e ninguém falou;
um abraço, andre
Sergio, brigadão por está na parada.
Sim os alemães pagaram já grandemente os que se apresentaram e o processo está aberto ainda em todas as embaixadas alemãs, mundo afora.
E a Alemanha nao ficou mais pobre. Pelo contrário, nao me lembro numeros, mas nos primeiros anos da indenização, o volume de dinheiro judeu investido em empresas alemãs mundo afora foi enormemente maior que a soma paga. Ou seja, quase que o judeu pagou sua própria indenização.
Que é o que vai acontecer com o negro, com o Brasil.
obrigado andre.
Querido André:
Não é isto o que me preocupa. Minha pergunta é clara: a quem se deve indenizar sem que se cometam injustiças? isto é, como faço para identificar os titulares do direito à indenização? Se vc não souber explicar bem explicadinho, vai me desculpar mas esta lei não será aprovada grite quem gritar.
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho
André,
compreendo sua revolta e sua indignação, justas por sinal - e com as quais me solidarizo, evidentemente -, mas devo lhe dizer que não alcancei, sinceramente, o sentido do seu arrazoado. Acho que você poderia organizar melhor o texto e fortalecer sua argumentação, de modo que se possa aferir de fato o que você pretende e - como diz nosso amigo Joca, com o qual concordo ipsis litteris - o significado e alcance do "projeto". O texto do qual fiz download não responde ou esclarece muito, sinceramente.
Um abraço.
Tenso
Denso
Culto
Recheado com o inconformismo. André, vc escreve
como quem cobra o acerto de contas com a história.
Gosto disto.
Desta coragem e da beleza - por que não - que advém
de manter a espinha ereta e a dignidade de quem tem razão.
Um abraço caloroso!
Joca, meu incansável "nordestino"; Nivaldo meu poeta valioso;
- O texto está dividido em 3 partes propriamente ditas e uma
arrozoado em homenagem a Abdias Nascimento, para com o fim do negro pintado um entendimento nacional.
- No presente eu quis apenas lembrar - da mesma forma como o mundo encontrou um entendimento para com o meio ambiente, encontraremos um entendimento para com a pessoa negra;
- Quem será indenizado? - a pessoa negra do Brasil.
- Onde elas estão? - na periferia das grandes cidades, nas sub-habitações Brasil, por ai. (não são fazendeiros da Amazônia legal)
- Voces se lembram: Na trevessia do Império para a República houve um meio entendimento, se não houve a lei, houve o "acordo" - os empregos de serventia, sem qualificação foi grandemente "reservado" ao negro - Motoristas do Senado....; porteiros, contínuos... ; nos bondes e linhas férreas - os montoneiros - (voces se lembram?) aquela prática chegou a 1960. Faltou a lei. E aí em nome da "isonomia" os espertos horizontalizaram o concurso público (nivelando iguais com desiguais). e é por aí.
- O Tribunal Federal de São Paulo não sabe como identificar o negro:
- a melhor forma é pela cor da pele.
- A outra pergunta é: E os mulatos, pardos, cafusos? - a Nação dirá. Terá de ter ação especifica, cor da pele,
depois terá de ter os casos paralelos, é por aí.
- Eu acabo de chegar da Av. Paulista, não vi na recepção dos predios de luxo, uma única moça negra.
Fico imensamente contente pelas intervenções.
andre.
Querido André:
Não hão de ser fazendeiros da Amazonia. Mas será que só há negros na periferia das cidades? Ou isso ou vc está propondo um novo corte, mais social e menos racial?
Já pensou lá na favela da Zaki Narchi em São Paulo dois vizinhos compadres, extremamente amigos, um preto retinto e um mulato bem claro, em todo o caso dois fudidos da vida e vc olhar para eles, abraçar o negão, e dizer: meu querido, este título de terra que eu estou te passando fica ás margensdo Rio São Francisco. é terra bora para se plantar e é sua pela indenização aos maus tratos sogfridos pelos teus antepassados. Com este gesto, n´pos brancos escravocratas estamos tentando fazer co q nos anistie e não fique roubando nossos carros, assaltando nossos filhos, etc.
Agora, afinal, vc é proprietário tem porque defender o status quo. Sem recentimento, ok?
E ao outro dizer: seu branco vagabundo ficou neste estado de miséria porque nunca soube fazer nada.Vc merece se foder! E este branco, tanto como o negão, vão dizer. Tá certo, anistia geral e recíproca.
desculpe, mas seria apenas ridículo se não fosse racismo.
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho
Queriam desculpar: "Sem ressentimento" e não como foi grafado
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 31/8/2007 18:05
André,amigo
Sou afro-descendente e estou contigo.
Bjs
A reparação é justa e devida, concordo.
Como fazê-la com jutiça, pelo que li nos comentários anteriores é o grande problema. E mais, como fazê-la sem incentivar o racismo é outro grande problema, principalmente em vista da miscigenação.
Pensei na dívida com os países que viram seus jovens mais promissores sendo roubados e escravizados. Pensei na África e no coletivo porque individualmente, nunca se fará, eu creio, reparação nenhuma.
beijos
Meu Querido Joca, de tantos préstimos;
Minha Querida Poetisa dos ares paraenses;
Minha Querida Poetisa do planalto goiano.
- A questão do "como indenizar fazendo justiça aos demais",
tem sido o viés usado, alegado para não ser levada a cabo a indenização ao negro. Vejam bem, o escravo foi o negro, a ele caberá a indenização.
- Não se trata de política social, trata-se de dívida, de fazer o prosseguimento na feitura da História. Imaginemos uma estrada cortada por um rio. Para se prosseguir viagem teremos de fazer a ponte. A História é isto.
- Se tivesse sido providenciada logo no lustro seguinte, 1889-1894, certamente teria sido mais fácil, mais certeiro, mais justo, que no tempo quer na identificação.
- Quanto mais tempo demorar mais difícil vai se tornando e mais vítima de todos os lados vai tendo. E não adiante espalhar rosas vermelhas nas praias de Copacabana.
- Se vai haver injustiça considerando a um bisneto missigenado, (de um bisavô que tenha sido escravo), a principio
vai, sim. Mas às inteligências brasileiras, com boa vontade, encontrarão no diálogo, na experiência, meios de diminuir os desacertos.
- Não se trata de uma dívida, com uma cifra especificada, obrigatoriamente, trata-se, isto sim, da oferta, da mão estendida. De demonstrar o gesto da compreensão.
Um abraço, um beijo Ligia, Joca e Saramar, andre
Querido André:
Por favor não escamoteie a questão: ou a indenização é um direito personalissimo de certas pessoas cujos antepassados foram escravos ou é um premio à negritude, à atitude de se casarem, gerações e gerações, pessoas do mesmo fenotipo. negro no Brasil, enquanto um bisneto de escravos pode ter a tez esbranquiçada por sucessivios casamentos interraciais. O critério da cor da pele é profundamente racista, tanto quanto a "Raça Pura" dos Nazistas.
Ninguém é branco, nem preto,nem judeu, nem árabe, nem homem, nem mulher antes de ser um ser humano.
Meu caro Joca, voce bateu no ponto.
- O negro ontem "é" um ser humano, hoje continua sendo um ser humano. A miscigenação não vai servir de apagador da História.
E a colocação é exatamente esta: O negro precisa ter um lugar na História como ser humano, e para isto é preciso o gesto do reconhecimento do erro.
- A dificuldade não poderá servir de continuidade a que não se faça a indenização;
Vai ser difícil? - Não. Vamos queimando etapa. O
O que não se pode dizer é - "onde está o negro"?
- A Alemanha, ainda está em curso a indenização aos judeus da II
Grnde Guerra. E no caso deles mais difícil, o judeu tem biotipo como qualquer europeu; o judeu se miscigenou, também.
- Na amplitude de um projeto de vontde política, as soluções
irão aparecendo.
- Um momento deste não vale pensar, esconder-se na dificuldade
vale as soluções, e vale a vontade de cumprir um dever Histórico.
- Foi se escondendo atrás das dificuldades que estamos aí.
construindo prisões,
- Meu querido oirense, a sua solução é não
indenizar?. Misturar tudo e dizer - "não tem jeito"?
- Os nossos netos não poderão passar o Brasil para frente como nós, os da nossa geração para tras está passando - pior que encontramos.
- Fico feliz, pelo seu devotamento, reconhecido por todos que militam aqui no Over, um abração andre.
Querido André:
Acho que é por aí mesmo: sou contra qualquer indenização indevidamente paga. E não há porque a sociedade brasileira indenizar as pessoas cuja cor da pele é negra. Penso, André, em uma certa frase de um manifesto escrito a quatro mãos por dois filófosos hoje um pouco fora de moda; "proletários de todo o mundo, uni-vos" e numa certa esquerda petista que, para governar, decidiu abandonar aluta de classes que sempre prgou e que,para não pegar malcom seu eleitorado inventou, lastimavelmente, essas histórias racistas de quotas e indenizações e terras quilombolas etc.
Para mim isto nos petistas tem um nome: má consciência.abdicando de suas responsabilidades enquanto Partido dos Trabalhadores virou, de pior maneira possível, o partido dos negros, o partido das (chamadas) minorias.
Meu Querido Oeirense,
Primeiro lhe peço desculpas, hoje tive de sair cedo para o batente remunerado. De volta vejo a hora em que dedica a acudir aos tantos que se lhe acorrem.
Mas Joca, sabe aquele sabidão do "uni-vos", o li por pouco tempo como admirador, logo o tirei do rol das preferências. Sabe por que? - Porque não encontrei em seus escritos, uma unica referência ao negro do mundo. Ainda não obtive indicação afirmativa.
Dos partidos políticos, aprendi ainda menino só serem dois entre nós: a) o que come; b) o que grita para comer.
Por isto desejo venhamos tê-los fortes e ciosos de suas propostas, sem sectarismo, mas firmes.
A problemática do negro brasileiro requer a união de todos os agremiados de todas as instituições, se não - da grande maioria.
Conheci a igualdade sem que passasse pelo bolso de quem quer que seja. Conheci um cabalo preto valendo o mesmo de outro branco; na mesma linha um boi branco, quanto o valor de outro preto. Menino, não percebia a diferença entre as pessoas. E elas existiam, mas numa sutileza que me faz acreditar que não.
Joca, quando aqui cheguei encontrei a sua dedicação capacidade, desvelo fui aprendendo a lhe admirar. Hoje, sem perder a admiração, tenho-lhe profundo respeito,
Um abraço, bem apertado,
andre
Muito bom Andre, a informação..sempre gosto de saber
Votado. abçs.
tão quanto o texto! Foi o diálogo que daí surgiu... Importante! De fazer pensar muito...e de se rever oque se pensou!
Patricia Moreira · Vitória da Conquista, BA 2/9/2007 02:35
Cintia,
Higor,
Patricia,
Obrigado pelo passagem e pelo registro. Na verdade por tras do que se fala, do que se ensina sobre o negro brasileiro, sobre o negro do mundo parte de um próposito contrário ao negro. Falta um pensamento que analise nossa história voltado para os interesses do negro, conincidente com os interesses do Brasil. O Brasil, a América nao podem ser tratados como o quintal, o monturo europeu. Um abraço, andre
Querido André:
Eu tinha prometido me abster da discussão mais este teu último cometário assumiu um viés tão racista que me é impossível calar. Não sei, você nunca disse, nem me importa saber, a cor da sua pele. Mesmo na hipótese de você ser negro, quem lhe autorizou a falar em "interesses dos negros"? Em que você se baseia para tanto? Isto mostra o quão delirante é esta sua descabida reivindicação: para o arauto defensor dos interesses dos negrosem que se arvora, sem ter tido nenhum mandato para tanto, os negros brasileiros querem terras, não importando onde tenham nascido -- na cidade ou no campo, no Rio de Janeiro ou no Piauí. Imagine: se nem em uma família se pode falar em interesses comuns; você querer falar em nome dos interesses dos negros, querer por querer, pois, que eu saiba, ninguém te delegou poderes para falar em seu nome.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Querido Joca,
nós fazemos parte de uma Nação. A constituição Brasileira reconhece, por isto frisa, sermos uma Nação Solidária
- A Escravidão foi declarada crime da Humanidade, crime de natureza pública.
- Mas eu não seria defensor. Não por falta de procuração, (nestes casos não precisa, como crimes contra a infância, a velhice.... não precisam de procuração, são crimes de alcance público), por falta de conhecimento. O que estou fazendo é apenas oferecer
comentários, extraído do que os escravocratas do mundo - uns mais outros menos - escreveram.
- Destituído de conhecimento, do pouco que tenho, busco dar
uma análise mais voltada para a realidade. A His´toria ainda não
contém a análise da vítima, do interesse da vítiama, salvo meia duzia de livros escritos no Haiti, e menos que isto na França. E estes estão fundados na análise secular de quem fez, a escravidão e dela se nutriu.
- No Brasil´, se lhe interessar, mais ou menos, apenas um escrito
sóbrio - e outras análises - PERDIGÃO MALHEIROS. Só, meu caro
oirense.No Brasil só. Somente, meu caro Joca. E esta é a nossa dificuldade.
Joca, obrigado, por ter voce, e não eu alvancado, enriquecido esta primeira fase, beijos, andre.
Querido André:
Eu acho que o Brasil perdeu o bonde da história ao não indenizar os escravos libertos e prepará-los para a vida em liberdade. Mas, queiramos ou não, foi isto o que ocorreu e contra os fatos não há argumentos. Querer, 110 anos depois, fazer o que não foi feito quando deveria é uma completa utopia, sinto muito dizer-lhe, meu caro André. Porque agora há uma configuração, uma extratificação social em tudo diferente e há, principaslmente, do meu ponto de vista, a necessidade da superação do racismo e a tua proposta vai no sentido oposto, o da reafirmação dele. Dizer que as pessoas de pele negra no Brasil são as únicas herdeiras da escravidão (como se escravidão fosse algo a valorizar) é, do meu ponto de vista, um disparate. Pesquisar para saber quem é trisneto de escravos e quem não é putz, esta pesquisa ficaria muito mais cara do que a própria indenização. Assim, meu querido amigo, se existe algum mérito no meu contraponto é o fato de ter respondido com toda a seriedade a uma proposta delirante como a sua. Gostaria sinceramente que entendesse: Não haverá nunca, em hipótese alguma, mesmo que um dia vingue o socialismo, um tratamento diferenciado dos demais aos brasileiras de pele negra. Mas é como eu digo, sonhar não paga imposto, embora haja sonhos menos racistas.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Só esclarecendo, para evitar de ser mal interpretado, a política de cotas raciais que se busca implantar no país não se constitui um num direito, mas num privilégio. Desse tipo de arranjo a sociedade brasileira está cheia: filhas de militares que recebem pensão por toda a vida, deputados se aposentando depois de oito anos, direito a prisão especial para criminosos com curso superior, etc. Mas sinceramente não acredito que alguém ache que se trata de uma "reparação".
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Meu Querido Joca,
muito obrigado pela ajuda no elucidar a complexidade do tema no conjunto da sociedade brasileira.
- Não foi feito no lustro seguinte e daí pra cá é isto;
- quando cheguei em S. Paulo ia andando da Pça. da Bandeira ao Cambuci, passando pela baixada do Glicério, as 22 horas, São Paulo tinha uma favela no Morumbi e a mais antiga a da Vila Prudente
e assim por diante.
- Pensar que a História dar salto e que nós vamos apagar a pança cheia de um grupo, durante 500 anos, e dizer "olha desculpa, foi sem querer. Sabe vamos começar tudo partindo daqui, é tolice"
- A marcha da História não comporta salto. E ninguém é idiota para cair nesta "Ah. é racismo".
- Mas vamos pra frente, um beijo um abraço, andre
-
André,
Num antigo comentário eu lhe havia dito que a abolição dos negros deveria ter sido feita com pagamento em terras.
O tema em pauta é tão complexo quanto preocupante. E, só por isso, já valeu a pena o seu texto, a sua intenção, eis que tem suscitado o debate, um tanto áspero, mas todos com o mesmo objetivo.
Não disponho do tempo necessário para me enriquecer nesses debates, mas, numa corrida de olhos e atendendo o seu chamado, digo que existe substancial avanço na consciência sobre a culpa e a necessidade de reparação, inclusão e igualdade racial (que não pode ser desvinculado do social), mas há um bloqueio nas ações concretas do governo (incluindo um congresso refém do capitalismo), por questões culturais desse poder público ainda monárquico e de uma sociedade ainda burguesa. Por isso, faço minhas as palavras do mestre Agenor (acima), pois a educação é o norte dessa e de outras lutas.
Não tenho dúvidas de a riqueza brasileira (pública e privada) é produto de uma base construída pelas mãos, pelo suor e pelo sangue escravos, bem como tenho a certeza de que a perniciosa escravidão dar-se-ia de forma inversa se inverso fosse o apoderamento do negro (como foi o do branco – que também escravizava branco, e dos negros que escravizavam negros), pois a subjugação humana não é de cor e sim de poder, de força, de oportunidade e posição. Homo hominis lupus (o homem é o lobo do homem); Bellum omnium contra omnes (é a guerra de todos contra todos).
O homem é o lobo do homem (de qualquer raça, cor ou lugar).
Mas não vem ao caso, aqui, pois temos que corrigir a aberração branca – fruto de uma cultura passada que ainda persiste como herança maldita, dissimulada, idiota e cínica.
Mas, de quem é a terra? Cadê a lei para reduzir latifúndios? A despeito das regras dinâmicas do capitalismo, posso afirmar que NENHUMA FORTUNA É LÍCITA. Nenhum latifúndio é lícito.
Assim como o trabalho escravo é a base da nossa (nossa?) riqueza nacional esse camuflado racismo e essa insistente discriminação racial são a base das desigualdades que amarram no pelourinho contemporâneo a população negra, segredando negros, pobres e índios em senzalas de senhores de tez multicolorida.
Daí que é preciso questionar e lutar, organizar e exigir a reparação, de maneira que não se discrimine, mas que se crie um bom espaço para se fazer a providencial discriminação positiva (algumas compensações não são privilégios).
Um dos caminhos é melhorar as condições de educação, de habitação, de trabalho, de saúde, de acesso à cultura e ao lazer e de acesso à terra aos movimentos organizados e vocacionados.
Pois é, meu ébano, há muito o que estudar, não mais sobre os fins, mas sobre os meios e a urgência que o problema requer.
P.S.: No Mato Grosso do Sul, por exemplo, os índios (organizados em tribos) estão invadindo fazendas que lhes foram tomadas no passado. É a lei da devolução (ou compensação) sofrida por herdeiros ou “receptadores”. Por trás disso está a lição de que alguém precisa perder, para reparar. Mas como fazer a grande fortuna e o latifúndio perderem se eles tem cabeças e braços no Congresso?
Enquanto o presidente Lula fizer mimo para ricos e banqueiros e der só esmolas para os pobres, não temos esperança de nada. Ele precisa ter mais coragem e atitude, sem desculpas de amarras políticas.
Mas continue se fazendo ouvir, André, a sua voz, com certeza, não será uníssona.
um abraço
Meu prof. Frazão; meu Brother, meu músico;
obrigado pela passagem, pela intervenção abalisada, sabida, serena - como deverá ser a sobriedade das gerações partindo da tua, um abraço, andre
ANDRÉ... estou contigo em todos os pontos e vírgulas. O índio fugiu ao trabalho sempre que pôde e o branco (ou mulatos, no caso, CIGANOS, quase todos judeus} só pensavam em escravizar. Sobrou pro africano, que construiu essa Nação por longos QUATROCENTOS ANOS, até a chegada dos imigrantes europeus.
Mas não vamos "escurecer" a verdade: havia sobas africanos vendendo seus súditos negros e capatazes negros botando irmãos de c\õr nos pelourinhos. VALEU O DEBATE, André! Coragem, amigo!
Meu Caro lente
A tua intervensão, abalisada culta, nobre enche a qualquer de satisfação, obrigado Nato,
andre
ANDRÉ,
obrigada, amigo, sempre me ensinas muito com as tua publicações maravilhosas.
Abçs de Betha.
xará, obrigado pelo seu ótimo comentário.
não vou me engolir, pode acreditar.
mas fácil eu me vomitar. como costumo fazer.
vou fazer o download e depois volto.
abraço.
mano andré,
é realmente admirável e rara a tua coragem em levantar tal debate, uma questão delicada, que envolve problemáticas fulcrais de viés histórico e cultural em nosso país. se por um lado é preciso agir com destreza e cautela para dirimir tais dívidas históricas sem cair no conformismo, por outro é preciso rever posturas que se querem igualitárias, mas que também podem trazer em seu bojo ranhuras que oportunizem mais e mais sectarismo, mais e mais preconceito. acompanhei parte deste debate com bastante atenção, e me vem sempre a sensação de que o entendimento sobre questões de justiça social e de direitos humanos deverá vir apenas com uma carga de generosidade, amor e perdão que - desculpem os que acharem demodé, ou cristão demais - é cada vez mais difícil nos tempos que correm. mas tentar, meu caro andré, isso já é de um valor sem tamanho. eu aplaudo.
abraços,
r
ANDRÉ...
Sua voz é única! É a voz da coragem!
O Brasil é um país racista! Mais grave que a separação de cor ou credo é a miséria...
Tenho sangue negro e índio no corpo! Já fui discriminado pela cor... Já estive na parede para averiguação - efetuada pela polícia. Minha cara é "morena" e traz traços negros... Sou negro e indígena. Falam que sou caboclo. Tenho consciência da minha posição na sociedade brasileira.
É hipocrisia dizer que existe democracia racial no país... O atual carnaval televisivo da Bahia que o diga! O anúncio de boa aparência, na escolha de candidatos a qualquer emprego, é uma prova dessa citada hipocrisia. Quantos negros estão no Congresso Nacional representando o povo brasileiro? As estatísticas não mentem...
Sou a favor de indenização para todo esse povo (os negros) que trabalhou dia e noite, apanhando, sendo tratado como animais, e ajudou no enriquecimento da maioria dos empresários do mundo antigo e atual mundo moderno ou globalizado. A forma do atual pagamento: precisa ser discutida. Muitos não querem essa reparação social! Acham que a carta de alforria foi suficiente. As favelas estão aí! Nas favelas moram os negros e seus descendentes... São as novas senzalas!
A história precisa ser escrita com os olhos da verdade! A indenização foi moral para alguns olhos... Para a barriga e cérebro do afro-descendente só existe uma palavra: vida digna com alimentação, educação, saúde, emprego e moradia. A terra é uma forma justa de indenização! A reforma agrária precisa tirar os moradores das favelas...
Viva o Educafro! Valeu a experiência! Que experiência gratificante!
Parabéns André!
Votei e bem votado!
Abraços.
Lailton Araújo
Betha, minha boniteza de Carnaiba;
Andre Gonçalves, meu cronista dileto;
Fico contente, muito contente com a passagem
de cada um de vocês. Não esperaria de vocês que não carinho, compreensão, um abraço, andre
Renato, meu poeta predileto,
Prof. Lailton - biólogo, prof. musíco, lutador,
Obrigado pelo estimulo, pela ajuda, obrigado
André, esqueci de avisar que também votei.
...É a velha cultura do "voto secreto" rsss
um abraço do seu camarada
É, eu só votei agora...mas parabens pelo postado.
Cintia Thome · São Paulo, SP 8/9/2007 20:56
Olá amigo André,
Deixei meu voto. Meus sinceros aplausose abraços.
Carlos Magnu.
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