Naquela janela, às vezes
Aparece uma moça
Que parece tão triste.
Daquela janela, às vezes
Ela olha a lua
Lua cheia, tão pálida.
Na janela, às vezes
Ela chora
Não sei se de saudade ou tristeza.
Da janela, às vezes
Ela vê o sol
Tão cheio de vida que quase não pode suportar.
À janela, às vezes
Ela sonha
E viaja nas estrelas.
Sentada na janela
Visita Marte e Budapeste
Toma champanha em Paris ao entardecer
Ou tem a vista de Veneza.
Sentada à janela
A moça é como um pássaro
Voa... voa...
Mas os pássaros, às vezes
Também são presos
Como a moça da janela.
Belíssimo!
Identifiquei-me totalmente com estes lindos versos, com a janela e a prisão.
beijos
Ei Ana,
Nem só os pássaros, também muitas vezes somos aprisionados, quer seja nas cadeias e/ou dentro de nosso ser só, sem janela sem saída. Muito bom!
Saudações Cordiais.
Ana,
A janela é memo enignática! Através dela e por detrás dela vemos muitos mistérios...
Muito bom!
Marluce
Daqui da varanda dá pra ver a moça da janela...
Imaginei a janela aberta, a moça debruçada, a lua, a mão no queixo...
teu poema é imagético tanto pra mim quanto pra moça da janela.
de janelas abertas, beijos!
Ana, este seu poema é lindo! Vale postar de novo. Abraços.
José Telmo · Belo Horizonte, MG 8/9/2007 11:27Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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