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A lenda do filho de Janaína

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Jack Borandá · Recife, PE
28/8/2009 · 3 · 4
 

O cordão de areia é igual a um cordão umbilical
que ainda não se cortou com o mar
e lá estão todas minhas pegadas
todas as minhas estrelas largadas
afogadas e outras salvas por Iemanjá

também tem por lá os desenhos feitos
os corações riscados e os nomes casados
vestígios de fogueiras queimadas
denuciando pretéritos festins

nesgas de roupas tão íntimas dali
que criaram modos de algas e agora as são
e sempre as foram de certa forma
da mesma forma certa
como a espuma é um tipo de placenta
que ainda me alimenta

desde o dia quando mãe Janaína
me pariu e com medo e receio
saí pra respirar e...

...e não tenho mais como voltar.

Sobre a obra

Sem muito o que falar, apenas uma simpatia gratuita e linda que tenho por esse poema: tudo de simples e singelo, já pelo primeiro verso.

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Autoria
Jack Borandá
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alcanu
 

Poema lindo, que devia ser obrigatório no rg de todo mundo, meu poeta !
Dá-lhe 'feeling' !
Um beijo !

alcanu · São Paulo, SP 26/8/2009 09:45
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Saramar
 

Como já disse Alcanu, um poema verdadeiramente maravilhoso.
Eu o deixei aqui na minha tela para ficar relendo e ir me "alimentando" destas imagens de sonho e fábula e da mais perfeita realidade.
Gostei imensamente.
Muito prazer!

beijos

Saramar · Goiânia, GO 26/8/2009 17:04
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Dayvson Fabiano
 

Putz! Que poema maravilhoso. Amigo, vc sempre arrasa. Ameiiiiiiiiiiiii...Abreijos!!!

Dayvson Fabiano "Imorrível" · Recife, PE 27/8/2009 08:44
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Mirtes Carvalho
 

Meu querido poeta Jack, Esta vontade de voltar ao útero materno onde estávamos protegidos e nutridos, é de todos nós principalmente quando a vida nos machuca. No entanto, as mães tem que agir como as águias. Protege as crias no ninho e busca comida para alimentá-los. Mas quando as asas crescem, eles estão fortes, ela os empurra do ninho e imediatamente eles aprendem a voar. Se houver um que não conseguiu, ele também não iria conseguir sobreviver na selva. Sofre só uma vez. Os aminais agem assim.
Kalil Gibran, já nos coloca como arcos e nossos filhos são as flechas. Tudo que podemos fazer é direcionar, para que o percurso seja um sucesso. Os filhos não são nossos são deles, da vida deles. Este cordão umbilical tem que ser cortado para que eles aprendam a viver sua vida.
No coração amamos e torcemos para que consigam ser felizes.
Você como filho de Janaina tem que dar orgulho para esta mulher que gerou um poeta bonito e sentimental. Parabéns!
Continue escrevendo e estaremos sempre aqui para te aplaudir.
Votado. Bjs, Mirtes Carvalho

Mirtes Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 9/9/2009 19:18
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