Chego à Brasília às 17 horas fora do horário de costume às 11. O atraso foi provocado pela interrupção constante do tráfego da estrada, em reparos. Forte calor, umidade baixa no ar. Pontos de ônibus no terminal do eixo abarrotados. Um caos!
Nas ruas, restos de embalagens de alimentos industrializados rolam ao sabor do vento. A grande parte dos coletivos, como sempre com horários alterados sem um comunicado escrito afixado nos pontos de embarque. Total desrespeito aos usuários. Às 18 horas e apanho um lotação para Planaltina, visando apanhar outra até o meu destino, já que a linha direta dos carros está quebrada e sem uma previsão de regularidade, segundo informam usuários que aguardam.
Trafego pelo eixo-sul e estou carente de amor! Entre tantas passageiras que entram no coletivo uma quarentona, magra, loura sem atributos físicos visíveis que chamem a atenção. É hora do rush e ela possivelmente retorna do trabalho para casa, já que traja um conjuntinho preto bastante funcional e comum nas funcionárias públicas na capital federal.
Nela, nada chama a atenção! Como o coletivo está cheio penso em me oferecer para conduzir os seus pertences à mão já que ela ficou em pé. Alguém se antecipa e se oferece. Algo me prende àquela figura feminina naquele momento de movimento no cotidiano sufocante da metrópole.
Não consigo tirar os olhos do seu corpo magro, que percorro com atenção e já sentindo prazer. As colegas de transporte no horário já viram a minha contemplação e cochicham no seu ouvido, mas ela já me notara e me olha com atenção.
Mostra a mão com a aliança de casada, se vira, volta e me avalia, contempla e não consigo tirar os olhos do seu corpo esguio. Mesmo sob a pressão do balanço do veículo, os sons difusos, as frenagens constantes e súbitas. Continuo preso às formas simples da sua figura feminina e sensual.
Os passageiros habituais me notaram desde a minha entrada já que sou um estranho no ninho, facilmente observado naquela circunstância, num de transporte coletivo e urbano. Ela fica incomodada e se movimenta inquieta. Continuo sugando o seu corpo com os olhos e manipulando o meu seletivo desejo. E ela já me contempla excitada, as suas pupilas estão dilatadas. Deixa as companheiras de viagem que nos observam e chega mais um pouco perto.
As colegas adotam uma postura de quem não estão olhando e disfarçam. A loura mostra-se excitada e me olha de frente. Apresenta tensão na face. Trocamos pensamentos de lascívia. Por um tempo permanecemos desligados do movimento do interior do coletivo urbano.
Sobem mais passageiros e ela vem à frente para que os que entraram se ajeitem. Passa por mim e logo volta. Cola o seu sexo na ponta do meu ombro e o contorna com bastante pressão apertando as coxas e a barriguinha contra o meu corpo já rijo de tensão libidinosa. A sua face exprime um prazer inusitado com o encontro insólito.
As colegas ainda prestam atenção disfarçada e procuro dar um ar de coincidência à ação executada. Ela se movimenta em um círculo à minha volta e retorna à sua posição anterior. Pede a uma passageira sentada que lhe ceda o lugar. Senta-se e agora o suor escorre pelo seu rosto e pescoço. Agora, ela relaxa após a excitação inusitada e a sua ação em busca de corresponder por ter sido desejada.
Em segundos, mentalmente ela se deu, fez a cópula e atingiu o apogeu genésico no encontro inusitado de corpos e no confronto do cotidiano da metrópole. No balanço do coletivo diário que a conduz para casa e agora lhe propicia um inusitado relaxamento pós-orgasmo. O momento daquela paz...
Desço na rodoviária de Planaltina para apanhar outro coletivo até o meu destino e da plataforma acompanho o carro que se afasta vendo, ainda por instantes, o seu estonteante cabelo. Fica entretanto a saudade do encontro insólito de dois seres que, por instantes, mesmo sob a tensão do cotidiano se amaram.
Eros, Vênus, Pteros, o deus alado, Cupido, personagens do Olimpo, também passam como passageiros urbanos nos coletivos das metrópoles.
A todos eles, muito obrigado!
A modernidade opressora sufocante, produtora de estresse vai afastando as pessoas das habituais troca de emoções a dois, o trivial simples, lançando cada ser individualmente e perigosamente na do sexo pelo sexo. A busca de um encontro insólito!
Ao invés de carinho sempre e ternuras, uma dose exagerada de adrenalina e luxúria... Momentos de loucura! O escritor Antonio Maria chegou a afirmar: só creio em dois estados de lucidez, dos bêbados e dos poetas.
Buscamos um tesão súbito, pura e simplesmente. São os encontros e desencontros da modernidade.
No Olimpo, Eros, Vênus e Afrodite torcem e observam a ação. P`teros, o deus alado, acompanha a trajetória dos filhos da terra tocados pelas asas da imaginação.
É karma ao invés de dharma!
Prezados overmanos!
O tema em debate é perigosamente explosivo e comprometedor. Toca a intimidade de cada ser, vítima potencial da defasagem da libido, originada pela falência da inter-relação sexual dos seres, cada vez mais, carentes de afeto, de toques pura e simplesmente que serão substituídos pelo impacto adrenalínico do desconhecido, do insólito.
Milhares de seres Buscam pelas ruas, no ir e vir do cotidiano um afeto violento. Um misto de prazer pela caça, de dor tentando desesperadamente substituir a afetividade.
Onde vamos parar? Ou melhor, onde vamos dar!
Dê a sua opinião, troque comentários entre os overmanos para que possamos chegar a uma compreensão do tema.
O sexo precisa de socorro urgente!
Como um maior abandonado, vítima da própria emocionalidade destorcida dou o meu grito de socorro!
Réquiem por uma libido!
Rapha, querido: beleza de referência ao grande poeta Antonio Maria e também um dos mais sensíveis cronitas brasileiros. A tua crônica em torno de anônimos personagens brasilienses revela a poética do cotidiano que muitas vezes parece desapercebido. Com efeito, o impacto dos (des)afetos são assustadores, contudo ainda é possivel se encantar com o estado de lucidez de bebados e poetas, como bem sugeriu o nosso eterno Antonio Maria. Bjos de luz, Graça Graúna
graça grauna · Recife, PE 23/8/2008 08:16
CORRIGINDO:
...revela a poética do cotidiano que, muitas vezes, parece desapercebida...
Beleza a sua participação Graça! Bom que lembramos de Antonio Maria e a lucidez de bébados e poetas!Um beijo!
raphaelreys · Montes Claros, MG 23/8/2008 08:20
Pois é, fica muito díficil eu dar minha opinião sobre esse assunto tão polêmico como fascinante!
Na verdade, isso é mais comum do que nossa vã filosofia pode imaginar, de mulheres casadas, mal amadas que encontram na rua, na beira de mesas, no encostar o corpo noutro corpo num lotação ou quaisquer outros lugares. Sim, pois, que muitas nem conseguem atingir ao orgasmo com seus maridos, talvez pela rotina, pelo cotidiano, pelos problemas, que fazem sexo completamente esquecidos do romantismo, do roçar de corpos, do brincar de mãos(bulinações) , do romance da magia! Acho até que o romance e a magia só existem mesmo na cabeça de poetas como nós, que colocamos magia e beleza onde as vezes só existem tristezas!
Já para o homem, é muito diferente, encontram prazer com quaisquer mulheres,e muitas vezes apenas no pensar em sexo já gozam, basta que ue a cabeça de baixo levante para a de cima esquecer tudo!!!(desculpe-me pelas palavras grosseiras, mas de verdade procurei outras e não as encontrei para definir esse estado, vamos dizer, sexual dos machos)
Então isso é o que penso sobre o assunto, assim levemente!
Achei o texto um espetáculo, vamos ler opiniões sensacionais e polêmicas e isso vai engrander o texto e nosso final de semana que teremos respostas maravilhosas e abalizadas para ler!
beijo no coração!
A loura mostra-se excitada e me olha de frente. Apresenta tensão na face.
linda loura e maravilhoso o se texto. depois eu volto.
Raphael,
Que texto!
Sem dúvida, bem escrito.
Um encontro nada insólito. Mas não concordo que seja mulher a se esfregar em coletivos. Acho que é o homem que não perde nenhuma oportunidade. heheheeh!!
bjsssss
Que viagem!!
Onde fica este(a) ponto (parada) de ônibus?
Que levante a mão (eu disse mão) quem não viveu situações de forte erotismo.
É, meu filho, tem que segurar a cabeça
É, meu caro Raphael, se você tivesse sido mais cavalheiro e cedido o lugar ao invés de apenas querer ajudá-la com os pacotes, não teria passado por essa experiência. Quando morava em capitais, gostava de pegar ônibus em horário de rush só prara presenciar situações engraçadas, dramáticas, espantosas...
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 23/8/2008 11:48
Opa, to discordando... é um texto machista demais pro meu gosto... Pq só a mulher? Pq so ela não sente o gozo com o marido e com seu homem e tem q buscar saciar-se nos ombros de um homem?! Nao senhores, ando de onibus a 50 anos! e tenho visto homens famintos, vorazes, encostando seus membros nos ombros de mulheres sentadas, quase resvalando na altura da sua boca. Tenho visto muitos deles aqui no metro lotado de SP, empurrar, massacrar, tira do caminho, outros, para ficar colado atrás de uma bunda.... Se o nobre colega escritor tivesse dito q este homem da historia entrou no onibus lotado, ja com a intencao de gozar e q por um lance de sorte neste dia ele nao precisou lutar como um animal com outro p ganhar a femea, eu até aceitaria... Mas assim, deste jeito frio, tirando toda a culpa do homem, eximindo-o do pecadinho... e so quem goza é a loira!!! E eu? E o homem? Se vc refizer este texto e disser q houve empate, os dois sairem saciados, eu voto... Valeu Raphael!!!!
Nic NIlson · Campinas, SP 23/8/2008 12:38
Aehhh, mulherada, desculpa ter tomado as dores de vcs, ok?
Nic NIlson · Campinas, SP 23/8/2008 12:39
Ótimo texto Raphael. Relata uma fantasia erótica onde dois passageiros são levados a alta tensão e tesão dos prazeres da carne. Enfrentar essas situaçãoes depende muito dos limites que cada um se dá.
Beijo
Ótimo texto Raphael. Relata uma fantasia erótica onde dois passageiros são levados a alta tensão e tesão dos prazeres da carne. Enfrentar essas situaçoes depende muito dos limites que cada um se dá.
Beijo
Caro Renato de Mattos! Obrigado pela edição! Escrevo de madrugada no escuro e passa esses peuenos pepinos! Obrigado! Um abraço!
Marcos Pontes1 Obrigado pela edição! Escapuliu! Um forte amplexo!
Victorvapt! Obrigado pela passagem na viagem com a loura!
Celina Vasques!Belza a sua participação direta! É isso mesmo! O macho a maioria é cabeça de baixo! Os poetas como relatas ainda dão um pouco de amor!
W.Marques! Beleza de loura não foi! Voltarei na mesma lotação!
Doroni! O homem é sempre o que esfrega! As vezes até c om os pensamentos e olhares!
Hideraldo Montenegro! São milhares de paradas de ônibus! Obrigado pela passagem no texto!
Marcos Pontes! O horário de rush é realmente “tensionante”!
IdmoGinot! Ufa digo eu......
Nic Nilson! A bem da verdade os dois saíram saciados! Beleza a sua participação e posição!
Zilda Jacques! Belza sua particiação! Depende mesmo do limite de cada um!
Raphael, não te invejo, pois gosto de intercursos com mais preparo e dedicação, mas consultando o meu amigo Flávio Gikovate, deduzi que você esbarrou com um caso rarríssimo na Medicina Sexual Humana:
Uma mulher com Ejaculação Precoce !
Só em Brasília, mesmo !
Um abraço, sempre alerta !
Caro Alcanu! Beleza o caso de medicina sexual humana. Pura ejaculação precose! Em Brasília tem de tudo!
raphaelreys · Montes Claros, MG 23/8/2008 17:08
Pois olha só Raphael, Medicina sexual humana, ejaculação prece e outras coisitas citadas nos comentários acima, achei muito romantico
o relato. Somos as vezes pegos de surpresa por instantes mágicos como o do relato que nem sabemos o porque. Simplesmente acontecem. E quem em são consciência pode dizer que nunca passou por esse momento seja em coletivos, restaurantes, enfim....
Acontece sim. E se quer saber mais, acho muito gostoso.
abraço você e com certeza volto
Sentir-se desejada e gostar de sê-lo independe do estado civil. E essa mulher desse cotidiano não poderia deixar de ser mulher como é. A maior barreira de todas nós, mulheres, é mostrar o quanto também desejamos ser desejadas e gozar por esses desejo. Lindo teu texto! Adorei que tivesses mostrado essa mulher sem puderes, sem culpas de ser desejada e de expor seu desejo. Lindo, meu menino Raphinha, beijos
Lena Girard · Belém, PA 23/8/2008 21:13
uau !...na boa...bem normal...acontece todo o tempo...
afinal, o maior orgão sexual dos homens/mulheres/humanos, são os olhos...olhou,gostou, ferrou ( literalmente...rsrs)
depois, tudo o que vier é lucro...sem problemas !
e...existem zilhões de formatos de "sexualidade" e tesão e desejo...
somos animais sexuais...
então...porque não, na condução ter um montão desse tesão ?...
e...se é bom ou não...vai de cada cidadão e da ocasião...rs
texto, no mínimo, interessante...!
abraço, amigo
Joe
Rafa, el Rey, querido..a dama do seu lotação é loura e o texto é hot;)) E eu me atenho à palavra. Se ela atinge o "apogeu genésico", o sinônimo ou eufemismo?, vc diria que é karma ou dharma?
bjos
CD
Rapha,
a sua dama da lotação me trouxe lembranças....em duas partes....hehehe
Uma é a de ter passado por algo muito similar quando morava ainda em Fortaleza, eu estudava no colégio militar e acho que a farda mesmo sendo de colégio, levantava desejos férteis a algumas passageiras de coletivo, fato é que aconteceu quase do mesmo jeito que narras, mas como era adolescente e um pentelho com a farda, questões morais e éticas (ai que sacanagem que fazem com os alunos...), bem desci do ônibus antes de minha parada....rs
Bom, a segunda é o fato de trazeres Planaltina aqui em seu texto...Vou todo dia para lá, não em coletivo, mas trabalho lá pela instituição pública a que sou servidor. Um pouco longe de minha casa: 45KM, mas eu gosto, 90Km ida e volta...hehehe
Bem, a paquera incógnita em ônibus é muito interessante, o coração parece sair pela boca e etc....
parabéns e abraços
Cara Isabella! Beleza pelo momento mágico! A alma é sensível a esses momentos!
Lena Girard! Para a mulher é um verdeiro prazer ser desejada. Beleza a sua exposição de sentimentos!
Joe Brasuca! Os olhos são mesmo o maior orgão sexual. São a janela da alma!
Compulsão Diária! é PURO DHARMA! Nada como um orgasmos convulsivo para a alma plástica!
Caro Cristiano Melo! Estou por ai duas vezes ao mês para um retiro. Na próxima semana estarei fazendo o percurso, somente no horário das 13 horas, quem sabe não nos vemos nas mãos de Vênus no lotação! VOU PREFERIR NOVAMENTE AS LOURAS.
Airton! Beleza qiue gostas de loura!
Acho que cenas como essa povoam nossa humanidade. Fantasias, memória, realidade. Tudo acaba sendo permeado também pelo desejo. Cada pessoa é um universo, não é mesmo? Talvez tudo isso tenha sido um bigbang. Abraços, caro Raphael.
Nerito · Belo Horizonte, MG 24/8/2008 20:07
Um texto bem escrito e bastante curioso! Exemplo de luxúria, um dos sete pecados mortais, que leva o homem a outros pecados. Peca-se, também, por pensamentos!
Um abraço!
Áurea.
Eu gostei muito do texto Raphael! Não usou de palavras pesadas e foi extremamente sensual. As mulheres sentem desejos inesperados
e algumas se satisfazem como a tua Loura!
Abraços!
Raphael,
O poder de sedução das mulheres é irresistível.
Abraços
Caro Nerito! Como bem relatas tudo acaba sendo desejo! É o Corpo do Desejo!
Aurea Carvalho! Com referencia aos pecados da carne o poeta Virgílio( a filosofia) diz a Dante na Divina Comédia: a alma por estar escravisada ao amor, tende ao prazer!
Ana Wagner! Voltarei essa sema, presizamente amanhã 26/8/2008 e percorrerei o mesmo trecho, só que às 13 horas dessa vez. Procurarei uma loura tipo poltranca!
Falção! Meu n obre overmano! As mulheres são o bem e o mal do mundo meu caro!
Bon jour Raphinha!!
Quem não tem fantasias sexuais?E elas não têm hora marcada, afinal,quem controla o pensamento,quando ele vem assim,delirante?rsss
Karma ou Dharma...não sei...mas muito humano com certeza é....
Adorei a aventura metropolitana na calada do pensamento...rsrsrs..
Parabéns,Rapha!!
um beijinho azulzen...
Blue
Raiblue! Muito humana com certeza~! Poder te ver de manhã é algo que o meu coração fica leve e doido!
raphaelreys · Montes Claros, MG 25/8/2008 08:19
Menino mas tu anda pra caramba
Que foi fazer naquele fim de mundo ?RsTenho uma cunhada que mora lá
Conheço bem Planatina e nunca vi uma loura dessas por lá não,rsrs
Um beijo
caro EdmoGinot! Ufa ufa digo meu meu caro overmano! Essa semana farei a viagem novamnete! Aguarde novidades!
Ailuj!A loua existe, só que não tão bonita como a da foto. Talves a veja amanhã. Estou perdido por louras. Qual será o remédio?
Meus votos querido Poeta!
Beijo no coração!
Vo(l)tando...
E deixando beijinhos Raphinha...
azuis...zen...místicos...
Blue
Muito bom teu conto. Acho que todos deveríamos ver (ou rever) o Armacord, do Felini.
Circus do Suannes · São Paulo, SP 25/8/2008 10:21
beleza de texto Raphael,
e os seus personagens
transitam no plano do real
abraço,
beleza de texto Raphael,
e os seus personagens
transitam no plano do real
abraço,
ah! se você achar uma loira
desta aí da foto, clona a
bichinha e me manda uma
cópia, ou a original,
sê que sabe!
Celina Vasques! Obrigado pelo aopio e pelo voto! Abraçõs e boas férias!
Joe Brasuca! Obrigado pelo voto meu caro overmano! Uma boa loura para você!
Raiblue! Recebo seus beijos e peço a Deus que me mantenha em equilíbrio! Estou enfeitiçado minha baiana!
Circus de Suannes! Beleza que lembras o Armacord do mestre Feline! E viva a Cinecitá!
Carlos Mota! Obrigado pela presença. Os meus personagens estão no real palpável! Logo, logo verei a loura novamente! Mandarei a original ao vivo e em cores!
Poie é, Rapha...e quem não tem (ou teve)fantasia sexual,né?
Algumas,que nem Freud explica...rsrsrs
Mas,valeu! Muito interessante a tua experiência c/a loura,
espero que amanhã possas encontrá-la novamente...rs
Beijos...
Raphael,
Belo texto. No meio do caos sufocante do cotidiano, um encontro inusitado, momentos rápidos de gôzo, e depois as duas personagens sumindo em suas vidas comuns. Bem desenvolvida a trama, o clima lembra um filme.
Parabéns ! Deixo meo voto.
Abraços poéticos
Raphael,
teu escrito entusiasma, ainda que apertado aqui e ali pelo rigor da técnica ou pelo usual contrário.
No Japão, parece, as mulheres conquistaram vagões exclusivos para viagens em horários de rush, sinal de que lá também é o que Nic descreve, o homem se atirando na caça, como se a mulher em viagem assim fosse disponível ao furor e à grosseria.
Ninguém, numa hora dessas, pensa que é filho da mãe.
E todas as pessoas somos.
Ou que nossa mãe ou nossa filha ali esteja viajando assediada.
Muito jovem, ainda ginasiano, situações semelhantes ocorreram comigo e outros adolescentes de ambos os sexos, no despertar da libido, no atropelo e aperto do escasso transporte coletivo da época, os bondes sempre sempre lotados nos horários de saída da escola.
No caso daquele vagão exclusivo japonês, penso que ainda resta a questão do lesbianismo, possível de ser também um outro caso.
O teu texto cria muito bem as imagens que quer descrever.
E, independente de conferir para todas as mulheres uma circunstância individual, porque dizes que ela gozou assim rápido, conferes também o que Nélson Rodrigues capturou muito bem no texto A dama do Lotação. Assim é a vida, nada mais: é a vida como ela é, sem muita teoria, sem muita vegonha quando o aparente incógnito se instala.
Uma prática parece recorrente aqui, do Oiapoque ao Chuí e no planeta, em que o fenômeno das metrópoles impõe.
Livres dos mexericos dos lugarejos, nos atiramos no abismo da liberalidade quase clandestina, cujo fundo falso do poço é a libertinagem.
Agradecido pelo convite.
(algo me diz que a loura da foto não parece ser a do lotação...)
Hummm! Que texto ! Fiel a nossa realidade. Aproxima do carnal e do sexual numa amplitude inimaginável.
E os comentários hein? Uma verdadeira enciclopédia dos Overmanos. Gostei demais. Um anjo escrevendo feito demônio! Massa!!!!!!!11
Você é fogo, rapaz! Aliás, já dizia poeta primeiro: O amor é fogo! A libido, a luxúria - um luxo? Uma necessidade vital. É um dos pecados da carne, certo, como é certo que não somos apenas alma. Evoé!
Abraços.
Não dá pra imaginá-lo um bêbado... Portanto, tua lucidez nos faz crer que és um poeta porreta! rs
Votado
Baci
Raphael, meu anjo
A que horas passa a próxima lotação para Planaltina?
Rapha, rapaz... que texto bem elaborado. Insinuante e envolvente. O real e o imaginário amalgamam-se num jogo atemporal de imagens e sentidos.
E eu, que estou a Brasília semana que vem...
Compulsão Diária! Soe feliz por ter os seus ósculos e fortes amplexos na ala plástica e carente de amor! Um baita de beijo plástico!
Yasmim Backer! Infelismente tive que adiar a viagem para Brasília. Uma pena pois já estava em sintonia com aloura do lotação! Fica para a próxima semana! Estou carente de louras para ser feliz1
Doroni! Obrigado pelo apoio a minha libido estava em baixa!
Cíntia Thome! Não foram sonhos, foi a via de fato!
Juscelino Mendes! Vige digo eu que fui a vítima! Feliz vítima!
Gustavo Adonias! Um elogio da sua parte é um estímulo já que sou um neófito no portal das letras.
Caro Adroaldo Bauer! A loura da foto é apenas ilustração. A verdaeira era magrinha, estatura média, quarentona, nariz de fuinha! é como relatas, um viver a Nelson Rodriques. O insólito das metrópoles ativa a libertinagem não comum nas urbes campesinas! A carencia com a fantasia leva o indivíduo a usar o pensamento mágico da facilidade de abordagens! Beleza a sua participação e mensagem esclarecedora no postado! Obrigado!
Malufreitas! Obrigado por ver o meu lado demônio. Sou bipolar e plástico. Escravo do corpo do desejo, písciano, passional e trágico, além de teatral. Um beijo minha doce libriana!
Jose Carlos Brandão! Evoé digo eu meu caro overmano! Obrigado pela energia no postado!
Sigrid Spolzino! Sou um lúcido. Não bebo por ser desconfiado, não confio em torpor etílico, confio desconfiando do torpor do desejo carnal, sou escravo da luxúria tupiniquim! Mil ósculos pela sua presença loura e divina!
Juliaura!!!! Estavas no Beijim minha cara orvermana? Vistes a grande muralha? E o céu da China como é? Morenas lindas como vc. não andam de lotação, viajam no coração dos deuses no Olimpo.
Rubenio Marcelo! Lhe darei a dica do roteiro da loura. Ela pega no Eixo-Sul a tardinha. Boa caçada!
Rapha,
Tráfego pelo eixo sul estou carente de amor!lindo
todas as energias passam....
beijinhos
claudia almeida
Claudia Almeida! Obrigado mpelos beijos. Estou mesmo carente de amor!
raphaelreys · Montes Claros, MG 26/8/2008 08:18
Olá Raphalrelys, gostei demais do seu conto.
Tenho um antigo e um pouco parecido, quando tiver um tempo de uma olhada aqui.
abraços..
Menino!!!
Mas que loura é essa....
Adorei!!!
Kisssssss
Caramba! Essa mulher estava a perigo.
Desse jeito o pessoal de Brasília vai querer deixar o carro em casa e andar de lotação. Aí é que a coisa vai esquentar.
Gostei do texto.
Um abraço.
raphaelreys · Montes Claros (MG
A LOURA DO LOTAÇÃO
Ficou um texto admirável, uma leitura agradável de uma História possível de acontecer com qualquer um todos os dias.
Parabéns.
Abracáo Fraterno.
Igor Assis! Obrigado pela presença! Fareia visita!
Ana Wagner! Um beijo pela sua presença!
Ilias! Sou apaixonado por morenas chocolate!
Sonia Brandão! São os encontros insólitos minha cara! Almas em desamor que se cruzam no cotidiano!
Azuir Filho! Agradeço o seu apoio meu caro overmanpo! Um forte amplexo!
Ecilia Yeus! Benvinda sempre! Obrigado pela presença e pelo apoio! Um beijão!
raphaelreys · Montes Claros, MG 29/8/2008 06:38
Querido amigo
Demorei, mas cheguei.
É muito comprometedor dar algum testemunho aqui. Mas, como disse a minha amiga Celina, isto é muito comum acotecer. Há muitas mulheres mal amadas por ai e que se entregam ao prazer por simples prazer.
Agora, se fosse a loira da foto.... sei não.
Abraços
Caro Saavedra Valentin!Como bem presumis a loura da foto foi apenas uma ilustração feliz! Ando atrás de uma poltranca dessas à anos! Um abraço!
raphaelreys · Montes Claros, MG 30/8/2008 12:43
Querido Raphinha:
Informo para os devidos fins que teu conto está uma delícia de ler e so_rir, mas estou observando que: Dio Santo! Os meninos são todos iguai !!!!!!!
Nem os poetas se salvam e fazem um pouquinho de charme na tensão ... rsrsrs
Beijos_Meus*
*
Digo, os meninos, mesmo os poetas, são todos iguais ... rsrsrs
Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 31/8/2008 17:17Cara Lili Beth! Poetas também são traidos pelo atávico. Basta distrair e vira bicho urnano! Um beijo!
raphaelreys · Montes Claros, MG 1/9/2008 06:09Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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