?
...
Quantas rosas brancas arrancadas
- Em vão -
Do meu jardim?
Quantas borboletas azuis
Para entender:
Não há pedaços de céu?
Quantos dias semear no deserto
Para saber a miragem do oásis?
Quanto embriagar-se de azul
Para ter medo de voar?
Quanto mel
Para desejar a amargura?
Em quantas pedras ferir-se
Para abandonar o caminho?
Quanto desejar um sonho
Para torná-lo pesadelo?
Quanta música
Para precisar do silêncio?
Quantas rosas brancas arrancadas
- Em vão -
Para guardar um perfume
Dentro de mim
...
?
Parece que quando as cosas (ruins) acontecem,
nunca sabemos a medida certa.
Gostei
Um abraço
Valéria,
São tantas pérguntas.
Respostas? São procuradas
em escritos.
Beijos,
Regina
Em quantas pedras ferir-se
para abandonar o caminho?
...quem poderá saber a medida certa das coisas? Gosto do teu poema porque nos atiça a refletir sobre as marcas que o cotidiano nos deixa e que muitas vezes a gente não sabe e não quer ver. Bjos
Valéria,
seu poema é inspirador à reflexões de tempo e quantidade...
Pois é...até quando nos colocaremos vulneráveis??? Existe alguma alternativa? Podemos ser livres deste sofrimento?
Perguntas e indagações, com respostas pessoais e caminhos distintos.
Muito bom
Parabéns
beijo
Valéria,
Seu poema é muito bom!
Já marcado para voto.
Grande abraço!
Quanto mel
Para desejar a amargura?
Eis a questão Valéria, nunca sabemos a medida exata. Sabemos apenas que apesar do mel, existe o fel. E este, às vezes em maior proporção.
Porém, em nossos jardins a 'rosa branca' insiste em crescer... cuidemos delas para que possam além de exalar o inconfundível perfume, posa ser sentindo.
Namastê!
Edimo (te chamo assim?)... parece que não sabemos, apenas sentimos...
Sim, Regina, parece que somos apenas os que expressam de forma mais definitiva as perguntas...
Graça... é, às vezes a gente não quer ver, nem sentir, mas para estar vivo de verdade...
Cristiano, será que as perguntas trazem em si alguma resposta?
Flávio, fico honrada com sua visita...
Amiga Branca... um jardim é um jardim... e as rosas brancas continuam crescendo, :)
Obrigada a todos pela visita e pelo comentário
e... namastê (saudação yogue: o deus em mim saúda o deus em ti) e
Beijos.
Valéria,
Um belo jardim poético.
Votado!
Bjs
me faz refletir, gostei e votei.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 27/7/2008 19:05
Valéria,
Parece que não há uma medida certa para a simples existencia das coisas. Se constrói destruindo, e as vezes dói.
Bjssss
Falcão, bom ver você aqui. Beijo!
W. Marques, obrigada pela visita.
Branca... beijos!
Doroni... nossa, você falou algo lindo...
"Se constrói destruindo". E, sim, dói...
Julia, prazer em vê-la aqui
:)
Grande abraço a todos.
Tenha certeza, Valéria que essa equação construens/destruens é vital para o nosso equilíbrio e para o equilíbrio do Universo !
Tudo o que acontece com a terra, acontecerá com o filho da terra !
( foi o chefe sioux Touro Sentado que proferiu essa frase ! )
às vezes um tempero exótico e doído nos faz perder a fé na raça humana, bobagem, o que cê perde aqui, ganha lá, com juros e correção monetária, lembre-se que: as migalhas de pão que escapam do bico do pássaro que voa, são as mesmas que farão falta a outro pássaro desavisado !
Um beijo !
Magnifíco... Nossa... Perfeito...
Quantas pedras mais? Chega um ponto no caminho que estamos longe o bastante pra voltar, porém perdidos o suficiente pra contiuar. Quantas rosas brancas em vão...
"Mas quem ordenou que as rosas brancas
Fossem pintadas de vermelho
Consegue - ele próprio -
Acreditar nessa forjada rubreidez?"
"Em quantas pedras ferir-se
Para abandonar o caminho?"
valéria...que lindos poemas são os seus...
um beijo
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