Havia uma beleza naqueles olhos,
naqueles olhos banhados
de revolta romântica
contra a impossibilidade
de vencer o mundo;
Havia um sonho em seu rosto
que, somado a tudo,
fazia dela
o melhor sorriso
naquela noite;
Havia uma vontade
de não ser ninguém,
se não ela, ali,
deslizando sobre a cadeira,
falando suave com as mãos,
ante as minhas,
que nada conseguiam dizer.
Mas ouvi-la,
ouvi-la justificava qualquer silêncio.
E longe d’ali,
lá fora,
tudo contribuía com ela:
a noite quieta,
a lua espiando escondida,
as pessoas invisíveis a passar,
teimando em tentar existir;
enquanto,
frente a tudo,
diante seu rosto,
eu não sabia
o que a fazia mais bonita:
o simples fato de existir,
ou o simples fato de
fazer o resto do mundo não existir.
A lembrança reflexiva de um momento congelado no tempo.
"o simples fato de existir,
ou o simples fato de
fazer o resto do mundo não existir"
Olá, William,
só a lembrança desse momento congelado no tempo já é suficientemente poética. Lindo poema!
abçs de betha.
Beleza de versos, Wiliam!
Abraço
http://interludios.blogspot.com
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