Recuso dobrar a esquina
Ali o verso vai me devorar
Perdoa não ganhar a quina
Vão esperar me aposentar
Sinto um aroma outro no ar
Penso qu'inda vai demorar
Não vou dobrar nem o joelho
Nesse mato tem muito coelho
Vou ficar lambendo as feridas
Comendo as cascas das uvas
Coçando as costas com luvas
Emprestadas e imprestáveis
Recuso dobrar a espinha
Mas dói na ponta da costela
Aquela mesma dor, não, não
Aquela mesma dor do coração
E quando atinge o coração, massacra tudo que o se põe a ter sensibilidade.
Valeu, um abraço!
e se dobra o coração...aí doi menina, estraçalha a gente nemermo?
faz doer esse tal amor quando a gente escorrega nas cascas e vai lixo pelas ruas
e a gente até cega...cega...
Lindo Juli...
Grata fico, Cíntia,
cegada fico bestificada esperando um trem de nada numa parada alguma pra lugar algum... sei apenas que virá... num presente ainda futuro.
ahhhhhh essa dor que vc extravasa, poetisa
fere aqui tbm!!!
adorei te ler.
bjssss;
Penso que passarinhará avuando dejá quase ficando, Cláudia. Grata.
Juliaura · Porto Alegre, RS 17/10/2009 21:54Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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