A Morte do poeta

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Li Nobert · São Paulo, SP
19/1/2013 · 0 · 0
 

De onde tirava tanto para escrever?
Os escritos, é que lhe dava muito para viver.
A mesma lua que todos viam brilhar no céu,
Ele á via,como uma noiva via o seu véu.

Falava do mundo, como ninguém falava igual,
Detalhava tudo, que até o mais simples, parecia o principal,
Da chuva que caía,da água que rolava!
Das ruas, das esquinas, de gente que se amava.

Do vento que trazia, o cheiro da saudade,
Dos seus grandes amores, e grandes amizades.
Dos seus primeiros goles, de copo, de garrafa,
De noites não dormidas, de manhãs de ressaca.

Falava de tristezas, de coisas tão ruim,
Mas tinham que ser ditas,talvez melhor assim.
Nome de pessoas, que só ele conhecia,
Apresentava a todos em suas poesias.

Até chegou um dia! que triste ele ficou!
Assuntos pra poema, não pode encontrar,
Sentia que aos poucos, perdia o seu valor,
Sua vida era os poemas, passou a esvaziar.

A cada dia a mais, sentia a derrota,
Passava muito tempo, sem poder escrever,
Sua criatividade, fechava lhe as portas.
Sua vida se acabava, Como tinha de ser.

O Mestre da poesia,ficava na lembrança,
A história de um homem, que nasceu pra escrever,
A história não termina, o seu corpo já descansa,
A vida de um mestre, o mundo quis perder.

Sobre a obra

Quando o poeta sente se esvaziar de sua criatividade.

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Li Nobert
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