Era muda, andava pelas ruas sofrendo maus tratos e achincalhamento de todo tipo. Seria louca também?
Ivete G. M., nem sei por onde começar...
Queria ser nesse momento um desses catedráticos que tem na lingua uma fala decorada para todos os momentos.
Me emocionei? MUITO
Viajei e vi os personagens? SIM, até senti o perfume de Márcia e da muda.
Me vi dentro do conto? SIM, eu estava atrás da árvore observando a multidão.
Não sei se é baseado numa história real mas a mim foi muito real.
Acredito ser impossivel ler seu conto e não assistir o filme, tudo o tempo todo em nossos olhos.
Infelizmente essas mudas estão por aí o tempo todo e muitos não conseguem, mais que ouvi-las, captar a essencia delas.
Abreijos minha querida e volto para votar.
Ivette G.M. · Cotia (SP) ·
A Muda
Um Trabalho admirável que toca no coracáo de qualquer um/
A Vida da Muda foi Um Calvário de sofrimentos.
O Possoal despreparado nem lhe pode dar apoio e assisténcia.
Uma História de verdadeiro martírio.
A gebnte precisa ler estas vivéncia pra se sensibilizar com os excluidos e os que vivem as desigualdades sociais, sáo seres de segunda categoria que sáo rejeitados e discriminados.
Ficam iguais a malucos e no meio das dificuldades até atrofiam o entendimento, como que náo entendendo, e se vendo no meio de brutos insensíveis, que torturam emocionalmente e até batem.
Seu Texto náo é só emotivo mas sobretudo Educacional.
Náo é só pra emocionar, é princiopalmente pra aprender a contribuir com alguma coisa para o mundo melhorar e a vida valer a pena.
Parabéns.
É um texto especial pelos Direitos Humanos.
Abracáo Amigo
É, o poder da ignorância que ainda grassa por esses Brasis afora.
Contaste bem.
Devemos todos nos empenhar em estirpar todo mal tomando das luzes do esclarecimento, do amor, solidariedade plenae afeto.
Volto para votar
Bjinho
Aos amigos Jurandir, Azuir e Aldy, obrigada pelos comentários valiosos, que fazem valer a pena escrever.
Abração. Ivette G M
Li tudo e fiquei com algo entalado na garganta. Sem demagogia, lembrou-me alguns dos contos de Laços de Família da Clarice Lispector. O momento de epifania no seu conto então... Estou semf ôlego até agora! *.* E o pior é que essa situação não é nada esporádica em nosso país não... Há até quem pague para enfermeiros abrirem caminho para psicopatas e estupradores transarem com quem está imobilizado em uma cama de hospital... Triste, mas é verdade.
MAGNIFICO TEXTO!!!!
Seu texto merece ser lido para professores em geral, principalmente para os que trabalha com surdos e mudos. Vou enviar para alguns que conheço. Parabens, volto pra votar.
bjs
sinva
Ivette, o texto é bastante significativa. Penso que poderias burilar mais a ideia central da narrativa. Abraços, Égab.
Égab · Florianópolis, SC 2/3/2009 14:24
muito interessante e bem feito, parabéns.
depois eu volto.
Ivette:
Os psicopatas e também os que estão logo abaixo na tabela da maldade, de certa forma imitam aos predadores da natureza, pois na escolha das vítimas, as feras são seletivas e vão sempre nas mais frágeis, por isso atacam prioritariamente filhotes, preferindo-os aos adultos.
Na sua história, a deficiência da vítima , muda (provavelmente surda), a tornou uma presa fácil , certamente aí o viés da escolha da vítima, inclusive ante o propósito da ocultação da autoria e consequente impunidade.
É isso aí, parabés pelo belo texto
beijo
Muito triste. Quando se fala em estupro de uma pessoa normal, eu fico indignado, transtornado até. Muda então é de doer os ossos. Não sei se esse futuro é um fututo redentor. De qualquer forma, seu conto é competente no que pretendeu.
Abraços.
Narração dolorosa e saborosa. Saborosa porque fala de um tempo que se foi, o da meninice, deixando saudades. Dolorosa porque nos conta da tragédia do Diferente, em sua ânsia por afeto e comunicação. A Ivette nos mostra que SURDOS somos nós, tantas vezes cegos à dor do Outro.
O drama duma menina-moça que se viu na incomunicabilidade por culpa do destino, e mais por culpa das pessoas que a rodeavam: a família, a professora, vizinhos, as crianças da rua. E padeceu nas mãos cruéis e insanas de um estuprador! Quanto sofrimento esta menina suportou? E quão forte foi!
Uma sub-trama que não faz parte do enfoque da Ivette, mas gostaria de comentar brevemente é sobre a inata e pouco falada maldade das crianças. A autora narra:
“Claro que não éramos anjos e a provocávamos só para vê-la dizer palavrões...”
Estas provocações deixavam a muda “brava e nervosa. Xingava as pessoas e fazia gestos obscenos”
Relembremos nossa infância: quantas maldades sofremos ou cometemos? Certamente nem toda criança foi maldosa, porém poucas escaparam da maldade alheia. E a escola primária é campo fértil para a manifestação da perversidade na criança. Freud foi um dos primeiros a duvidar da inocência infantil.
A Muda foi vítima. Igualmente vitimas as crianças, pois que a maldade humana existe, não há como negar: é inata. E o nosso lado bom, luta constantemente contra este nosso lado obscuro.
A Muda não era muda: certamente era surda! E a surdez levou-a ao mutismo, e a rejeição a levou aos gestos obscenos. Vejo a Muda como uma cadelinha escorraçada, sofrendo por não entender a razão de ser rejeitada. Ah, mas a Muda era obstinada e forte! E sobreviveu.
Aplaudo Ivette por sua narrativa humana e compreensiva, mesmo conosco, os pecadores por omissão ou ignorância, como aqueles que não perceberam, ou se perceberam se omitiram, que a menina era muda e carecia de afeição.
Porém, é por isto que a Humanidade é admirável: sempre aparece uma alma caridosa e dedicada. Existe, em qualquer lugar do mundo, e em qualquer coração, sempre existe uma Madre Teresa de Calcutá! Apareceu a Márcia, este Anjo Bom, que olhava o Diferente com os olhos da compaixão e da compreensão e não da crítica e resgatou a Muda, que enfim deixou de ser muda e se tornou Pessoa.
Que bom seria se houvessem mais Márcias no mundo !
Parabéns, Ivette, você nos trouxe um texto oportuno, relevante e humano.
... comentarei depois...
lagrimas embaçam e me calam agora !
bjsssssssssssss;)
Ivete,
Quantos fatos tão tristes como esse, existem abafados não pela mudez, mas sim pelo medo.
Um povo que não respeita suas crianças, jamais poderá merecer vivenciar a plenitude da paz.
Bjs
calo minha voz, não a emoção que fazes sentir com seus contos bastante reais e sempre surpreendentes no cuidado com o ser humano.
Rose Rocha · Jundiaí, SP 3/3/2009 13:50
Voto em vocês três.
Voto na muda, na márcia e voto em você, Ivette com 2 T.
Abreijo nas três moças.
Votando.
+ comentário: Ademais serve de alerta a pais e amigos, ficarmos alerta aos passinhos de nosss filhos, para orientá-los, ouví-los, e com eles aprender a crescer em humanismo etc etc etc...
Bjinho
reler...prazer até meio morbido diante de uma historia tao dramatica e barbaramente triste... mas o seu jeito de conta-la...prende a gente aqui em meio a comoção.
(lagrimas nos olhos de Amanda e...meus votos !)
bjssssssssssssssssssssssssssss;)
Excelente conto. Muito bem escrito. Pessoas como Marcia conseguem falar com mudos, conseguem enxergar na escuridão.
Isso porque enxergam com a alma e escutam com o coração.
Ivete querida, faço minha as palavras dos colegas.
Magnifico. Parabens. Mirtes Carvalho
Oi Ivete. Aqui apreciando seu talento!
Abraços. jbconrado
Depois de tantos comentários, só me resta votar...
parabéns!
Muito triste e dolorosa, parabens adorei, bjus e votos
Fatima Merigue de Mendonça · Itu, SP 4/3/2009 00:29ótimo texto, muito bem escrito, parabéns!
Luiz Cabelo · Porto Alegre, RS 4/3/2009 00:41
Ivette G.M. · Cotia (SP)
A Muda
Um Texto Admirável que comove a gente.
parabéns por tanto merecimento e dignidade.
Todo mundo precisava de ler.
Abracáo Amigo
Ivette, suas personagens transitam pela realidade de uma forma crua e envolvente - muito bom trabalho!
Votado!
Caros overmanos, este foi um dos meus contos que recebeu a maior quantidade de comentários muito pertinentes, sobre o conteúdo do texto. Parece que a personagem tocou muito o lado espiritual de todos. Suscitou nos leitores o que há de melhor em cada um.
Meu abraço e meu muito obrigada.
Abração. Ivette G M
É realmente uma história muito triste, de incompreensão e egoísmo. Mas aqueles eram outros tempos.
Felizmente, o final foi feliz e, quem sabe, o bebê tenha sido o primeiro amor que ele conheceu.
Gostei muito!
beijos
Só agora vim prestigiá-la minha querida; e como sempre admirando teu talentoso modo de síntese. Pronfundidade...
Beijos
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