TERRUÁPARÁ PARÁ
A MÚSICA DO PARÁ INUNDANDO SÃO PAULO
DIAS 17,18 E 19 DE MARÇO DE 2006
LOCAL: AUDITÓRIO DO PARQUE IBIRAPUERA (SÃO PAULO)
HORA: 20H30
RESERVAS: (11) 5908-4299
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Venha ver que não é só de Calypso que vivemos do Pará...
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É orgânico. Nasce de elementos da floresta. Sai dos curimbós, das rabecas, dos banjos. brotam das cabeças de Mestre Lucindo, Mestre Vieira, Aldo sena, Verequete e ganham ares de música comteporânea. Música para o mundo. Um terruá (terroir) musical.
Terroir define um produto que só pode ser construído em uma determinada região do planeta que possui microclima - ou macroclima - único e referências culturais próprias. Normalmente associamos terroir com a natureza da Terra. Poucos brasileiros sabem que a flora da Amazônia compreende cerca de 30 mil espécies, 10% da existente em todo o planeta. Numa região com tantos exageros, obviamente a musicalidade também seria diversa e original. É dessa biodiversidade que nasce a exuberância musical que o Brasil começa a descobrir no Pará.
Terruá Pará é um show que sintetiza a atual cena musical paraense. Um som tribal, sem deixar de ser contemporâneo.
A direção de Carlos Eduardo Miranda (produtor de nomes como Rappa, Cordel do fogo encantado, Otto, Mundo Livre SA, Raimundos). Possibilidade para São Paulo conhecer trabalhos como a percussão do Trio Manari. Nazaco, Paturi e Márcio Jardim retiram da floresta os elementos que serão transformados em instrumentos de percussão. Junto com eles, um núcleo-base de músicos que é uma verdadeira mescla de talentos das mais variadas escolas: Luiz Pardal (teclados, rabeca e bandolim), Pio Lobato (guitarra), Calibre (baixo), Mestre Curica (banjo) e Vovô (bateria).
Em quase duas horas de show, Nilson Chaves, Boi Veludinho, Lucinha Bastos, Dona Onete, Metalerias da Amazônia, Mestre Laurentino, Gabi Amaranto (Tecnoshow), Almirzinho Gabriel, Dj Iran, Tubas Da Amazônia, Toni Soares, Arraial Do Pavulagem, Mestres Da Guitarrada e La Pupuña produzem um espetáculo dançante com cheiro de amazônia. Uma verdadeira celebração do som da floresta.
O cenário, de responsabilidade do cenógrafo Paulo Morelli, fala tanto quanto a música, caracterizando-se num outro terroir. Objetos de miriti, produto ribeirinho extraído da palmeira miritizeira, vão colorindo ao mesmo tempo que o clima do show for crescendo. O miriti é o isopor da floresta. os brinquedos feitos com a madeira são um artesanato popular que se confunde com a história do Círio de Nazaré, a maior procissão religiosa do país, que acontece em Belém,no segundo domingo de outubro.
Tudo aqui fala por si. Todas as conexões nos levam a um jeito caboclo de ser, de compor, de tocar, de dançar e de viver.
Esse post devia estar na agenda, e não no banco de cultura.
Fábio Cavalcante · Santarém, PA 21/6/2009 20:11Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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