O poeta escreve com estrelas, pedras e pássaros.
Escrever é um testemunho da alegria.
Eu sigo arando a terra com a palavra.
Venho dos lençóis de flores,
que são palavras e me vestem.
Tomo da palavra como uma chave mágica.
A casa da poesia é a única morada de Deus.
O rio engole a palavra e espera o êxtase
Da rosa ao se mirar em suas águas.
Semente na língua torna belo o canto.
Palavra é como erva se alastrando, cobrindo tudo.
A flor sabe a palavra do êxtase.
A palavra tem raiz dentro da terra.
Na harpa da palavra, com os dedos em chamas,
Vou tangendo o universo.
O poeta vive à beira do abismo e do êxtase.
O pólen da beleza desenha a vida.
Poema-antologia feito com versos do livro Memória da Terra, 2010.
Olá, Brandão, meu caro
Belíssimos versos em consonância com a beleza da alma do poeta. Continuemos a arar os caminhos das palavras, e cultivá-las em nossos corações...
Parabéns !
"Na harpa da palavra, com os dedos em chamas, vou tangendo o universo...". Que beleza.
Abraços.
...e a poesias torna-se radiante em suas palavras, poeta!
belo poema, belo messssssmo! nossa!!!
bjsssss
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