Azul claro de nevoeiro...
Esses olhos caleidoscópicos sem chão
Entalhados em minhas costas nuas
Enquanto sua mente confusa
Perambula por aí.
Infra- vermelho através da minha carne como se num vestido transparente
Nada vê além da parede mofada que sufoca e não deixa gritar.
Por trás desses óculos,
Tenta se aquecer se enroscando em minhas coxas quentes.
Os lençóis queimam
Mas a parede é tudo o que sente.
Como se num grito, com toda sua deformidade
de falta de tudo,
palavras rastejam para fora de sua boca
E vomitam sua tristeza embriagada por toda parte.
Meus ouvidos não consegue encontrar
Porque me viro para o lado, e como uma parede,
Não me mexo até o amanhecer.
Assim você congela
E assim,
no nada se transforma pra mim
embriaguei-me
ivoccr · Ilha Rockall (Disputada), WW 30/8/2007 01:51
LUCAZ,
gostei de todo o poema, muito rico de imagens, sugestivo!
Abçs de Betha.
Fotíssimo, duro e belo!
Gostei demais do seu estilo!
beijos
Olá, sou nova por aqui e me deparei com esse teu poema tão bem escrito, com metáforas tão fortes, que traduzem sentimentos e ações (e também "inações") tão intensas...
Parabéns pelo trabalho. Já estás entre meus favoritos.
Convido você a visitar meu perfil. Pode ser que goste de algo por lá... Ou não! rs.
Abraço!
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