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A PARTIDA DO MEIO AMBIENTE.

zegadis
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Antonio Brás Constante (Escritor maluco) · Canoas, RS
18/3/2009 · 87 · 6
 

A PARTIDA DO MEIO AMBIENTE.
(Autor: Antonio Brás Constante)

Desde o tempo em que os misteriosos mecanismos evolutivos permitiram a existência da raça humana neste mundo, sem perceber começamos a participar de uma partida pelo futuro da Terra, pelo nosso futuro, e pelo futuro daqueles que amamos.

Nesta disputa o nome “partida” define bem o que está acontecendo ao nosso redor, pois vários animais estão partindo rumo a derradeira extinção. Troncos de árvores vão sendo partidos em nome da ambição. O solo está se partindo sob nossos pés, vítima da implacável erosão, causada por nossos atos insensatos. Mas principalmente, estamos partindo para um caminho sem volta no que diz respeito à salvação do meio ambiente e, conseqüentemente, de nossas vidas.

Realmente parece que não estamos entendendo (ou querendo entender) o jeito correto de se participar desta competição, e isso é péssimo, pois para se competir, é desejável que os participantes demonstrem um mínimo de aptidão e competência (algo que parece estar nos faltando). Se alguém dúvida, basta olhar para o nosso comportamento, como por exemplo: mesmo sabendo dos recursos finitos em nosso planeta, estamos sempre jogando fora tudo o que aparentemente já não serve aos nossos caprichos superficiais, demonstrando muito pouco interesse em elaborar, aperfeiçoar ou mesmo praticar formas de reciclagem, que tentem aproveitar o que já tiramos da natureza através da reutilização de materiais.

Estamos competindo por nossa sobrevivência de forma individual, ignorando regras essenciais ao bem-estar geral, talvez por acharmos que não exista uma punição para estes tolos atos irresponsáveis. Quantos rios terão que morrer para criarmos consciência da importância de mudar nosso comportamento frente à utilização dos recursos naturais? Quantas florestas necessitarão ser devastadas para percebermos o quanto estamos errados? Quanto tempo ainda irá demorar até conseguirmos escutar os apelos de socorro da natureza?

Somos Bilhões de indivíduos vivendo em uma sociedade consumista, pensando de forma egoísta coisas do tipo: “eu posso deixar a luz acesa”, “eu posso deixar a torneira aberta”, “eu posso jogar lixo na rua”, etc. E assim o ser humano vai poluindo, esbanjando e destruindo os recursos que estão a sua disposição, por achar que não precisa fazer a sua parte para evitar o desperdício. E com isso contribui para agravar cada vez mais a derrocada de todos, empurrando-nos diretamente ao precipício.

Para piorar a situação, a cada dia aumentamos o número de jogadores em campo, sem perceber que quanto mais jogadores nascem pior o jogo fica para todos, pois os recursos são limitados frente a um consumo cada vez mais desenfreado.

Muitos chamam a natureza de mãe, mas agem com ela como verdadeiros filhos da mãe. Atuando como seres ingratos, que não sabem retribuir tudo que recebem de seu ventre de terra no qual pisamos, e por onde a vida corre em forma de água cristalina, bem como se renova de tantas maneiras milagrosas o ar que se respira, isso entre tantos outros presentes que destruímos tal qual crianças mimadas, que não sabem dar o devido valor ao que tem.

Gastamos tempo e dinheiro construindo piscinas para diversão, mas somos incapazes de construir reservatórios que captem a chuva, visando a preservação. Nos calamos frente à ganância mundial que impede a criação de fontes alternativas de combustível, obrigando-nos a continuar envenenando o meio ambiente para que eles possam continuar lucrando com seus gigantescos poços de petróleo inglório.

Enfim, neste campeonato com trejeitos de guerra, onde o inimigo utiliza alcunhas como “desmatamento” e “poluição”, devemos rever nossas ações e atitudes, deixando de agir como atacantes vendidos, que ficam ajudando o time adversário, passando a atuar na defesa e preservação da natureza, pois somente assim poderemos ganhar uma chance de futuro. Caso contrário, ao invés de desenvolvimento, seremos a primeira espécie a ser algoz de sua própria extinção.

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".

Sobre a obra

Crônica com uma pitada leve de humor ambiental.

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informações

Autoria
Antonio Brás Constante
Ficha técnica
Plantada em um arquivo para ver se germina ou cria fungos.
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Onivaldo Paiva
 

Sobre as catástrofes que estão acontecendo no ambiente em que vivemos, boa parte da culpa é jogada nas costas dos fazendeiros [esta palavra atualmente já tem uma conotação pejorativa] e sobre o agronegócio, que tem de fato uma larga parcela de responsabilidade com o uso excessivo de fertilizantes, agrotóxicos e desmatamento.
Nas últimas décadas a população se tornou quase que totalmente urbana, e se desacostumou de entender e prezar a natureza, não sabendo, ou não se preocupando com a criação exagerada de lixo, nem com sua destinação; não olhando com simpatia as árvores plantadas nas calçadas, vendo somente a “sujeira” que suas folhas trazem e o transtorno que é varrê-las, e sempre pleiteando das prefeituras mais asfalto e menos terrenos baldios. Com isto as águas da chuva não têm mais por onde escoarem. E haja inundação! E haja catástrofes!
O povo da cidade (mesmo aqueles que se dizem preocupados com a questão) vocifera contra o agronegócio, recém vindo dum shopping ou dum supermercado onde gastou o que podia e o que não podia, enchendo seus carrinhos de compras com porcariadas, mil sacolas plásticas, tantas e tantas embalagens.
As pessoas reclamam, mas são consumidoras vorazes. Entopem os bueiros com pilhas tóxicas, os celulares se multiplicam, seus veículos emitindo fumaça e mais e mais poluição. Não me coloco como inocente, sou igualmente culpado por gerar lixo, culpado pela omissão comodista e por só "ver o argueiro nos olhos dos outros e não ver a trave nos meus”. Se eu fizer, se você fizer como o joão-de-barro que carrega pouquinho a pouquinho a massa, com paciência e obstinação, poderemos ir sanando os males, cada um fazendo um pouco, hoje, agora, pela causa do respeito à natureza. Enquanto é tempo.

Onivaldo Paiva · Uberlândia, MG 14/3/2009 21:15
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Doroni Hilgenberg
 

Ótimo texto
Vc tem razão Brás
somos jogadores irresponsáveis e o comodismo não nos deixa
ir a luta. Por causa disso, nossos filhos e netos sofrerão
sérias consequencias, pois a natureza quando muito prejudicada, não tem volta.
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 16/3/2009 19:33
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Cláudia Campello
 

Essa é a politica atual.........e a consciencia
sendo melhor trabalhado.
ha esperança.

gostei dos argumentos.

bjsssssssss;)

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 17/3/2009 00:59
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Poetisaluz
 

GOSTEI E VOTEI. VISITE-ME SE PUDER E LEIA "VIVAS POESIA"

Poetisaluz · Petrópolis, RJ 18/3/2009 00:45
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Greta Marcon
 

Votado. Caramba, brás! você descreve com muita fidelidade a triste realidade do nosso lindo e castigado planeta. Ótima crônica. Quanto
à sua pergunta, moro em MG, mas sou gaúcha de Jaguari. Me criei
em Porto Alegre, morei e me casei em Bagé. Meus filhos [3] moram em P. Alegre. Vou te procurar no Orkut... me add?
Baci da Mamma [meu apelido...]

Greta Marcon · Ponte Nova, MG 23/4/2009 22:15
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Greta Marcon
 

Não te achei no Orkut... Se quiser me add, procure por
Greta Marcon
bjssss

Greta Marcon · Ponte Nova, MG 23/4/2009 22:31
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