"Houve um tempo que um jovem homem conjugou matrimônio com três belas mulheres. Como isso se deu, não é de todo o caso neste momento. De fato devemos nos ater a demasiada importância que havia no amor deste quarteto. Como posso dizer, de um para “os outros”. Há de se realçar que onde passavam conseguiam por competente habilidade chamar a atenção. Destoavam dos transeuntes mesmo ao passarem dispersos, pois eram independentes, no entanto interligados por conjunção energética. Até a mais ingênua criança saberia que eram iguais e pertencentes, por intuição. Entre eles o amor transcendia a carne e as condutas pré-estabelecidas. Eram quatro contudo pareciam um, e assim seguiram os anos a compartilhar suas vidas como as células os nutrientes de um só corpo."
(...)
"Moravam em uma casa ao fim de uma ladeira que ficava de fronte a um bosque de antigas árvores. A casa era modesta. Isso era. De certo bem pequena para os quatro viverem, todavia viviam bem. O conforto era suficiente para fertilizarem o amor dia-a-dia em suas reuniões carnais no quarto das Três, o maior dos cômodos daquela despretensiosa residência. À ida do sol, Ádamo sempre clamava uma a uma para deitar consigo e assim faziam carícias mútuas como que fisgando o sono a embalar seus corpos para o mundo dos sonhos. Às vezes dormiam dada a chegada prematura do mesmo. Às vezes, pelo torpor da exaustão de gozos mordidos que o frenesi amoroso infligia aos lençóis. Certo dia, ao clamor do jovem para se dar à cama, uma delas não foi. Chamava-se Sofia."
(...)
"Sofia era marcante por ser a alma criativa daquela excêntrica família. Vivia a pintar e a enfeitar a pequena casa com seus apetrechos de cores fortes. Criava obras de artes magníficas, escrevia belos poemas e compunha músicas que tocavam a alma, quando felicitava o mundo com sua extrema alegria, dançava. Corria pela casa e arrancava sorrisos dos seus conjugues/amantes. Adorava Naiara que por sinal também a estimava. Eram as mais sinérgicas daquela conexão mútua. Contudo naquele dia Sofia portava a misantropia dos poetas malditos, e não queria contato com ninguém. Ao entardecer, em sua prematura chegada do ofício, sentou-se ao som, na sala, pôs um antigo CD e com um cigarro nas mãos, assim ficou até altas horas, interrompendo sua inércia apenas para pegar doses de vodca com gelo."
A passagem é um conto que trata de polêmicas. Um conto que nasceu para o questionamento despreconceituoso, mas sobretudo trata do Amor. O Amor sem rótulos e suas demais filosofias...
...entao conti_nuas.
porque ta mto bom o texto..........prum romance.
bjs♥;;
Obrigado Cláudia! O conto na integra está disponível para download.
MakacoKósmico · Porto Velho, RO 7/7/2009 12:12Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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