Ribanceira, a pedra
Ribanceira, o dia
Ribanceira, a peneira
Ribanceira:
Um homem garimpa
Na garupa do dia
Pedras miudinhas no vazio da peneira
Ribanceira!
Eu espreito e temo o rolar da pedra
No rolar das pedras do dia
A pedra grande
A inominável pedra
Na fundura da espera
Eu espreito e temo
Eu convivo
Na garupa dos dias
Esses galopes
A vida na peneira
dos dias, a pedra
No vazio da peneira
os dias, a pedra
Esse ofício de mãos
na ilusão da peneira
na dureza da pedra
o tear trançadinho das fibras
Às vezes inútil a peneira
Cato o precioso irreal da pedra
E tamborilo os vazios
No galope dos dias
Espreito o rolar da pedra
Na ribanceira do meu medo
A pedra inominável
A inarredável pedra.
Cida,
Não temas nada já que temos o amanhã, fantástico, nesta ou em outras fascinantes dimensoes do unverso. Um dia saberemos.
Abraços
Noélio Mello
Nossa, tocante o poema e as imagens são fortes.
Gisélia Duarte · Goiânia, GO 14/6/2007 09:22Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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