Dona Sianinha, avó da minha esposa
Me deu uma madeira, peroba rosa
Da mata da Thereza
Tinha caído, fazia uns vinte anos, numa tempestade!
Fui a cavalo ate' a serraria do João da Hermínia
Depois de subir o morro, passar por quatro porteiras, cheguei!
Lá bem no alto da serra, fui por ele recebido
Sorriso nos olhos, caboclo humilde, convidou-me pra entrar
Casa grande, antiga, assoalho taboado, bem lavado
Sua irmã serviu café, num bule de lata comprido
Pedi ajuda, pra achar a peroba que tinha caido na mata
Ele me disse que sabia desta historia, e podia ajudar
No outro dia, nos encontramos na mata
Olhando pra cima, o João viu uma falha nas copadas
É' aqui' Vitinho, achei! Exclamou apalpando a tora caida
Limpou em volta com foice, eu vi a tora!
Media mais de vinte metros, de uma grossura so'
Tinha um metro de quina
Fez um estaleiro no local, desdobrou a madeira
Vários dias eu via ele com o traçador e ajudante serrar...
O tio de minha esposa denunciou...
João da Herminia ficou sabendo
Varreu toda a serragem de sua oficina
Ficou uns tempos sem trabalhar
Ia construir uma casinha com aquela madeira
Não sei porque nada construi, vendi a madeira!
Com o dinheiro, paguei o conserto de meu carro
Que tinha fundido o motor!
A Mata da Thereza está até hoje intacta. A tora que foi tirada foi dada pela mãe da Thereza que era inválida. Eu ia construir uma casinha na fazenda de minha sogra, mas desisti porque fiquei aborrecido pela transtorno causado ao João da Hermi'nia, por isso resolvi' vender a madeira...a t'ecnica de achar no meio do mato a tora, era olhar pras copadas, quando via uma clareira, era sinal que tinha cai'do alguma coisa ali', mesmo apesar de tanto tempo...o sinal sempre fica!
Que história interessante Victor, coisas bem de quem está acostumado a viver no campo, bonito! poebejios;
soninha porto · Porto Alegre, RS 22/3/2008 18:07Muito bom meu amigo, obrigado pelo convite. Abraços
Falcão S.R · Rio de Janeiro, RJ 23/3/2008 01:02
Adoro a descrição q vc faz do ambiente,Victor,sempre muito rica!!
O campo eo s seus causos...hehe...bem,se a peroba foi derrubada pela tempestade...não havia réus...mas até q se prove o contrário...ainda mais em lugares pequenos onde a notícia corre rápido... sempre se aumenta um ponto no conto narrado...rsrs...Espero q já tenha cosntruído sua casa....rsrs
Adorei,Victor!!
Vo(l)tarei!
bjkiats bluecarinhosas...
Raiblue
...espero q já tenha construído sua casa...hehe...
bjkitas
Victor
Tua descrição é tão rica, que nos insere nas tuas histórias.
Sempre bom te ler.
bjo.
Victor,
Histórias vividas têm um sabor diferente,
mexem com a gente,
trazem lembranças de outros lugares...
Parabens pela narrativa poética.
Beijos e votos,
Regina
Interessante,nem sabia que existia peroba rosa,,rs
Votadíssimo
Pois é, Victor, para aquela época esse sinal da clareira funcionava. Mas em dias atuais, as clareiras são uma constante que guiar-se por tais é não ter mais erteza de nada. Apenas a constatação do grnde a vaçador desmatamento.
Abçs
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