Presa a voz dentro da alma, fala o silêncio,
fala alto, com um olhar assim tão calado,
solitário, triste, em choro, angustiado...
esperou vozes, talvez saudade - viu só o vazio.
Confirma assim o seu destino, sina, infeliz...
calar sua voz, amarrar seu grito, tolher o amor.
Quebrar os sentimentos e matá-los um à um,
sem dó, sem piedade, vê-los morrer, triste horror.
Sua última esperança se desfaz na névoa das lágrimas
que cravam suas unhas no coração, arrancando a pele,
arranhando o interior, rasgando de viver a mola...
E cala o dia da noite que chegou, cala o olhar...
Cala o coração, o silêncio vem, como pai da morte,
a morte da poesia que cala... na lágrima que rola..
"E cala o dia da noite que chegou, cala o olhar...
Cala o coração, o silêncio vem, como pai da morte,
a morte da poesia que cala... na lágrima que rola.. "
E também nos deixa feliz e enternecido com tanto talento.
Votado!
Bjs
nossa "Maria..." que poema delicado e silente.
um grande abraço e bom te conhecer.
A lágrima que rola e seus versos que encantam. Bjs.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 4/10/2008 19:38
Bela poesia. Bastante visceral.
Sucesso.
Votado.
Maria,
Teu poema é doloroso mas verdadeiro.
A medida que matamos sentimentos
que arranham nossa alma, damos lugar
a outros que com certeza virão.
bjsssss
é que prendi a voz, atei as mãos, meus pés sairam pra passear e eu não fui, e... não sei voar!
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