Eis o Caixeiro Viajante. Moço nem alto nem baixo. Nem loiro nem moreno. Nem gordo nem magro. Nem petista nem tucano. Enfim, cidadão livre que procura a melhor coisa em todo o mundo: hum... O que seria mesmo? Bem, é exatamente isso que ele quer descobrir. E é de cidade em cidade, vilarejo em vilarejo, que ele tenta realizar sua vontade tão, como posso dizer, incompreendida.
Lá vai ele pela estrada. Mais precisamente uma BR onde não passa um caminhão para contar história. Mas o Caixeiro é um sujeito que não se deixa levar pela solidão. Pega sua viola e vão surgindo em seus lábios suas velhas canções.
No horizonte vai surgindo algo grande, imenso. As rodas vêm cansadas em sua direção. E para. Lá esta ele, o companheiro de um Caixeiro que anda livre pelo mundo: o caminhoneiro e sua condução.
- O amigo precisa de carona?
- Pra onde o amigo vai?
- Pra mesma direção que o amigo.
- Se é assim eu aceito.
E é nessa repentina amizade que a viagem começa. A prosa se inicia em "Pois é...", "Então...", "Mas veja só...". Ora essa! Que Caixeiro é esse que não trás histórias para seus ouvintes. E assim ele se apresenta.
- O amigo é de onde?
- Do sul.
- E cumé que tá a gauchada por lá.
- Vai bem.
É... Parece que nosso viajante não está muito para histórias hoje. Mas e este caminhoneiro? Vejamos se ele não tem algum causo para expor. Que seja um sentimento qualquer.
- Esses políticos não têm jeito mesmo. Olha essas estradas. Depois o caminhão quebra e a gente fica na mão. E você? O que amigo pensa do governo?
O que é isso? O Caixeiro não é esquerdo, nem direito. Digamos que seja torto. A única saída é falar sobre o tempo. E que tempo... Dia ensolarado, com nuvens para todos os lados. Verdadeiro cenário de filme.
- Governo eu num sei. Mas que esse dia tá lindo, isso tá! Observou as nuvens? E o sol?
- É mesmo. Olha só que sol que tá fazendo. E cadê que eles tapam os buracos? Hein?
Realmente a conversa não iria fluir. Um carona é morta quando se perde uma prosa... Voltemos então para a estrada.
- Pedir licença pro amigo. É que lembrei de um causo. Agora tenho que tomar o caminho de volta.
O acostamento mais perto, o cheiro do mato. As cansadas rodas levam o caminhão para longe. E aqui fica o Caixeiro com sua viola. Seu caminho é longo, mas sua viola agüenta. Quanto mais andar melhor para alcançar seu destino: este lindo azul que cobre o horizonte.
O download não estava funcionando, mas o problema já foi corrigido :)
Alcy Filho · Jataí, GO 11/4/2007 06:24
Alcy,
Muito bem escrito teu texto de fácil assimilação e de bom gosto, parabéns e sucesso no overmundo, tenha um pouco de cuidado com os "buracos do caminho", não se deixe dominhar eles. avante ao um novo aprendizado de vida que esse SITE proporciona!
Marluce
Muitíssimo obrigado pelo incetivo Marluce. Fico grato por ter gostado!
Alcy Filho · Jataí, GO 12/4/2007 06:02Errata: no antepenúltimo seria "Uma carona", ao invés de "Um carona".
Alcy Filho · Jataí, GO 12/4/2007 06:07
Antepenúltimo parágrafo, ok?
Olha eu em meu monólogo... Ainda aprendo a fazer comentários bons no Overmundo.
Gostei do texto cyfilho! Continue assim... :)
Márcia Rezende · Jataí, GO 12/4/2007 07:09Muito bom texto, Alcy... parabéns e bem vindo ao Overmundo!
Murilo Ferraz Franco · Jataí, GO 12/4/2007 11:48Alcy, eu gostei mas acho que poderia ter sido editado um pouquinho. Também overmundei só agora. Esse negócio das pessoas ficarem julgando os nossos textos e idéias é estranho, né? Mas é maravilhoso ao mesmo tempo. Se não servir pra nada, pelo menos a gente se diverte.
Jolie Moysés · Belo Horizonte, MG 12/4/2007 22:21
É verdade Jolie. Realmente eu fiquei esperando por sujestões de edição, mas não recebi nenhuma :(
Mas é meu primeiro texto no Overmundo, por isso acho que as pessoas não ligaram muito. Pode julgar a vontade, ok? Abraços!
Beleza alcy, maravilha de texto, adorei. Abraços e meus sinceros aplausos.
Carlos Magno.
Carlos, fico muito feliz que gostou. Seus comentários são muitíssimo bem-vindos :)
Abraços!
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