A rosa nua em sua cruz a pena móvel
desta máquina rosa o imperturbável silêncio
de vento que acomete a rosa virando pelo
ar desértico deste chão que o mar também engole
com ruído oco, o manto cobre
líquido armando o céu a mesma pena
açoitada sob a máfia e o quartel seguindo lento cortejo
fino e organizado em torno
de si presa e mistério, bela morta, jovemente deitada pelo
sede caprichosa e indolente.
A rosa nua em sua cruz a pena móvel
desta máquina rosa o imperturbável silêncio
de vento que acomete a rosa virando pelo
ar desértico deste chão que o mar também engole
com ruído oco, o manto cobre
líquido armando o céu a mesma pena
açoitada sob a máfia e o quartel seguindo lento cortejo
fino e organizado em torno
de si presa e mistério, bela morta, jovemente deitada pelo
sede caprichosa e indolente.
Imagem perene da destruição da beleza perante a natureza (pois somos seres pequenos diante da imensidão azul do olhar que enxerga o mar e o céu) e diante das atrocidades humanas e de suas organizações e ideologias letais. Seus versos são pertubadores porque nos toma aos poucos, e sua significação variada, repleta de símbolos que remetem a criação e a destruição. Em poucas linhas exerce este poder de fascinar e conduzir a refexão. Ótimas imagens que nascem desta pena móvel ou da máquina que hoje já não mais nos abandonará.
Wuldson Marcelo · Cuiabá, MT 12/5/2009 19:09Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!