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A Syngenta na guerra do Vietnã

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Vilorblue · Colombo, PR
8/9/2009 · 2 · 6
 

A Syngenta é uma empresa transnacional do agronegócio com sede na Suiça. A empresa tem operações em mais de 90 países, e emprega mais de 19.500 pessoas. Em 2006, suas vendas foram de US$8,1 bilhões, tendo 80% de sua receita proveniente de agrotóxicos e 20% da produção de sementes. A Syngenta é a terceira maior empresa do setor de sementes no mundo.

A Syngenta resulta de mais de dois séculos de fusões de empresas européias do setor químico. Segundo Brian Tokar, o antecessor mais velho da Syngenta foi J.R. Geigy Ltd., que foi fundada na Suiça em 1758, e começou a produzir químicos indústriais inclusive tintas, tinturas e outros produtos. A Geigy ficou famosa e rica quando descobriu a eficácia inseticida do Dicloro Difenil Tricloroetano (DDT). A Syngenta também tem raizes na Industrial Chemical Industries (ICI), uma empresa de explosivos fundada na Grã Bretanha em 1926 por Alfred Nobel, o inventor da dinamite. A ICI abastecia as Forças Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial com explosivos e químicos para uso como arma química. Em 1940, a ICI descobriu as propriedades seletivas do ácido alphanapthylacetic, e sintetizaram os herbicidas MCPA e 2,4-D.O HERBICIDA AGENTE LARANJA, DERIVADO DO 2,4-D, POSTERIORMENTE FOI USADO PELOS MILITARES DOS ESTADOS UNIDOS DURANTE A GUERRA DO VIETNAM PARA DESFOLHAR AS FLORESTAS (E DESFOLHAVA A PELE E A CARNE DOS VIETNAMITAS TAMBEM). Em 1970 a Geigy e a Ciba se fundiram para formar a Ciba-Geigy, uma grande empresa com operacões em mais de 50 países. Em 1994 a ICI desmembrou seus setores de químicos farmacêuticos e agrotóxicos dando origem à Zeneca Group PLC. A Zeneca fundiu-se com a Astra AB da Suécia em 1998, criando a AstraZeneca. Em 1996, a Sandoz, uma outra empresa Suiça formada em 1876, fundiui-se com a Ciba-Geigy para formar a Novartis, a maior fusão empresarial na história daquela época. Em 2000, a Novartis fundiui-se com o setor do agronegócio da AstraZeneca, formando a Syngenta, o primeiro grupo global focado exclusivamente no agronegócio.

A biotecnologia é muito importante para a Syngenta. Entre 2001 e 2002, a Syngenta foi responsável pela maior contaminação genética da história, quando vendeu ilegalmente sementes transgênicas de milho BT10 aos agricultores nos Estados Unidos. Este milho transgênico entrou nos sistemas alimentares dos humanos e de animais. A Syngenta também é lider no desenvolvimento da "Tecnologia Terminator", um processo de engenharia genética que torna sementes estéreis numa tentativa de forçar os agricultores a sempre comprarem suas sementes, em oposição à prática camponesa de selecionar, cuidar e compartilhar sementes livremente.
O Crime da Syngenta e a Ocupação

A Ciba-Geigy começou suas operações no Brazil em 1971 e passou a ser demonidada Syngenta em 2001. No início de março de 2006, a Terra de Direitos, uma organização localizada em Curitiba, que atua nas áreas de direitos humanos e meio ambiente, e trabalha com os movimentos sociais, denunciou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBAMA), que a Syngenta e doze outros produtores plantaram ilegalmente soja transgênica na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. Dado a suas ameaças à biodiversidade, por determinação da legislação federal brasileira, é proibido cultivar transgênicos na zona de amortecimento dos parques nacionais. Uma investigação feita pelo IBAMA confirmou que a Syngenta e os agricultores violaram a lei ambiental federal e multou a todos. A multa da Syngenta é de aproximadamente US$465,000. Enquanto todos os agricultores recorerram à multa, perderam e em seguida pagaram suas multas, a Syngenta tem se recusado a reconhecer qualquer crime, sendo a única que ainda não efetivou o pagamento.

Após a investigação do IBAMA ter confirmado a violação da lei federal pela Syngenta, a Via Campesina ocupou não-violentemente o seu campo experimental. A Via Campesina e a Terra de Direitos defendem legalmente a ocupação com base num artigo constitucional que diz que a terra precisa cumprir uma função social. Eles argumentam que o campo experimental da Syngenta não estava cumprindo a sua função social, e que o cultivo ilegal da soja trangênica na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu consituiu uma ameaça direta à sociedade brasileira, porque colocou em risco sua biodiversidade, os recursos naturais e o sistema alimentar do país.

Em julho, a Terra de Direitos e a Via Campesina lançaram uma campanha internacional de solidariedade, conquistando apoio de mais de 75 organizações de todo o mundo. A campanha dirigiu emails diretamente para Pedro Rugeroni, chefe da Syngenta no Brasil, exigindo que a empresa reconheça seu crime e pague a multa ao IBAMA. A campanha também dirigiu emails ao Governador Requião, motivando-o a desapropriar o sítio da Syngenta. Em resposta, a Syngenta comprou uma página inteira nos dois maiores jornais brasileiros, onde publicou uma mensagem em sua defesa. Na sua resposta hostíl aos apoiadores da campanha internacional, continuou negando qualquer crime e atacou a "invasão ilegal" do seu campo experimental.
Isto tudo parece um filme de terror.

Sobre a obra

Artigo escrito em 2008, sobre a syngenta.

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vilorblue
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azuirfilho
 

Vilorblue · Colombo (PR)

A Syngenta na guerra do Vietnã

Um Trabalho admirável, Patriota, Humanista e de Utilidade Pública.
Uma Jóia e chance para o pessoal saber estes crimes que são cometidos e nos noticiários dos Jornais e TV a gente até pensa que a Via Campesina e a Terra de Direitos é que são os bandidos.
O Trabalho foi uma verdadeira aula, de cidadanis e sobretudo de Humanidade.
Parabéns pelo trabalho de tanta utilidade pra nossa terra e nossa gente.
Abração Amigo a Todos.

azuirfilho · Campinas, SP 9/9/2009 11:35
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Transgênicos (II): A transferência de genes entre espécies gera efeitos devastadores.

Credito total a Sylvia Ubal *

Texto extraido do site Adital/Ceara-www.adital.com.br/SITE/noticia.asp?lang=PT&cod=40861

Tradução: ADITAL
As técnicas de engenharia genética foram descobertas em 1950 por James Watson e Francis Crick e esse descobrimento trouxe como conseqüência o desenvolvimento da biotecnologia e o conhecimento da estrutura da molécula de DNA, onde se armazena a informação genética, que é herança em todos os seres vivos.

Partindo dessa importante conquista, aparecem os primeiros ensaios de manipulação genética (ano de 1980, cultivos transgênicos de tabaco recolhidos em 1992 - China, em 1996, apareceram 23 marcas de cereais nos Estados Unidos, no Canadá e no Japão); manipulação genética se realiza sobre qualquer vegetal, animal ou organismo cujo material genético original seja modificado intencionalmente.

O desenvolvimento e comercialização dessas novas tecnologias estão centrados em grandes multinacionais, que controlam 85% do comércio mundial dos cereais e 10 empresas agroquímicas do mundo, que controlam 91% de seu mercado e se denominam Companhias da Vida; as sete gigantes são: 1) Syngenta (Novartis y AstraZeneca); 2) Monsanto/Pharmacia; 3) Aventis (adquirida pela Bayer em 2001; 4) DuPont; 5) Dow; 6) Bayer; e 7) BASF (1,2 e 3), cujos estudos científicos particulares defendem seus interesses, tratando de demonstrar que os alimentos transgênicos, além de ser excelentes, mitigando a fome nos países pobres.
As transferências de biotecnologia alegam falsamente que suas manipulações são similares a mudanças genéticas naturais. No entanto, a transferência de genes de cruzamento de espécies que estão sendo realizados (como entre porcos e plantas, ou peixes e tomates) nunca aconteceriam na natureza e podem permitir que enfermidades e debilidades sejam transferidas entre espécies, com efeitos tão desastrosos como têm sido vistos em BSE (doença da vaca louca).

As companhias de biotecnologia alegam que seus métodos são precisos e sofisticados. De fato, existe um elemento aleatório em seu método experimental de inserção do gen. São inevitáveis os efeitos secundários e os acidentes e riscos são avaliados cientificamente como ilimitados. Diferente contaminação química ou nuclear, a contaminação genética não pode ser recolhida e os efeitos tóxicos de equivocações genéticas serão passadas a todas as futuras gerações de uma espécie.

Os alimentos geneticamente desenhados estão sendo introduzidos sem etiquetar.

As companhias de biotecnologia decidiram não utilizar etiquetas, alegando falsamente que não existe diferença material entre alimentos geneticamente modificados e suas contrapartidas naturais. De fato, a inteligência genética natural de alimentos, acumulada em milhões de anos está sendo alterada. Os governos apóiam as companhias de biotecnologia e ignoram os direitos dos consumidores a ser informados. Sem etiquetar, as causas de novas enfermidades podem ser muito difíceis de rastrear. Por um lado, enquanto todos os alimentos deveriam ser etiquetados fielmente, os alimentos geneticamente desenhados deveriam ser proibidos totalmente, para proteger a vida.

Em 1995, a semeadura de semente transgênica é utilizada em duzentos mil hectares; seis anos mais tarde (2001), são semeadas em 52,6 milhões de hectares e em 2009 são utilizados 186.3 hectares. Estados Unidos é o maior produtor de elementos agrícolas modificados geneticamente, com 68% da colheita transgênica mundial; a Argentina, com 22%; o Canadá com 6% e a China, com 3%, para um total de 99% somente quatro países e dominados por uma única companhia - a Monsanto. Esses são claros exemplos de uma agricultura sustentável. Na Argentina, a entrada massiva de soja transgênica exacerbou a crise da agricultura com um alarmante incremento da destruição de seus bosques primários, o que motivou o deslocamento de camponeses e de trabalhadores rurais, o aumento do uso de herbicidas e uma grave substituição da produção de alimentos para consumo local.

Os alimentos que foram modificados geneticamente são: milho, soja, uvas, salmão, arroz, tomate, colza*. As sementes mais comerciais no âmbito mundial são: milho, soja, eucalipto, algodão e colza, desenvolvidos e distribuídos por uma única companhia, a "multinacional Monsanto". Segundo fonte da FAO, os alimentos transgênicos que estão disponíveis atualmente são: milho, soja, algodão, coolí K-12, cravos e dentro da seleção de OMG elaborada em 2009: uvas, tilápia, álamos, salmão, eucalipto, arroz e ovelhas.

Ameaça global ao abastecimento alimentício da humanidade

As companhias gigantes transnacionais de biotecnologia controlam grandes segmentos do abastecimento alimentício do mundo, incluindo patentes alimentícias, companhias de sementes e outros aspectos da cadeia alimentar. Estão introduzindo produtos geneticamente desenhados experimentais sem v

Vilorblue · Colombo, PR 11/9/2009 14:03
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Estão introduzindo produtos geneticamente desenhados experimentais sem verificação em um perigoso experimento global. Se as intenções da indústria são realizadas, quase todos os alimentos que levemos às nossas mesas serão alterados dentro de uns anos. Essa mudança radical no abastecimento alimentício da humanidade resultará em muitos problemas irrevogáveis e inesperados, tais como serias escassezes alimentícias e ameaças à saúde de amplas dimensões.

O que é a Monsanto?

Monsanto se apresenta como uma empresa visionária, uma força da história mundial que trabalha para aportar ciência de vanguarda e uma atitude ambientalmente responsável pela solução dos problemas mais urgentes da humanidade. Porém, o que é, na realidade a Monsanto? Qual é sua origem? Como chegou a ser o segundo produtor mundial de agroquímicos e um dos principais provedores de sementes no planeta? A Monsanto é a companhia ‘limpa e verde’ que seus anúncios proclamam, ou estes apenas representam uma operação de imagem que oculta a natureza criminosa da companhia? Um olhar para sua história nos dará algumas chaves reveladoras e pode ajudar-nos a entender melhor as práticas atuais dessa companhia.

A Monsanto tem sede em San Louis, Missouri, Estados Unidos -Monsanto Chemical Company, foi fundada em 1901 por John Francis Queeny, um químico autodidata que levou a tecnologia da fabricação de sacarina, o primeiro edulcorante artificial, de Alemanha aos Estados Unidos. Nos anos 20, a Monsanto converteu-se em um dos principais fabricantes de ácido sulfúrico e de outros produtos básicos da indústria química e desde a década dos 40 até hoje é uma das quatro únicas companhias que estão sempre entre as 10 primeiras empresas químicas dos EUA.

Nos anos 40, o negócio de Monsanto girava em torno aos plásticos e às fibras sintéticas. Em 1947, um cargueiro francês que transportava nitrato de amônia (utilizado como fertilizante) explodiu em um porto a uns 90 metros da fábrica de plásticos da Monsanto, nas proximidades de Galveston, no Texas. Mias de 500 pessoas morreram no que chegou a ser considerado como um dos maiores desastres da indústria química. A planta produzia estireno e plásticos de poliestireno, que ainda são utilizados para embalagens de alimentos e de outros produtos de consumo massivo. Nos anos 80, a Agência de Proteção do Meio Ambiente dos Estados Unidos (EPA) colocou o poliestireno no quinto lugar na classificação de produtos químicos cuja produção gera as maiores quantidades totais de resíduos perigosos.

Em 1929, a Swann Chemical Company, adquirida pouco depois pela Monsanto, desenvolveu os bifenilos policlorados (PCBs, por suas siglas em inglês), que foram muito elogiados por sua estabilidade química e sua inflamabilidade. Seu uso mais freqüente se deu na indústria de equipamentos elétricos, que escolheu os PCBs como refrigerantes de combustíveis de uma nova geração de transformadores. No transcurso dos anos 60, os compostos da cada vez mais numerosa família dos PCBs da Monsanto foram também usados como lubrificantes, líquidos hidráulicos, óleos lubrificantes de ferramentas, revestimentos impermeáveis e seladores químicos. As provas dos efeitos tóxicos dos PCBs remontam aos anos 30, quando cientistas suecos que estudavam os efeitos biológicos do DDT começaram a encontrar concentrações significativas de PCBs no sangue, no pelo e nos tecidos graxos dos animais silvestres.

O maior laboratório de biotecnologia na agricultura do mundo que introduziu no mercado a primeira geração de cultivos transgênicos, convertendo-se no líder mundial na promoção de biotecnologia na agricultura.

Seus cultivos representam mais de 90% de todos os cultivos transgênicos do mundo. Os cultivos resistentes a seu herbicida "glifosato", como a "soja RR" (Roundup Ready) e o "milho RR", somente promovem a agricultura industrial de insumo-dependência.

Essa empresa dedicada à exploração agropecuária onde os cientistas isolam um gene da bactéria que produz um inseticida conhecido como "Bt" e o transferem ao milho, ao algodão e conseguem que a planta expila seu próprio inseticida tem o caminho livre para iniciar cultivos massivos e tem o controle de todo o processo produtivo; que se necessita para que a roda da fortuna não se detenha, e expandir constantemente as áreas semeadas, a terra rica para os negócios.

A Monsanto despoja os camponeses

Drasticamente, famílias inteiras de camponeses passaram a ser parte dos agronegócios; porém, do lado reverso. Hoje, os camponeses, despojados e expulsos de suas terras, transitam o desditado caminho do êxodo para os cinturões marginais e empobrecidos das cidades.

Os que ficaram para defender suas chácaras, hortas e animais, são cercados e criminalizados pelas leis, pelos bancos, pelos juízes, pela polícia, pelas armas e máquinas.

A propriedade da terra é uma batalha silenciosa que se livra diariamente em solos camponeses, enquanto os governos locais, provinciais e o nacional fazem "

Vilorblue · Colombo, PR 11/9/2009 14:06
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A propriedade da terra é uma batalha silenciosa que se livra diariamente em solos camponeses, enquanto os governos locais, provinciais e o nacional fazem "vista grossa", enquanto que as transnacionais se apropriam de suas terras.

Antecedentes

A Monsanto envenenou o Vietnam. É a responsável pela fabricação de armas de destruição massiva. O herbicida conhecido como "Agente Laranja", que foi usado pelas forças militares estadunidenses para desfolhar os ecossistemas da selva tropical vietnamita durante os anos 60 era uma mistura de 2,4,5-T e 2,4-D, que provinha de várias fontes; porém, o agente laranja da Monsanto tinha concentrações de dioxina muito superiores ao produzido pela Dow Chemical, o outro grande produtor do desfolhante. Isso converteu a Monsanto na principal acusada na demanda apresentada pelos veteranos de guerra do Vietnam que experimentaram um conjunto de sintomas de debilidade atribuídos à exposição ao agente laranja. Em 1984, quando se alcançou um acordo de indenização no valor de 180 milhões de dólares entre sete companhias químicas e os advogados dos veteranos, a justiça ordenou à Monsanto pagar 45,5% do total. Os tribunais dos EUA nem sequer pensaram que a sociedade e o Vietnam tinham direito a uma indenização maior.

O Roundup é o resistente herbicida mais vendido do mundo. Atualmente, os herbicidas de glifosato, tais como o Roundup, representam pelo menos uma sexta parte das vendas anuais totais da Monsanto. É comercializado em outros países com diferentes nomes e é altamente tóxico. A Monsanto promove agressivamente o Roundup, apresentando-o como um herbicida seguro e de uso geral (não somente para os cultivos transgênicos), em qualquer lugar; por exemplo, no sul da Espanha, onde os agricultores o chamam "Rondo"), em céspedes, hortas, bosques de coníferas.

Como a Monsanto e os funcionários dos EUA insistem em que é seguro pulverizar Roundup utilizando aviões, jornalistas e cientistas estão começando a revelar alguns fatos novos.

A série de grandes multas e decisões judiciais contra a Monsanto nos EUA incluem responsabilidades em casos de morte por leucemia, multas de 40 milhões de dólares por verter produtos perigosos no meio ambiente e muitos outros episódios. Em 1995, a Monsanto era a quinta empresa dos EUA no inventário de vertidos tóxicos da EPA, com milhões de quilogramas de produtos químicos tóxicos descarregados sobre a terra, o ar, a água e o subsolo.

Em dezembro passado, a jornalista holandesa Marjon Van Royen investigou os informes sanitários sobre o terreno na Colômbia e descobriu que "devido ao fato de que o produto químico é pulverizado na Colômbia utilizando aviões sobre áreas habitadas, têm acontecido constantes afecções sanitárias em seres humanos; olhos inflamados, enjôos e problemas respiratórios, têm sido as mais freqüentemente registradas". Apesar de que o Roundup é anunciado como "seguro" para mamíferos, incluindo seres humanos (porém não para alguns insetos ou para a vida aquática) pelo Departamento de Estado dos EUA, existem alguns informes demasiado persistentes sobre problemas cutâneos e de outro tipo depois de incidentes de fumigação envolvendo camponeses e seus animais, para que sejam ignorados. Aprofundando em sua investigação, Van Royen descobriu algo alarmante: outro aditivo chamado Cosmo-Flux 411F estava sendo adicionado para aumentar a toxicidade do Roundup. A mistura de Roundup com Cosmo-Flux 411F nunca foi cientificamente avaliada, nem o público foi informado, nos EUA ou na Colômbia, sobre essa prática da ação biológica do herbicida, produzindo níveis relativos de exposição que são 104 vezes mais elevados do que a dose recomendada para utilizações normais na agricultura.

Essa análise veraz que realizamos sobre as consequências está documentado por fontes fidedignas, nos deixam uma visão aterradora da capacidade das transnacionais de afetar o meio ambiente, os mares, a biosfera, a fauna e o ser humano habitante desse mesmo hábitat.

Tenho pensado muitas vezes se os donos dessas grandes indústrias não levam em consideração não somente o ser humano, mas também seus familiares e o futuro da humanidade. É tão terrível a voracidade de criar riquezas e tornar-se multimilionários sem nenhuma ética moral que põem o mundo em perigo de extinção ao destruir as riquezas e até a atmosfera que respiramos.

Nota:

* Colza: mistura de couve e nabo, de cujas sementes se extrai óleo e suas folhas são utilizadas como forragem para animais.

Vilorblue · Colombo, PR 11/9/2009 14:08
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estas empresas são...tutti gente buena..

Vilorblue · Colombo, PR 11/9/2009 14:09
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Querido amigo Azuir..
Muito obrigado por sua visita e comentário.
Fica bem meu amigo.

Vilorblue · Colombo, PR 11/9/2009 14:10
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