Dancei até me acabar. O que não costuma ser assim tão fácil.
Gozei tanto, de tremer o chão, os pés, as batatas da perna, as coxas, nos costureiros. De dar nó nos ciáticos. Nem eram de ásia, nem azia tive, nem bebera, nem fumara, nem poeira fizera. Nada: só trimilico no coquipiti, chão e parede e pancadão: tunc tunc tunc, tunc, zeca doidão, maria doidinha, doidices e tonterias, água fazendo borbulhinha e as luzinhas se piscando cada uma pra outra dando piscadelas, delas nelazinhas, ficou-se sabendo depois que uma era preta de queimada que ficara e a outra, branca, tava azulada e a casa não trocava porque ninguém achava que aquilo era estragada pensando de coração que fosse decoração na maior paixão de todos pelo escurão que restava e tuc tuc tuc dos bão. Tinha bêbado, tinha fumado, tinha cheirado, mas não tinha confusão, sei lá porque não, porque tinha tudo pra ser e não era. Notei que uns saiam voando num repente, de pé pra cima, como se abduzidos fossem. Uns grandões pegavam os pequeninos e abusados e levavam prum disco voador que era de arame, ou ferro, mas não avuavam, eram uma espécie de jaula, e amontoavam eles lá com uns outros abusadinhos. ficavam discovoando e discovendo. Alguns regurgitavam, mas era como se fosse neles mesmo, que não saia de lá o que de porquice fizessem, que voltava por centrifugação, que a rodagirante era meio pomba e poxa e nada deixava espargir ou escapulir, oxe.
Viajei. Dandando e não quis ficar mais tremilicando e fui tentando sair do chão devagarinho arrastando o pé e as mãos, as quatro no chão... patinhas minhas me carregaram eu até a poltroninha firme de sentar bundão e bundinha e fiquei só. Que ninguém mais lá tava, nem lá tinha nenhum que todos tudo tremia no mesmo chão que parecia teto e verde era, meio limão meio limonada, meio casca, meio cascão.
A banda era tecobrega, um outra era di rocão, de pegar no tranco, tinha até marca dela e de cachorro mijado no busão ali na frente, porque o cheiro de roqueiro abusado que vinha do caminhão era algo que só podia ser cão molhado... ou não.
Uma balada badalada assim eu acho que não assino mais embaixo. Ou será em cima. Treme-treme qui trem bão, sô.
Uma festa de aniversário de arromba!
Salve, Juliaura!
Só faltou eu!
Juro que eu ia se me convidava...
Abraço Pantaneiro.
Q viagemmmmmmm mais loucaaaaaa hehehehe
e o Poeta pantaneiro ficou avexado, rsrsrs
gostei !
bjssssssss ; )
O trem tava tão Bão , que inspirou um texto pra lá bom sô , parabéns " olha só que festa hein ". Beijos...
delen · Cotia, SP 15/2/2009 14:10
Que inveja, Juli. Dançar tanto assim é o que eu ainda queria.
Votado. Ivette G M
baladeira adoraria viajar e ir a esse delirio dos 'bão'
eita!no escurão 'mermo'
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